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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2019.tde-18032019-125735
Documento
Autor
Nome completo
Wilson Emanuel Fernandes dos Santos
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Braga Neto, Ruy Gomes (Presidente)
Antunes, Ricardo Luiz Coltro
Marcelino, Paula Regina Pereira
Rodrigues, Iram Jácome
Segnini, Liliana Rolfsen Petrilli
Título em português
O trabalhador digitalizado: a formação do sujeito neoliberal no setor bancário (2008-2018)
Palavras-chave em português
Bancários
Bancos
Neoliberalismo
Relações de trabalho
Trabalho
Resumo em português
Esta pesquisa teve como objetivo principal discutir as transformações no trabalho bancário brasileiro no período pós-crise de 2008, até 2018, no contexto da era digital do capitalismo avançado. A estratégia da investigação compreendeu uma observação participante no Banco do Brasil, na cidade de São Paulo/SP, que registrou o cotidiano do trabalho, as ações e reações de apoio ou resistência às novas formas de organização e conteúdos do trabalho e flagrou um dos maiores processos de reestruturação da história deste banco. Por meio de entrevistas, depoimentos e questionários aplicados a trabalhadores bancários que exercem distintas funções em diferentes bancos e a representantes sindicais de trabalhadores dos principais bancos do país, coletaram-se dados sobre as percepções, as opiniões e os discursos predominantes sobre os temas. O conjunto dos fenômenos estudados e suas singularidades aponta para o que seria um novo momento na trajetória do trabalho bancário. Observou-se que as tecnologias digitais, em especial as mídias sociais digitais, são responsáveis por mudanças agudas no conteúdo, na organização e nas relações do trabalho bancário. Como canais de comunicação, associados à inteligência artificial, elas modificaram a forma da interação entre empresas, trabalhadores e população. No cotidiano do trabalho, o taylorismo persiste sob essa nova base tecnológica e constrói o perfil do bancário vendedor nas plataformas digitais, um bancário digivendedor, sobre o qual o controle gerencial a intensificação do fluxo das tarefas e do cumprimento de metas encontram-se agora na própria ferramenta de trabalho. Dois fenômenos principais estão na essência dessas transformações: a ascendência da tecnologia digital como a própria plataforma de trabalho e as reestruturações que causaram uma sensível diminuição do número de postos de trabalho, a partir da adoção de novos modelos de negócios. Em paralelo, a individualização das relações de trabalho emerge nos formatos de contratação precários, na remuneração condicionada ao resultado individual e no afastamento das ações coletivas. A análise dos resultados da pesquisa mostra a formação de um sujeito neoliberal útil à reprodução da lógica do mercado por meio de elementos objetivos e subjetivos que se articulam e uma disputa de narrativas, entre o discurso do individualismo meritocrático reproduzido pelos representantes das empresas e que encontra eco em boa parte dos trabalhadores, em contraposição ao discurso do coletivismo classista reproduzido pelos sindicalistas e por outra parcela de trabalhadores. Nessa disputa, prevalece a lógica do indivíduo prestador de serviço independente, o eu-empresa, que se sobrepõe ao trabalhador pertencente a uma categoria com relações de trabalho protegidas por garantias típicas da sociedade salariada. O discurso gerencial procura r esponsabilizar cada trabalhador pelo resultado financeiro da empresa e, no limite, pela própria sobrevivência dela. Essa lógica serve de base para a justificação da individualização das relações de trabalho, que desponta em suas diversas dimensões.
Título em inglês
The digitized worker : the formation of the neoliberal subject in the banking sector (2008-2018)
Palavras-chave em inglês
Bank workers
Banks
Labor
Labor relationships
Neoliberalism
Resumo em inglês
This research had as main objective to discuss the transformations in the Brazilian banking work in the post-crisis period of 2008, until 2018, in the context of the digital era of advanced capitalism. The research strategy comprised a participant observation in the Bank of Brazil, in the city of São Paulo / SP, which recorded daily work, actions and reactions of support or resistance to new forms of organization and contents of work and caught one of the largest processes of restructuring this bank's history. Through interviews, testimonials and questionnaires applied to bank workers who perform different functions in different banks and to union representatives of workers of the main banks of the country, data were collected on perceptions, opinions and prevailing discourses on the subjects. The set of phenomena studied and their singularities points to what would be a new moment in the trajectory of bank workers. It has been observed that digital technologies, especially digital social media, are responsible for sharp changes in the content, organization and relationships of banking work. As channels of communication, associated with artificial intelligence, they modified the form of interaction between companies, workers and population. In everyday work, Taylorism persists under this new technological base and builds the profile of the salesman bank workers on the digital platforms, a "digi-salesman" bank workers, on which the managerial control the intensification of the flow of tasks and the fulfillment of goals are now in the tool itself. Two main phenomena are at the heart of these transformations: the ascendancy of digital technology as the work platform itself and the restructuring that caused a noticeable decrease in the number of jobs, from the adoption of new business models. In parallel, the individualization of labor relations emerges in the formats of precarious hiring, in the remuneration conditioned to the individual result and in the withdrawal of collective actions. The analysis of the research results shows the formation of a neoliberal subject useful to the reproduction of the market logic by means of objective and subjective elements that are articulated and a dispute of narratives, between the discourse of the meritocratic individualism reproduced by the representatives of the companies and that finds echo in a good part of the workers, in opposition to the discourse of class collectivism reproduced by the trade unionists and by another portion of workers. In this dispute, the logic of the independent service provider, the "I-company", prevails over the worker belonging to a category with labor relations protected by guarantees typical of the salaried society. The managerial discourse seeks to make each worker responsible for the financial result of the company and, in the limit, for the very survival of it. This logic serves as the basis for the justification of the individualization of labor relations, which emerges in its various dimensions.
 
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Data de Publicação
2019-03-18
 
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