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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2002.tde-27062003-154107
Documento
Autor
Nome completo
Cleide da Costa e Silva Papes
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2002
Orientador
Banca examinadora
Coelho, Nelly Novaes (Presidente)
Barcellos, José Carlos
Bittencourt, Sylvia Maria Corrêa da Rocha Homem de
Caniato, Benilde Justo Lacorte
Goes, Maria Lucia Pimentel de Sampaio
Título em português
"A vivência e a invenção no cotidiano em 'Rosa, minha irmã Rosa' (Alice Vieira) e 'O sofá estampado' (Lygia Bojunga)"
Palavras-chave em português
cotidiano
identidade
literatura
transformação.
vida
Resumo em português
A vivência no cotidiano realiza-se por uma variedade de estratégias criadas pelo homem a fim de superar a facticidade da vida, suas “maneiras de fazer” ou formas com que transforma o espaço e o tempo e preenche o vazio das deformações de ação social. Tenta assim vencer a grelha determinista do dia-a-dia com uma inventividade em que se revela como um herói anônimo. Definida como o lugar do homem neste mecanismo de superação, destaca-se a casa como o centro da afetividade onde a vida se fecha no aconchego, alimento e proteção, em cujo interior estão depositadas as células de esperança e idealização. Apesar disso, este universo vem sofrendo profundas alterações pelas mudanças em curso no mundo, sobrevindo a contracasa como o espaço de aniquilamento do homem onde ele oscila entre o SER e o NADA, desequilibrando-se através dos apelos da sociedade capitalista para a acumulação de bens materiais no mundo do TER. Tais realidades denunciam-se na obra de Alice Vieira (Portugal) e Lygia Bojunga Nunes (Brasil), autoras focalizadas nesta tese, ambas revelando o cotidiano e as bases em que o homem pode vivê-lo sem degradar-se, escapando de ser o herói problemático à procura de valores autênticos numa sociedade produtora para o mercado. Optando pelo realismo, a escritora portuguesa apresenta o SER, o homem no dia-a-dia, pela voz do narrador-criança que flui os fatos com a autenticidade e a lógica de sua visão pueril; recorrendo ao processo fabular com situações fantásticas em que o estranho configura o hiper-real, a escritora brasileira apresenta o TER. A casa e a contracasa, presentes na criação destas autoras, acenam para a necessidade da recentralização do homem nos laços do afeto que o fixam na vida e confirmam a sua existência pelo olhar do outro. Revelam, além disso, a crise do sujeito no que se refere à identidade e à necessidade de ele se retomar como agente de transformação pelo seu fazer e, como ser linguagem, na renomeação do mundo. Da criação literária para a grande invenção no plano real abre-se a perspectiva de uma utopia em que será possível preencher o vazio do futuro com novos relacionamentos homem/homem, homem/natureza, homem/sociedade, escapando à fragmentação e, proporcionalmente, à globalização, com um outro horizonte de possibilidades. Esta utopia é a palavra renomeando o mundo, e é também o próprio homem, reassumindo o discurso como o locutor efetivo da era humanitária.
Título em inglês
LIVING and INVENTION in the QUOTIDIAN -Rosa,minha irmã Rosa(Alice Vieira) and O sofá estampado(Lygia Bojunga)
Palavras-chave em inglês
identity
life
literature
quotidian
transformation.
Resumo em inglês
The experience in daily life happens through a variety of strategies created by mankind in order to overcome life’s fatefulness; they are “ways of doing” or “ways of living” that are used to transform space and time and to fill the void brought by social action deformation. Man thus tries to go through everyday’s deterministic grill, with an inventiveness which reveals itself as an anonymous hero. Pointed out as the place of man in this mechanism, home is the core of one’s affectivity where life shuts itself in, hidden in shelter, food and protection, and where the cells of hope and idealism get deposited. Despite this, such a universe has been deeply modified, due to current changes in the world, in which the “counter-home” supersedes as the space of man’s annihilation, where one oscillates between BEING and NOTHING, bending to the capitalist society’s appeals to acquiring material goods in the world of HAVING. Such realities have been exposed in the works by Alice Vieira (Portugal) and Lygia Bojunga Nunes (Brazil), studied in the present thesis. Both of them expose the daily world and the foundations upon which man can live without destroying oneself, escaping from being the problematic hero who looks for authentic values in such a reality focused on the market. Choosing realism, the Portuguese writer presents the BEING, man in daily life, on the voice of a child-narrator who exposes the facts with the authenticity and logic of a puerile viewpoint. The Brazilian writer presents the HAVING, by using the fable process with fantastic situations in which the weird configures the hyper-real. Home and “counter-home”, found in both writers’ works, point to the necessity of recentralization of man to the affection bonds that settle one in life and confirm one’s existence by the other’s look. Besides, they show the subject’s crisis relating to the identity and to the necessity of recovering one’s position of active modification agent and speaker in the transformation of the world. From literary creation to great invention in the real plane, the perspective of a utopia is open, making it possible to fill the void of the future with new relationships ¾ man-man, man-nature, man-society. From this point, man escapes from the fragmentation and, proportionally, globalization, with a new horizon of possibilities. This utopia is the word renaming the world, and it is also the individual itself, resuming its speech as the effective speaker of the humanitarian era.
 
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TeseCleidePapes.pdf (369.73 Kbytes)
Data de Publicação
2003-07-17
 
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