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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.47.2010.tde-08092010-124142
Documento
Autor
Nome completo
Jose Agnaldo Gomes
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2010
Orientador
Banca examinadora
Mello, Sylvia Leser de (Presidente)
Fogaça, Monalisa de Cássia
Lacaz, Francisco Antonio de Castro
Mandelbaum, Belinda Piltcher Haber
Sato, Leny
Título em português
O canavial como realidade e metáfora: leitura estratégica de trabalho penoso e da dignidade no trabalho dos canavieiros de Cosmópolis
Palavras-chave em português
Dignidade
Psicologia social
Teoria crítica
Trabalhadores rurais
Trabalho penoso
Resumo em português
Os cortadores de cana-de-açúcar desta tese são os sujeitos de um estudo de caso situado nos canaviais de Cosmópolis, SP. Mas esses canavieiros, cujo trabalho é sinônimo de trabalho penoso, representam também uma Cosmópolis com o significado de cidade-universo. Representam a causa maior de trabalhadores submetidos a um trabalho penoso em busca de sua dignidade humana no trabalho. Não só Cosmópolis, também o produto de seus trabalhadores é realidade e metáfora. A monocultura da cana, que produz açúcar e etanol, é metáfora de doçura e movimento acelerado, de ideologia adocicada e produção acelerada. A aceleração da produção do etanol como produto estratégico e geopolítico é uma das causas principais da penosidade de seu trabalho. Nas estruturas que atravessam o canavial se revela o protótipo das formas hegemônicas e, ao mesmo tempo, patológicas de objetividade e subjetividade da sociedade contemporânea. A questão central dessa tese Como fazer vencer a dignidade no trabalho sobre o trabalho penoso nas condições da nova morfologia do trabalho imposta pelo capitalismo tardio? produziu três voltas pelo canavial. Uma resultou na reconstrução histórica do trabalho no canavial como pressuposto de uma posterior leitura estratégica. Da segunda volta traz narrativas dos canavieiros de hoje. As estruturas que produzem etanol e açúcar têm longa história de exploração entrelaçada com o sofrimento dos canavieiros. Do trabalho penoso incorporado ao novo paradigma de produção, não emergem perspectivas de emancipação ou de ruptura com essas estruturas alienantes dos quais fazem parte. A terceira volta procura, a partir do lugar dos canavieiros de Cosmópolis, fazer considerações estratégicas. Nessa leitura do canavial como realidade e metáfora, a Teoria Crítica serviu como pano de fundo e estrela-guia. Ela me obrigou a pensar a base normativa para a crítica social. O trabalho penoso pode ser criticado a partir dos parâmetros consagrados dos direitos humanos e da dignidade humana, que se encontram em declarações universais e constituições democráticas. O canavial como metáfora e realidade sistêmica não tem exterioridade para saídas. A dignidade deve vencer a penosidade no próprio canavial. O árduo trabalho da desconstrução sistêmica encontra um impulso forte na dor e no desejo. No sofrimento, nos disse Adorno, o especificamente materialista converge com aquilo que é crítico, com a práxis socialmente transformadora
Título em inglês
Sugar cane plantation as reality and metaphor: strategic analysis of hard work and dignity at work of sugar cane cutters in the city of Cosmópolis
Palavras-chave em inglês
Agricultural workers
Critical theory
Dignity
Hard work
Social psychology
Resumo em inglês
The sugar cane cutters of this thesis are the subjects of a case study carried out on sugar cane plantations in the city of Cosmópolis, SP. But these sugar cane workers, whose job is a synonym of hard work, also represent a Cosmópolis with the meaning of city-universe. They represent the major cause of workers submitted to hard work seeking their human dignity through labor. Not only Cosmópolis, but also the product of its workers is reality and metaphor. The monoculture of sugar cane, which produces sugar and ethanol, is a metaphor of sweetness and accelerated movement, of sweetened ideology and accelerated production. The acceleration of ethanol production as a strategic and geopolitical product is one of the principal causes of the hardship of its work. The prototype of the hegemonic and at the same time - pathologic forms of objectivity and subjectivity of contemporary society is revealed in the structures which sustains the sugar cane plantation. The central question of this thesis how to make the dignity at work prevail over the hard work in the conditions of the new work morphology imposed by the late capitalism? led to three visits to the sugar cane plantation. One resulted in the historical reconstruction of the labor on the sugar cane plantation as presupposition of a posterior strategic analysis. From the second visit brings narratives of the sugar cane workers today. The structures which produce ethanol and sugar have a long history of exploitation interlaced with the suffering by the sugar cane workers. From the hard work incorporated into the new production paradigm, there do not emerge any perspectives of emancipation or rupture given such alienating structures of which they are part of. The third visit seeks to make strategic considerations based on the place where Cosmópolis sugar cane workers are. In this interpretation of the sugar cane plantation as reality and metaphor, the Critical Theory served as a background and guiding star. It made us think of the normative base for the social critique. The hard work can be criticized based on established parameters of human rights and human dignity, which are found in universal declarations and democratic constitutions. The sugar cane plantation as a metaphor and systemic reality has no exteriority for exits. The dignity must prevail over the hardship on the very plantation. The arduous labor of the systemic deconstruction finds a strong impetus in pain and desire. In suffering, Adorno said, the specifically materialist converges with that which is critical, with the society-transforming praxis"
 
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gomes_do.pdf (1.43 Mbytes)
Data de Publicação
2010-11-24
 
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