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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.47.2018.tde-01112018-113419
Documento
Autor
Nome completo
Juliana Maria Ferreira de Lucena
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Bussab, Vera Silvia Raad (Presidente)
Amorim, Katia de Souza
Mauro, Patricia Izar
Morais, Maria de Lima Salum e
Resende, Briseida Dogo de
Título em português
Sociabilidade, brincadeira e compreensão social: um estudo psicoetológico em crianças pré-escolares
Palavras-chave em português
Brincadeira livre
Compreensão social
Interação social
Psicoetologia
Sociabilidade
Resumo em português
A sociabilidade humana tem merecido atenção especial para o entendimento da filogênese e ontogênese da espécie. Nos humanos, a característica de interagir com o parceiro, envolve uma capacidade peculiar de reconhecer estados mentais e emocionais de si mesmo e do outro, aqui referida como compreensão social. A literatura da área de desenvolvimento infantil indica uma provável relação entre a compreensão social de crianças e as interações que elas estabelecem em contextos lúdicos com seus pares de idade. As pesquisas, no entanto, dificilmente investigam os comportamentos que caracterizam essas interações em situação de brincadeira livre entre crianças pré-escolares. A partir da psicoetologia, a brincadeira entre pares é considerada um espaço ecologicamente relevante para o desenvolvimento da criança e atividade privilegiada para a observação de seu comportamento social. No presente estudo visamos caracterizar o comportamento de crianças pré-escolares em relação à capacidade de compreensão social quando observadas em situação lúdica triádica e avaliadas em testes individuais de teoria da mente e compreensão das emoções. Investigamos uma amostra de 31 crianças (50% meninas). Elas frequentavam o mesmo Centro Municipal de Educação Infantil, que lhes ofertava um atendimento diário, organizando-as em três agrupamentos etários (3, 4 e 5 anos). Os trios observados e videoregistrados em um ambiente lúdico, foram compostos por crianças do mesmo agrupamento, usando-se o critério de parcerias preferenciais ou neutras. Identificamos na situação de observação comportamentos de acesso/recepção (aproximação sem conflito, ação coordenada por cooperação, exibição, aproximação com conflito; intermediação, ação coordenada por imitação, pedido, convite e oferta) usados pelas crianças para se ajustarem aos parceiros de interação. Em decorrência de uma análise fatorial exploratória, esses comportamentos foram nomeados de: interações amistosas, interações agonísticas e propostas. Em seu conjunto, os resultados sugerem que as crianças apresentam, nas interações lúdicas com os seus pares de idade, uma compreensão do outro que as possibilita realizar ações ajustadas ao contexto interacional. As crianças de 5 anos apresentaram mais interações amistosas para acessar a situação já estabelecida ou receber uma nova criança, quando comparadas às de 4 e 3 anos; além disso, elas apresentaram um desempenho melhor no teste de teoria da mente e no teste de compreensão de emoções quando comparadas às mais novas, resultados que sugerem transformações ontogenéticas relevantes nessa idade. As análises realizadas permitem indicar um caminho ontogenético de desdobramentos e ampliação da compreensão social de crianças nas interações estas são tomadas como produto e instrumento da compreensão social o que reflete uma psicologia que evoluiu junto com a complexidade da vida em grupo. Os resultados também contribuem para a discussão sobre em que medida ter e usar a capacidade de compreender o outro são competências relacionadas. Indicamos que os comportamentos categorizados neste estudo ajudam a identificar tendências comportamentais que fazem parte do repertório da criança na interação lúdica com pares e que podem passar despercebidos em testes individuais ou situações experimentais de resolução de problemas. Compreensão social e desenvolvimento social podem constituir uma via de mão dupla com consequências para a exibição de comportamentos ajustados às demandas sociais
Título em inglês
Not informed by the author
Palavras-chave em inglês
Free play
Psychoetology
Sociability
Social interaction
Social understanding
Resumo em inglês
Human sociability is merited to highlight special attention to the understanding of phylogenies and ontogenesis, the evolutionary functions of the Homo sapiens species. Social understanding within the human context comprises of the capacity to attribute to mental and emotional states of oneself and to others. The current literature indicates potential links between childrens social understanding and their peer interaction in settings of play. Nevertheless, few studies have investigated the behaviors displayed in those interactions during free play among preschool children. From the human ethological approach, playing with peers is an ecologically relevant environment for childrens development; and for the observation of their social behaviors. This present study aims to describe pre-school childrens behaviors in terms of their social understanding abilities when they played freely in triad, and then were assessed individually on tests regarding theory of mind and emotional comprehension. The studys sample was composed of 31 typically developing children (50% girls) from low-income socioeconomic status, equally distributed in three age groups (3, 4 and 5 years old) and attending the same daycare group in Recife, Brazil. From the observation of the free play, we could identified access/receptive behaviors displayed by the children when adjusting their behaviors to those of their peer group (approach without conflict, cooperative coordinated action, exhibition, approach with conflict, intermediation, imitative coordinated action, request, invitation and offer). In result of a factorial exploration analysis, these behaviors were grouped: friendly interaction, agonistic interaction and proposal. We found age-related differences with regard to childrens behaviors while interacting with their peer group in the triadic playful situation, as well as on their performances in the individual tests. 5-year-old children showed more friendly interaction than 3 and 4-year-old children, either when accessing a situation already established by others or when welcoming a new child. The older children also performed better than the younger children on the theory of mind and emotional comprehension tests. There was no relation between the access/receptive behaviors in peer interaction and childrens performances on the individual conceptual tasks. The results suggest that, during ludic interaction with peers, children show an understanding of others, which allows them to adjust their action based on the interactional context. Although, children unfold and improve their understanding while interacting; interactions are both a product of and tool for social understanding; after reflecting on the psychological processes that evolved, according to the complexity of navigating within peer groups. The findings also contribute to the discussion regarding [having and using the ability to understanding others] are related competences. The behaviors categorized in this study aid the identification of childrens repertoire of behavioral patterns in ludic peer interaction, which very often cannot be grasped through individual tests or collaborative problem-solving situations in experimental settings. Social understanding and social development within children might constitute a bi-directional relationship, which brings consequences for the display of behaviors well-adjusted to social demands
 
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lucena_do.pdf (3.12 Mbytes)
Data de Publicação
2018-11-05
 
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