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Dissertação de Mestrado
Documento
Autor
Nome completo
Danyllo Ferreira Leite Basso
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Campos, Norma Discini de (Presidente)
Caretta, Alvaro Antonio
Lopes, Ivã Carlos
Schwartzmann, Matheus Nogueira
Título em português
Semiótica e Bakhtin. Transcendência imanente: álbum de cancão e sujeito encarnado
Palavras-chave em português
Álbum de canção
Canção
Círculo de Bakhtin
Gêneros do Discurso
Semiótica (Verbal; da Canção; Visual; Tensiva; das Paixões)
Resumo em português
O trabalho que aqui se enuncia debruçou-se sobre um álbum de canção. O exame se ancorou em dois arcabouços teóricos: o da Semiótica francesa, e seus desdobramentos tensivos, e o do Círculo de Bakhtin. A hipótese que firmou este trabalho é a de que o álbum de canção enquanto compilação compõe um todo de sentido. Ao selecionar as canções e as fotografias para compô-lo, a enunciação faz com que cada elemento funcione (pensa-se nas funções de Hjelmslev, 2003) e faça o todo significar na parte. A totalidade aponta para cada parte no momento em que cada membro pulsa a totalidade. O trabalho não atentou apenas às canções, mas também lançou luz à imagem/fotografia que inaugura o encarte do álbum de canção, para o que foram bem-vindos os postulados da Semiótica Visual. Dessa totalidade de enunciados emerge o estilo. Uma vez no âmbito do estilo, o trabalho acolheu o pensamento de Bakhtin quando o teórico elucida sua teoria sobre os gêneros discursivos. Alavancou-se, de igual modo, o pensamento de Discini, no momento em que a teórica firma parceria entre a Semiótica e Bakhtin para pensar o Homen encarnado nos textos, que é o estilo. A presente pesquisa, então, examinou o álbum enquanto gênero discursivo, ao articular uma temática (aquilo de que se diz) e uma composição (na maneira em que se diz), ambas fundadoras, e fundadas, do/pelo estilo (um modo póprio e recorrente de dizer da maneira pela qual se diz). Da recorrência do dizer se depreende uma recorrência no modo de ser: o modo de se fazer presente. O estilo é o homem, segundo Buffon. O estilo é duas pessoas, de acordo com Bakhtin. Para se refletir acerca dos homens encarnados nos textos, o trabalho se radicou na noção de estrutura aberta, recuperada nos trabalhos de Discini (2015). A partir daí, concebeu-se o estilo como imanente e diferencial. Imanente se ancora na língua como estrutura, e por isso, fechada. Diferencial se inaugura na transcendência: a abertura da estrutura. O caráter imanente instaurou uma análise que se baseou no formal, de onde se referenciou a semiótica enquanto teoria e método imanentes. O teor transcendente só foi integrado a partir do formal, quando a pesquisa se beneficiou do pensamento de Bakhtin. Concebeu-se neste estudo, a partir da noção de estrutura aberta, a transcendência como imanente, para o que se convocou o conceito de signo ideológico, cunhado em Bakhtin (1992). O álbum a que se refere é o Setevidas (2014), da cantora e compositora Pitty. Da totalidade dos enunciados de Pitty, emergiu seu estilo como modo recorrente de dizer, que remete a seu modo de ser. Esse modo de ser é sua imagem discursiva: seu éthos. Dos rastros do enunciado à enunciação. Do actante do enunciado ao ator da enunciação. Do ator ao enunciatário. O estilo é Pitty. O estilo é Pitty e seu enunciatário. O estilo é Pitty e o mundo percebido. O trabalho examinou da imanência à transcendência, pela aparência, no âmbito de uma estilística discursiva.
Título em inglês
Semiotics and Bakhtin. Immanent Transcendence: music album and incarnated subject
Palavras-chave em inglês
Bakhtin Circle
Discursive Genres
Music Album
Semiotics (Verbal; Song; Visual; Tensive; Passions)
Song
Resumo em inglês
The research here presented dealt with a music album. The analysis was based on two different theoretical fields: the French Semiotics and its tensive unfoldings, and the Bakhtin Circle. The hypothesis formulated for this research is that the music album, as a compilation, is trespassed by a meaningful unit. In selecting the songs and the pictures in order to design it, the enunciation makes that each element functions (according to Hjelmslev, 2003) and makes the whole signify in its part. The totality points out to each part at the same time that each member connects to the totality. The research did not only pay attention to the songs, but also highlighted the picture featured in the album, to which were handful the statements of the visual semiotics. From this totality of enunciates emerges style. Once in the aim of style, the research made use of the Bakthinian theory about discursive genres. Equally important, the thought of Discini, at the moment in which the theoretician makes a link between Semiotics and Bakhtinian studies to think the Men incarnated in the texts, which means style. The current research, thus, examined the album as a discursive genre, while articulating a theme (that what is said about) and a composition (the way is said what is said), both founding and founded by and through style (a unique and recurring way of saying the way it is said). From the recurrence of the saying one can apprehend a recurrence in the way of being: the way of making oneself present. Style is the man, according to Buffon. Style is two people, according to Bakhtin. In order to reflect about the men incarnated in the texts, this work was based on the concept of an open structure, recovered in the written work of Discini (2015). From there, we conceptualized style as immanent and differential. Immanent is present in the language as a structure, therefore, closed. Differential is created in the transcendence: the opening of the structure. The immanent characteristic made the analysis become more concerned with the formal, from which Semiotics was referred to as immanent theory and method. The transcendental tone was only possible through the formal, when the research benefited from the Bakhtinian thought. It was conceived in this study, from the notion of open structure, the transcendence as immanent, to what was recalled the concept of ideological sign, coined in Bakhtin (1992). The album to which the research refers is called Setevidas (2014), by the singer and composer Pitty. Out of the totality of the enunciates by Pitty, emerged her style as a recurring way of saying, which reiterates her way of being. Such a way of being is her discursive image: her éthos. From the sources of the enunciate to the moment of the enunciation. From the actor to the interlocutor. The style is Pitty. The style is Pitty plus its interlocutor. The style is also Pitty and the world perceived. The research was made with its analysis going from the immanence to transcendence, through appearance, on a discursive stylistic bias.
 
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Data de Publicação
2017-11-30
 
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