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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.5.2015.tde-01042015-115347
Documento
Autor
Nome completo
Maria Helena Müller Dittrich
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2015
Orientador
Banca examinadora
Carvalho, Werther Brunow de (Presidente)
Cesar, Regina Grigolli
Krebs, Vera Lúcia Jornada
Título em português
Avaliação do uso "precoce" de albumina em crianças com queimadura extensa: um ensaio clínico randomizado controlado
Palavras-chave em português
Albuminas
Criança
Ensaio clínico controlado aleatório
Pediatria
Queimaduras
Ressuscitação
Resumo em português
Introdução: A reanimação fluídica da criança queimada é um desafio devido à intolerância à insuficiente ou excessiva oferta de líquidos. Há dúvidas em relação à utilização de solução coloide na ressuscitação volêmica e também quanto ao melhor momento a ser administrada. O momento ideal para a administração de albumina permanece em foco de debate, se deveria ser utilizada como estratégia de resgate, quando o volume de cristaloide infundido se torna excessivo, ou rotineiramente, como intervenção primária em pacientes com queimaduras extensas. Objetivos: Avaliar e comparar quanto a evolução clínica de crianças com lesões térmicas que receberam abordagem de infusão precoce (entre 8 e 12 horas do acidente) de solução coloide natural versus crianças que receberam abordagem de infusão tardia (após 24 horas do acidente) da mesma solução para reanimação na fase aguda. Metodologia: Ensaio Clínico Randomizado Controlado, realizado no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina. Foram estudadas 46 crianças (1 a 12 anos), apresentando entre 15% e 45% de Superfície Corporal Queimada, admitidas até a 12a hora após o acidente. Intervenção: Para a ressuscitação hídrica dos pacientes, foi utilizada solução cristaloide baseada na Fórmula de Parkland modificada, ajustada de acordo com o débito urinário. O Grupo Intervenção (23 pacientes) foi randomizado para receber solução de albumina entre 8 e 12 horas do acidente, e o Grupo Controle (23 pacientes) recebeu a mesma solução após 24 horas do acidente. Resultados: Houve possibilidade de redução de infusão de solução cristaloide durante o período de ressuscitação dos pacientes. O grupo Intervenção recebeu um volume de solução cristaloide com uma mediana de -31,99% (P=0,025) no 1º dia, -19,37% (P=0,002) no 2º dia e -45,3% (P=0,002) no 3º dia de ressuscitação. Não foram observadas diferenças significantes entre os grupos em relação à diurese. A incidência acumulada de fluid creep na população estudada foi de 30,43% (n=14). O RR para o desenvolvimento do fluid creep no Grupo Intervenção foi de 0,0769 (IC 95% 0,0109 a 0,5407). A mediana do tempo de internação dos pacientes do Grupo Controle foi de 18 (15-21) dias e a do Grupo Intervenção foi de 14 (10-17) dias, P=0,004. Conclusões: A infusão precoce de solução de albumina em crianças com queimaduras entre 15% e 45% de superfície corporal reduziu a necessidade de infusão de solução cristaloide no período de ressuscitação. Foram identificados significativamente menos casos de fluid creep e observado menor tempo de internação entre pacientes que receberam albumina precocemente
Título em inglês
Evaluation of the "early" use of albumin in children with extensive burns: a clinical randomized controlled trial
Palavras-chave em inglês
Albumins
Burns
Child
Pediatrics
Randomized controlled trial
Resuscitation
Resumo em inglês
Introduction: The fluidic resuscitation of burned children is a challenge due to intolerance to insufficient or excessive supply of liquids. There are questions regarding the use of colloids in fluid resuscitation solution as well as the timing of the administration. The ideal time for the administration of albumin, in other words whether it should be used as a rescue strategy when the volume of crystalloid infused becomes excessive, or routinely, as primary intervention for patients with extensive burns, remains in the focus of discussion. Objectives: Evaluate the clinical outcomes of children with burn injuries who have received early infusion treatment (between 8 and 12 hours after the accident) with natural colloids solution compared to the children who have received late infusion treatment (24 hours after the accident) with the same solution, in order to resuscitate them in the acute phase. Methods: Randomized Controlled Trial carried out at the Burn Treatment Center, State University of Londrina. Forty-six children (1 to 12 year olds) who had between 15% and 45% total body surface area and were admitted up to 12 hours after the accident were studied. Intervention: For the fluid resuscitation of patients, a crystalloid solution based on modified Parkland Formula was adjusted according to urine output. The Intervention Group (n= 23) were randomized to receive albumin solution between 8 and 12 hours after the accident and the Control Group (n= 23) received the same solution later than 24 hours after the burn injury. Results: During the resuscitation of patients, it was possible to reduce the infusion of crystalloid solution. The Intervention Group required a volume of crystalloid solution with a median of -31.99% (P = 0.025) on day 1, - 19.37% (P = 0.002) on day 2 and -45.3% (P = 0.002) on day 3 of resuscitation. No significant differences were observed in the groups in relation to diuresis. The cumulative incidence of fluid creep in the population studied was 30.43% (n=14). The RR for the development of fluid creep in the Intervention Group was 0.0769 (IC 95% 0.0109 to 0.5407). The patients in the Control Group spent an average time of 18 (15-21) days in hospital, while the patients in the Intervention Group spent 14 (10-17) days, P=0,004. Conclusions: The early infusion of albumin solution in children with 15% to 45% total body surface area reduced the need of crystalloid infused during the resuscitation period. Significantly lower cases of fluid creep were identified and lower length of stay was observed among patients who were treated earlier with albumin
 
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Data de Publicação
2015-04-02
 
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