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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.59.2002.tde-01072002-091835
Documento
Autor
Nome completo
Celiane Camargo Borges
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2002
Orientador
Banca examinadora
Japur, Marisa (Presidente)
Laprega, Milton Roberto
Vasconcellos, Maria da Penha Costa
Título em português
Sentidos de saúde/doença produzidos em grupo numa comunidade alvo do Programa de Saúde da Família (PSF).
Palavras-chave em português
grupos comunitários
processo saúde/doença
PSF
Resumo em português
O Programa de Saúde da Família (PSF) enfatiza a promoção de saúde visando à qualidade de vida das pessoas, privilegiando ações voltadas a comunidades específicas. Novos paradigmas vêm sendo pensados, numa tentativa de transformar a crise há tempos estabelecida na Saúde Pública, visando a uma produção em saúde sintonizada com a história e cultura locais. A perspectiva construcionista social, tendo em seus pressupostos a construção de sentidos sobre o mundo, na linguagem, através da relação entre as pessoas, aponta para a possibilidade de co-construção de um modelo de atenção em saúde entre profissionais e comunidade. O presente estudo, baseado nessa perspectiva, tem como objetivo: descrever sentidos de saúde/doença produzidos em grupos numa comunidade alvo de um PSF. Foram audiogravados cinco grupos de sessão única, distribuídos geograficamente pela área, realizados com pessoas dessa comunidade, convidadas a se reunirem na rua onde moram, em domicílio de um dos participantes. Foram transcritos, e junto às notas de diário de campo, constituem-se na base de dados. A análise, realizada em dois eixos, buscou tematizar: 1) Quando a questão é promover saúde – referida aos momentos em que os sentidos são produzidos pelas participantes falando do lugar de pessoas que gozam de saúde. Esse eixo foi dividido em quatro subtemas: Estar com problemas reflete na sua saúde – que trata dos momentos em que os fatores físicos, mentais e sociais são referidos como influenciadores da saúde/doença; Eu acho que tudo é tá de bem com a vida – que traz os momentos em que os conceitos sobre promoção de saúde foram tratados como fundamentais para a manutenção da saúde; Se não tiver saúde, não trabalha mesmo – que trata da relação entre trabalho e desemprego afetando o processo saúde/doença; e Ficar sem dinheiro é a pior doença – em que o dinheiro foi referido como fundamental para se estar com saúde. E o segundo eixo 2) Quando a questão é recuperar a saúde – referida aos momentos em que falam do lugar de pessoas adoecidas, necessitando de cuidados específicos em saúde. Esse eixo desdobrou-se em três subtemas: Ela tá com saúde. Tem até cartão do Posto – que analisa os momentos em que a saúde é referida como a possibilidade de acesso a serviços; Você pensa que eu tomei o remédio que a médica me deu? Ta fechadinho, em casa guardado – que trata do autocuidado na saúde caracterizado como a não-adesão a um tratamento; e A doença é bem pessoal – tratando-se da saúde/doença como um processo pessoal e singular. A análise buscou descrever o modo como estão sendo construídos os sentidos acerca das noções que vêm embasando as novas propostas em saúde, enfocando o ponto de vista da comunidade. As considerações finais deste trabalho apontam como possibilidade para transformação da crise da Saúde Pública, uma prática em saúde baseada na aproximação, conversação e negociação constante, não somente entre equipe de profissionais e comunidade, mas em todas as dimensões, desde os formuladores das políticas de saúde, até os executores e usufruidores.
Título em inglês
Meanings of health/desease maked in group in a community from family health program.
Palavras-chave em inglês
communitarian groups
health/illness process
Resumo em inglês
The Program of Family Health (PSF) emphasizes the health promotion aiming at the quality of life of the people, privileging actions turned to specific communities. New paradigms have been thought, in an attempt to transform the crisis established for a long time in the Public Health, aiming at a production in health syntonized with the local history and culture. The social construcionist perspective, having in its estimated the construction of meanings about the world, in the language, through the relation among the people, points to a possibility of co-construction of an attention model in health between professionals and community. The present study, based on this perspective, has as an objective: to describe meanings of health/disease produced in aiming groups in a community of a PSF. Five groups of only session had been taped, distributed geographically for the area, carried through with people of this community, invited to congregate in the street where they live, in the house of one of the participants. They had been transcribed, and with the notes of the field diary, consist in the database. The analysis, carried through in two axles, attempted to focus: 1) When the question is to promote health – related to the moments where the meanings are produced by the participants speaking from the place of people who enjoy health. This axle was divided in four subjects: “Being with problems reflects in one´s health” – that deals with the moments where the physical, mental and social factors, are related as influencing the health/illness; “I think that everything is to be ok with life” - that brings the moments where the concepts on health promotion had been treated as basic for the maintenance of the health; “If you don´t have health, you do not work for sure” – that deals with the relation between work and unemployment affecting the process health/illness; and “Being without money is the worse illness” – where the money was related as basic to be with health. And the second axle 2) When the question is to recoup the health – related to the moments where they speak from the place of sick people, needing specific cares in health. This axle was unfolded in three subjects: “She`s healthy. She even has the health center card” – that analyzes the moments where the health is related as the possibility to access the services; “You think that I took the remedy that the doctor gave me? It`s well closed, in my house” – that deals with the self care in health characterized as a not adhesion to a treatment; and the “Illness is well personal” – treating the health/illness as a personal and singular process. The analysis searched to describe the ways the meanings about the notions that have been basing the new proposals in health, focusing the point of view of the community. The final considerations of this work point to possibility of a transformation of the crisis of the Public Health, a practical in health based on the approach, conversation and constant negotiation, not only between the staff of professionals and community, but in all the dimensions, since the formulators of the health politics, to the usufructuary and executors.
 
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Data de Publicação
2002-08-19
 
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