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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.6.2004.tde-28082007-175532
Documento
Autor
Nome completo
Raquel Souzas
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2004
Orientador
Banca examinadora
Alvarenga, Augusta Thereza de (Presidente)
Adorno, Rubens de Camargo Ferreira
Munanga, Kabengele
Osis, Maria José Martins Duarte
Rodrigues, Maria Isabel Baltar da Rocha
Título em português
Relações raça e gênero em jogo: a questão reprodutiva de mulheres negras e brancas
Palavras-chave em português
Condições de vida
Escolaridade
Etnia
Gênero
Mulher
Raça
Saúde Reprodutiva
Resumo em português
Introdução: No âmbito das discussões de gênero e raça, as desigualdades que marcam a condição da mulher, nem sempre, são contempladas, ao contrário, há uma série de discursos que visam a naturalizar diferenças, forjadas historicamente. Nesse sentido, indagar sobre o significado dessas diferenças, no âmbito da saúde reprodutiva, apresenta-se como problema de investigação. Nesse campo, decisões e arranjos reprodutivos dos indivíduos partem ou resultam em processos de negociação, não só condicionados pela realidade partilhada entre os mesmos, como pelas ações que são modeladas, segundo valores e normas sociais. Estes se caracterizam por um certo dinamismo e possibilidade de transformação e resignificação. Hipótese e objetivo: Partindo da hipótese básica de que, ao lado da reconhecida transversalidade de gênero, amplamente divulgada na literatura especializada, raça/etnia apresenta-se, igualmente, como tal, nas questões reprodutivas, no presente trabalho propõe-se, como objetivo central, analisar a questão da transversalidade de gênero e de raça, buscando reter de que forma tais transversalidades se apresentam no tratamento de problemas inerentes à área da Saúde Reprodutiva como, por exemplo, da prevenção da gravidez e das DSTs/Aids e como as condições de vida a elas se relacionam. Procedimento Metodológico Pesquisa qualitativa, que utilizou a técnica de história oral- temática. Foram entrevistadas 36 mulheres, 18 negras e 18 brancas, em três segmentos de escolaridade. Foram utilizados um roteiro temático, com questões abertas sobre saúde reprodutiva, gênero, raça, sexualidade e um formulário semi-estruturado, com questões sócio-demográficas e história reprodutiva. Complementarmente, foi realizada uma pesquisa documental, de estudos e documentos significativos para o movimento de mulheres negras, do ponto de vista político, assim como sobre a problemáticada relação racial e saúde, em uma perspectiva sócio-política. Discussão dos resultados: A concepção de liberdade das mulheres negras, de escolaridade superior, grau em que se pressupõe maior autonomia, é mais restrita à vida privada, em razão do racismo que enfrentam na vida pública. Já as mulheres brancas apresentam uma concepção mais ampliada, que inclui a conquista de novos espaços, no âmbito da vida pública. A concepção de casamento para mulheres negras e brancas funda-se em uma concepção de monogamia absoluta, razão pela qual excluem o uso da camisinha. Neste caso, a questão de gênero predomina em relação à raça. Entretanto, a conjugalidade, no sentido moderno do termo, no qual a igualdade de gênero e as negociações são características, apresenta-se como uma construção recente na história de vida de mulheres negras, revelando-se como um campo onde, só recentemente, estas conquistaram espaço. Com relação aos métodos contraceptivos, é possível apontar, a partir de uma caracterização dos sujeitos da pesquisa, que as mulheres negras entrevistadas, nas escolaridades média e fundamental, seguem, quando cotejadas com a literatura especializada, um padrão de uso massificado de métodos contraceptivos, ou seja, referem mais o uso da laqueadura e da pilula, e, no nível superior, referem mais o uso da camisinha. Por outro lado, as mulheres brancas entrevistadas fazem uso diversificado de métodos em todas as escolaridades, destacando-se o que se caracteriza, na maioria dos casos, uma opção por método de controle masculino, como vasectomia e camisinha. Quando abordada a questão da negociação para a prevenção da gravidez e das DST/Aids, observa-se menor autonomia de mulheres negras, de escolaridade média e fundamental, em relação às mulheres brancas e negras, de escolaridade superior. Na medida em que não se observa diferença, nesse processo de negociação, entre mulheres negras e brancas, com escolaridade universitária, a investigação aponta, igualmente, para a questão da diferenciação social. Conclusão Diante dos resultados obtidos, a presente investigação aponta para a riqueza de pesquisas que contemplem as intersecções existentes entre gênero, raça e desigualdade social no contexto da saúde reprodutiva.
