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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2008.tde-15092008-095927
Documento
Autor
Nome completo
Luiz Eduardo Simões de Souza
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2008
Orientador
Banca examinadora
Barbosa, Wilson do Nascimento (Presidente)
Almeida, Wilson Gomes de
Arakaki, Rubens Toledo
Grespan, Jorge Luis da Silva
Pires, Marcos Cordeiro
Título em português
A arquitetura de uma crise: história e política econômica na Argentina, 1989-2002
Palavras-chave em português
América Latina
Argentina
Crise
Economia
História
História econômica
Resumo em português
Esta tese estuda os fundamentos da crise econômica argentina, irrompida em 2001. A Argentina, no contexto latino-americano, de acordo com a literatura históricoeconômica, apresenta uma "regressão econômica secular"; processo esse que se intensificou desde parte da década de 1970, quando o país viveu sob uma Ditadura militar. Em meados da década seguinte, sob uma crise econômica aguda, com hiperinflação, e frente a uma das maiores dívidas externas do mundo, os governos argentinos democráticos tentariam algumas iniciativas de estabilização dos preços, as quais resultariam no Plano de Convertibilidade, em 1991. Nessa ocasião, o país adotou a paridade cambial de sua moeda, em identidade com o dólar estadunidense. A Argentina apresentaria fortes taxas de crescimento do PIB nos primeiros anos do Plano, enquanto privatizava suas empresas públicas, desregulava seu mercado de trabalho e abria sua economia incondicionalmente ao capital externo. O FMI e o Banco Mundial incentivaram abertamente o Plano de Convertibilidade e as medidas de política econômica da Argentina, apresentando-a como exemplo aos demais países por uma década. Em 2001, como resultado das políticas adotadas, a Argentina sofreu uma crise econômica ainda mais intensa do que as anteriores, com uma retração acumulada de mais de 16% do PIB em um intervalo de um ano, com corrida bancária e crise social. De exemplo de política econômica do FMI, a Argentina passou à moratória de sua dívida externa, que cresceu exponencialmente durante o período. A crise argentina seria o produto da conjunção de três processos histórico-econômicos, dados entre o Pós-guerra e o final do século XX, a saber: (I) a falência do modelo de desenvolvimento autônomo a partir da substituição de importações, pelo impacto de políticas econômicas contrárias aos interesses nacionais argentinos, desde a imposição da Ditadura Militar de 1976 - 1983; (II) o atrelamento da política econômica argentina ao chamado "Consenso de Washington" ao longo da década de 1980, culminando com o governo Menem, de orientação neoliberal; e (III) uma crise do capitalismo ocorrida no final da década de 1990, cujos impactos se fizeram sentir de maneira mais intensa naqueles países subdesenvolvidos, que empreenderam políticas ultra-liberalizantes em âmbito interno. A desarticulação das estratégias de crescimento autônomo, a abertura desmedida ao capital internacional e a renúncia à utilização de instrumentos de política econômica, da parte de sucessivos governos argentinos, sempre sob a aprovação do Fundo Monetário Internacional, teriam como resultado o referido colapso da Argentina, em 2001.
Título em inglês
The foundations of the 2001 economic crisis: history and economic politics in Argentina, 1989-2002
Palavras-chave em inglês
Argentina
Crisis
Economic history
Economics
History
Latin America
Resumo em inglês
This thesis studies the foundations of the 2001 economic crisis in Argentina. In the Latin America economic context, and in economic history literature, Argentina is shown as an "secular regression" case. This process was enhanced during the Military period (1976 - 1982). During the 1980's, under an economic crisis, with a high inflationary process, and presenting one of the highest external debts of the world, the Argentine government tried some stabilization plans. The most important one it was the Convertibility Plan, in 1991. Then Argentina adopted the currency board exchange system, which considered by means of law as an equality of one peso to one U.S. dollar. Argentina would have strong economic growth rates in the first years of the Plan, as her government made the privatization of her public enterprises, promoted the liberalization of her labor market, and opened unconditionally her economy to the foreign capital. The IMF and the World Bank had widely supported the Convertibility Plan and Argentina's economic policies, showing the country as an example of good economic policies for over a decade. In 2001, as a result of that economic policies, Argentina entered on a huge economic crisis, with a retraction of more than 16% of her GDP in a single year. The financial system collapsed. The unemployment and the poverty of many deranged on social chaos. From "first class IMF's student" Argentina went on to the default of her debt with the Fund. This argentine 2001 crisis was the result of the sum of three economic historical processes: (I) the bankruptcy of the imports-substitution development model, as a result of anti-national economic policies applied in Argentina since the last Military period (1976-1983); (II) the submission of Argentina's economic policies to the Washington Consensus during the 1980's and 1990's; and (III) a crisis of capitalism which occurred on the end of the XXth century, whose effects were the most intense on the underdeveloped countries which applied the Washington Consensus policies. The elimination of independent economic development strategies, the excessive liberalization, and the abandonment of sovereign economic policies by successive Argentine governments, always under the support of the International Monetary Fund, had, as a result, the economic collapse of Argentina in 2001.
 
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Data de Publicação
2008-09-29
 
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