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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.47.2014.tde-11122014-095500
Documento
Autor
Nome completo
Aline Souza Martins
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2014
Orientador
Banca examinadora
Rosa, Miriam Debieux (Presidente)
Dunker, Christian Ingo Lenz
Guerra, Andréa Máris Campos
Título em português
Por que a guerra? Política e subjetividade de jovens envolvidos na guerra do tráfico de drogas: um ensaio sem resposta
Palavras-chave em português
Discurso
Guerra
Homo Sacer
Michel Foucault
Psicanálise
Tráfico de drogas
Resumo em português
A guerra do tráfico de drogas é uma espécie de conflito que acontece nas periferias das grandes cidades brasileiras. Consiste em uma batalha armada entre gangues rivais, motivada por desavenças pessoais ou vinganças direcionadas aos grupos inimigos. Este fenômeno é o maior responsável por mortes de jovens no país. A partir de grupos de conversa com jovens envolvidos com o tráfico de drogas e usando a psicanálise como método de escuta e análise, a presente pesquisa faz uma descrição de caso que tem como papel elucidar a dinâmica de funcionamento da guerra do tráfico no aglomerado Santa Lúcia, em Belo Horizonte-MG. O objetivo inicial foi responder ao enigma: por que os jovens se envolvem na guerra do tráfico, mesmo sabendo do grande risco de morte? A hipótese que se depreendeu daí foi a existência de um fator oculto, com dimensão política e subjetiva que sustentaria essa escolha. Entretanto, o que se encontrou como resultado foi um aprofundamento da questão, entendendo o posicionamento desse grupo de jovens na sociedade como Homo Sacers, posição esta produzida e sustentada pelo discurso em torno da violência e pelo reconhecimento desses sujeitos como exceção. Passamos, portanto, pelo conceito de guerra, elucidando sua dinâmica de funcionamento na política, segundo Clausewitz e Foucault, e no sujeito, com Freud e Lacan. Partimos então para o entendimento de como essa posição seria sustentada na sociedade através de uma discussão sobre o discurso, a partir de Foucault e Lacan, e posteriormente explorando o conceito de Homo Sacer, de Agamben, amparado por suas bases na concepção de Campo de Arendt e biopolítica de Foucault. O trajeto de pesquisa foi constantemente marcado pela formulação de uma metodologia que acompanhasse as demandas do objeto, que não se deixa apreender e está constantemente provocando o pesquisador no seu lugar de cidadão de uma sociedade em guerra. Esse percurso provocou a ampliação do campo de estudo para o além da guerra, deslocando o modo de reconhecer o outro. Uma torção que conduziu o trabalho para a necessidade de ver o homem por trás do guerreiro, e gerou novas perguntas, "o que é e por que a paz?". Ela é apenas o equilíbrio de uma sociedade injusta? Desse modo, concluímos que a pergunta por que a guerra? não pode ser respondida, pois o que os sujeitos nos falam em contexto de pesquisa é dependente da dinâmica de reconhecimento e laço social, e, assim, as respostas serão sempre parciais, subordinadas à maneira como reconhecemos o outro
Título em inglês
Why the war? Politics and subjectivity of the youth involved in drug dealing: an unfinished inquiry
Palavras-chave em inglês
Drug dealing
Homo Sacer
Michel Foucault
Psychoanalysis
Speech
War
Resumo em inglês
The drug dealing war is a kind of conflict that happens in the outskirts of Brazilian major cities. It consists of a gun battle between rival gangs, motivated by personal disagreements or vendettas directed towards enemy groups. This phenomenon is the most responsible for youth mortality in the country. Using conversations with adolescents involved in drug dealing groups and also, psychoanalysis as the method of listening and analysis, this research attempts at a case description. Its role is to elucidate the dynamics of such dealing war in the Santa Lucia district, in Belo Horizonte - MG. The initial goal was to answer the question: why do young people become involved in the drug war, knowing the high risks of death? The hypothesis was that there was a hidden factor, with political and subjective dimension, that would support the choice. However, the result's complexity extended our comprehension of the issue. We began to understand this group of youngsters in society as Homo Sacers, a position that was produced and sustained by the violence speech and recognition of such subjects as exception. Therefore, we invested acute attention in the concept of war, providing insights into the political field, according to Clausewitz and Foucault, as well as insights about the subject, with Freud and Lacan. Subsequently, we proceeded to the understanding of how this position would be sustained in society through a discussion of the speech, in both Foucaultian and Lacanian terms. At that point, we explored Agamben's concept of Homo Sacer, supported by the following bases: the notion of Camp in Arendt, and biopolitcs in Foucault. The search was constantly marked by the formulating of a new methodology, attending the object's demands, because this object is not easily apprehended and it is constantly displacing the researcher the researcher and her place as a citizen of a society at war. This route search caused the expansion of the study field beyond the war, shifting how to recognize the other. This twist conducted the work for the need to see the man behind the soldier, and generated a new question, "what and why peace?". Is it simply the balance of an unfair society? We concluded that the question "why war?" can not be answered, because the subjects speech in the research context is dependent on the dynamics of recognition and social bonding, and thus the answers are always partial , subordinated to the way we recognize each other
 
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martins_corrigida.pdf (1.52 Mbytes)
Data de Liberação
2016-12-14
Data de Publicação
2014-12-15
 
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