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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2015.tde-03122015-140234
Documento
Autor
Nome completo
Luis Gustavo Guadalupe Silveira
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2015
Orientador
Banca examinadora
Fabbrini, Ricardo Nascimento (Presidente)
Bretas, Aléxia Cruz
Favaretto, Celso Fernando
Musse, Ricardo
Simioni, Ana Paula Cavalcanti
Título em português
Bourdieu e o papel de legitimação social do discurso filosófico sobre a autonomia da arte
Palavras-chave em português
Arte e sociedade
Autonomia da arte
Bourdieu
Estética
Resumo em português
Categoria central da estética desde a modernidade, a autonomia da arte é sustentada até mesmo pelas teorias filosóficas que pretendem problematizar os aspectos sociais e políticos do fenômeno artístico. O caráter histórico das produções culturais não passou despercebido por pensadores como Adorno e Marcuse, por exemplo, mas os elementos culturalmente conservadores de suas estéticas talvez tenham imposto limitações importantes a suas pretensões críticas, a despeito da intenção de seus autores. Dentre os estudiosos do século XX que buscaram compreender o lugar e a função social da arte, investigamos o trabalho de Pierre Bourdieu, especialmente por vermos nele uma ruptura com a ideia de autonomia da arte e suas noções auxiliares, tais como gosto puro, poder transubstanciador da arte, leitor como co-autor, artista como gênio incriado, arte como esfera separada da vida prática, desinteresse da fruição estética etc. Ao investigar sua obra, pretendemos não somente demonstrar o caráter de legitimadores das desigualdades sociais que possuem os discursos filosóficos de autores como Peter Bürger, Arthur Danto, Terry Eagleton e os já citados Adorno e Marcuse, como também mostrar que há problemas teóricos importantes que podem ser explicitados e explicados pelo cotejamento de suas ideias com as de Bourdieu. Este caracterizou o consumo cultural como marcador social e, por meio de investigações empíricas e teóricas, numa interseção entre sociologia e filosofia, problematizou diversos fundamentos da estética erudita que explicam sua função de legitimadora social e permitem identificar sua permanência e força mesmo nos discursos filosóficos que buscam explicitar a raiz histórica e social dos fenômenos artísticos.
Título em inglês
Bourdieu and the social legitimation function of the philosophical discourse on art's autonomy
Palavras-chave em inglês
Aesthetics
Art and society
Autonomy of art
Bourdieu
Resumo em inglês
Central category from Aesthetic since modernity, the autonomy of art is supported even by philosophical theories that claim to discuss the social and political aspects of the artistic phenomenon. The historical character of cultural productions has not gone unnoticed by thinkers such as Adorno and Marcuse, for example, but the cultural conservative elements of their aesthetic perhaps have imposed crucial limitations on their critical pretensions, despite the intentions of the authors. Among the scholars of the twentieth century who sought to understand the place and the social function of art, we investigated Pierre Bourdieu's work, especially because we believe he breaks with the idea of autonomy of art and its auxiliary concepts such as pure taste art's transubstantiation power, reader as co-author, artist as uncreated genius, art as a separate sphere from practical life, aesthetic enjoyment disinterest etc. To investigate his work, we intend to not only demonstrate the legitimating character of social inequalities from the philosophical discourses of authors such as Peter Bürger, Arthur Danto, Terry Eagleton and aforementioned Adorno and Marcuse, but also show that there are important theoretical problems that can be clarified and explained by confronting his ideas with those of Bourdieu. His characterization the cultural consumption as a social marker and through empirical and, through theoretical investigations in the intersection of sociology and philosophy, problematized various grounds of scholar aesthetics explaining its social legitimizing function and identifying its permanence and strength even in philosophical speeches seeking to explain the historical and social roots of the artistic phenomena.
 
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Data de Publicação
2015-12-03
 
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