Título em inglês
Relations of race and gender in the game: the reproductive issue of the black and white women.
Palavras-chave em inglês
Education
Ethnicity
Gender
Life Conditions
Race
Reproductive Health
Women
Resumo em inglês
Introduction: Within discussions of gender and race, the inequalities that characterize the condition of black women are not always discussed. On the contrary, there are several speeches that seek to make differences that have been historically forged look natural. To that respect, to question the meaning that such differences acquire in the domain of reproductive health becomes a relevant matter of investigation. Within this field, the decisions and reproductive arrangements made by individuals come or result from the negotiation processes not only conditioned by the reality they share, but by actions that are shaped according to a set of values and social norms. This set is characterized by a certain dynamism and the possibility of transformation and resignification. Hypothesis and objective: coming from the basic hypothesis that, besides the recognized gender bias widely disseminated by the specialized literature, race/ethnicity is also likewise presented on reproductive issues, the main goal of this work is to analyze the issue of gender and race bias, seeking to keep in mind how such biases are presented on the handling of problems inherent to the area of Reproductive Health like for instance, HIV/STD and pregnancy prevention, and how life conditions are related to them. Methodological procedure: qualitative research using the oral, thematic history technique. The subjects interviewed were 36 women, 18 black and 18 white, from three different educational backgrounds. During the interview process, a thematic list of topics for discussion with open questions about reproductive health, gender, race, sexuality, and a semi-structured form with socio-demographic questions and reproductive history were used. Complementarily, we researched some documents that we consider meaningful from the political point of view for the black women’s movement. Discussion of Outcomes: black women’s conception of freedom, of those with higher education, when one has supposedly greater autonomy, is more restricted to the private life due to the racism they face in public life. White women, on the other hand, show a broader conception, which includes the conquest of new spaces within public life’s realm. Marriage’s conception, both for black and white women, is based on a conception of total monogamy, hence their exclusion of using preservatives. In this case, the issue of gender prevails over race. Nonetheless, the connubiality, at the modern meaning of the term, which is characterized by equality of gender and negotiations, indicating to be a recent construction in the history of black women’ lives, field in which only recently they conquered space. Regarding the birth control methods, it is possible to point out from the characterization of the research’s subjects, that the black women interviewed, from elementary and middle school education background, follow, when compared to the specialized literature, a pattern of massive use of birth control methods, that is, they refer more to the use of tubal ligation and birth control pill, and at the higher education level, refer more to the use of preservatives. On the other hand, the white women interviewed use more diversified birth control methods in all education levels, standing out what is characterized in most cases a choice for a male controlled method such as vasectomy and preservatives. When the issue of the negotiation of HIV/STD and pregnancy prevention is surveyed, one can notice a lower autonomy of black women, with elementary and middle school education background, in comparison to white and black women with higher education background. As this difference is not observed during this process of negotiation among black and white women with higher education background, the investigation points towards the same direction to the issue of social differentiation. Conclusion: from the outcomes obtained, the current investigation indicates the richness of researches that contemplate the existing intersections between gender, race, and social inequalities in the context of reproductive health.
 
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TeseRaquelSouzas.pdf (676.23 Kbytes)
Data de Publicação
2007-09-14
 
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