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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.8.2006.tde-31072007-144956
Documento
Autor
Nome completo
Augusta de Magalhães Carvalho de Moraes
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2006
Orientador
Banca examinadora
Santos, Raquel Santana (Presidente)
Barbosa, Plinio Almeida
Medeiros, Beatriz Raposo de
Título em português
A criança e o ritmo em português brasileiro: análise fonética dos dados de encontro acentual
Palavras-chave em português
Aquisição da Linguagem
Encontro acentual
Fonética Acústica
Ritmo
Resumo em português
O objetivo deste trabalho foi o de analisar como a criança lida com o encontro acentual no português brasileiro da perspectiva fonético-acústica. Os parâmetros analisados foram o da duração e da freqüência fundamental das vogais, já que estes são os principais correlatos acústicos para determinação do acento primário em português brasileiro (cf. Moraes 1987; Massini-Cagliari 1992; Barbosa 1996). A fonologia e a fonética apresentam diferentes comportamentos no português brasileiro com relação à resolução do encontro acentual (stress-clash) na linguagem adulta. Seguindo Nespor & Vogel (1986) para o italiano e Selkirk (1984) para o inglês, Abousalh (1997) e Santos (2001) afirmam que no português brasileiro os falantes utilizam-se das estratégias da retração acentual (stress-shift) e do alongamento para desfazer o encontro acentual, e estas estratégias ocorrem dentro da frase fonológica. Por outro lado, Barbosa (2002), em um estudo com linguagem adulta, argumentou acusticamente que nem aparente, nem sistematicamente acontece retração acentual com relação ao parâmetro acústico da duração em PB. Este estudo trata de um estudo de caso no qual a criança analisada, minha filha, então com 5 anos e 7 meses, foi gravada para a análise da possível estratégia de retração acentual e alongamento na fala infantil. Para a elaboração do corpus, foram criadas 12 frases-alvo, 6 com encontro acentual e 6 sem o referido fenômeno, com o cuidado de controlar o número de sílabas dos pares frasais para manter o mesmo tamanho das sentenças a fim de não alterar a estrutura rítmica. Cada frase foi repetida 5 vezes de forma aleatória, com um total de 60 frases para serem analisadas. Os resultados da análise estatística mostram que, do ponto de vista da fonética acústica não houve favorecimento para as estratégias de retração acentual e alongamento de vogal, em contexto de encontro acentual na análise deste corpus. Isto é, pode-se então sugerir, pois se trata da análise de um caso, que o encontro acentual, em português brasileiro, é mais tolerado do que se supõe (cf. Barbosa 2002 e Madureira 2002)
Título em inglês
The child and the Brazilian Portuguese rithm: phonetic analisis of the stress-clash´s data
Palavras-chave em inglês
Acoustic
Language Acquisition
Rhythm
Stress-clash
Resumo em inglês
The aim of this essay is to analyze the way children deal with stress-clash in Brazilian Portuguese from the acoustic phonetic point of view. The analyzed parameters were the duration and fundamental frequency of vowels since these are the main acoustic parameters of primary stress in this language (cf. Moraes, 1987; Massini-Cagliari, 1992). In Brazilian Portuguese, adult language phonology and phonetics present different behavior in relation to stress class resolution. In phonological terms, following Nespor and Vogel (1986) for Italian and Selkirk (1984) for English, Abousalh (1997) and Santos (2002) claim that Brazilian Portuguese speakers use the strategy of stress shift in order to undo stress clash, and this strategy occurs inside the phonological phrase level. From a phonetic point of view, Barbosa (2002) has shown that stress shift occurs neither apparently nor systematically, in relation to the acoustic parameter of duration in Brazilian Portuguese, the main parameter for the duration of primary stress in this Brazilian Portuguese (cf. Moraes, 1987; Massini-Cagliari,1992). In this study, the child analyzed, my daughter, was recorded at age 5;7 in order to examine the possibility of stress shift and duration strategy in children. For the elaboration of the corpus, 12 target sentences were created. Six of them with stress clash and another six without the referred phenomenon. Care was taken so as to control the number of phrase pairs in such a way that same number of syllables of the sentences and rhythmic structure were maintained. The child repeated each sentence of stressclash X non stress-clash conditions 5 times, for a total of 60 acoustically analyzed sentences. According to the results of the statistical analyses, from the phonetic acoustic point of view the findings point to a trend of maintaining the stress-clash in the contexts of "clash" and this trend is one for the maintenance of the duration of the vowels in the control sentences contexts on the non stress-clashes in this corpus. That is, one can suggest, since the case under analyses, even with the stress-shift representing an optional strategy to undo the stress-clash in the PB, it is more tolerated than generally assumed (cf. Barbosa 2002 and Madureira 2002)
 
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Data de Publicação
2007-08-14
 
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