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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.22.2009.tde-18082009-125600
Documento
Autor
Nome completo
Lilian Cristiane Gomes Villas Boas
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2009
Orientador
Banca examinadora
Pace, Ana Emilia (Presidente)
Lima, Elenice Dias Ribeiro de Paula
Zanetti, Maria Lucia
Título em português
Apoio social, adesão ao tratamento e controle metabólico de pessoas com Diabetes Mellitus tipo 2
Palavras-chave em português
Adesão ao tratamento
Apoio social
Diabetes Mellitus
Enfermagem
Resumo em português
Trata-se de um estudo seccional, de abordagem quantitativa, cujo objetivo geral foi analisar a relação entre o apoio social percebido, a adesão às atividades de autocuidado, a adesão ao tratamento medicamentoso e o controle metabólico de pessoas com diabetes mellitus tipo 2. Como objetivos específicos, pretendeu-se caracterizar a amostra segundo características sociodemográficas, clínicas, hábitos de vida e controle metabólico; avaliar a percepção das pessoas com diabetes mellitus tipo 2 frente ao apoio social; avaliar a adesão ao autocuidado e ao tratamento medicamentoso das pessoas com diabetes mellitus tipo 2. O estudo foi desenvolvido em unidade ambulatorial, no período de maio a novembro de 2008. Mediante os critérios de inclusão e exclusão, a amostra ficou constituída por 162 pessoas; para a coleta dos dados, foram utilizados o Inventário da Rede de Suporte Social, o Questionário das Atividades de Autocuidado com a Diabetes e a Medida de Adesão aos Tratamentos. Resultados: 94 (58%) participantes eram do sexo feminino, a média de idade foi de 59,39 (DP=8,02) anos, 114 (70,4%) eram casados, 67 (41,4%) aposentados ou pensionistas, 129 (79,6%) procedentes de Ribeirão Preto e/ou região, média de escolaridade de 5,36 (DP=3,90) anos de estudo e uma média de renda familiar mensal de 1.325,65 (DP=1.122,72) reais. O tempo de diagnóstico foi, em média, 14,8 (DP=7,72) anos; 88 (54,3%) eram obesos e 58 (35,8%) com sobrepeso; a prática de atividade física (regular ou esporadicamente), o tabagismo e o consumo de bebida alcoólica foram referidos, respectivamente por 55,5%, 6,2% e 19,8% dos participantes. Entre as complicações/comorbidades, as de maiores frequências foram as dislipidemias e a hipertensão arterial sistêmica; 104 (64,2%) participantes estavam em terapia combinada de insulina e antidiabéticos orais; 143 (88,3%) apresentaram hemoglobina glicada maior ou igual a 7% (média=9,1%; DP=1,82); médias da pressão arterial sistólica 140 mmHg (DP=22,4) e da diastólica 78 mmHg (DP=11,84); da circunferência abdominal para o sexo masculino 106,4 cm (DP=12,87) e feminino 106 cm (DP=13,87); colesterol total 182 mg/dl (DP=47,7); HDL 42 mg/dl (DP=9,3) e triglicérides 215 mg/dl (DP=237,3). Observou-se elevada percepção de apoio social, e a principal fonte foi a dos familiares, seguidos pelos profissionais de saúde. A adesão ao autocuidado foi baixa em 69,1% dos participantes e alta para o tratamento medicamentoso (95,7%). Para um p<0,05, o apoio social teve correlação direta com a idade (0,20), adesão ao autocuidado (0,21) e adesão medicamentosa (0,18); e inversamente com a escolaridade (-0,24). A adesão ao autocuidado correlacionou-se diretamente com a adesão medicamentosa (0,22), e inversamente com a escolaridade (-0,18); a adesão medicamentosa correlacionou-se diretamente com a adesão ao autocuidado (0,22), com a frequência diária de aplicação de insulina (0,18) e frequência diária de tomada do antidiabético oral (0,27). Conclusões: os dados sugerem que a escolaridade é uma variável que deve ser considerada na educação em diabetes mellitus e pode ser uma barreira para o autocuidado, enquanto o apoio social poderá ser útil para se obter a adesão ao tratamento e ao autocuidado.
Título em inglês
Social support, treatment adherence and metabolic control of people with type 2 diabetes mellitus.
Palavras-chave em inglês
Diabetes Mellitus
Nursing
Social support
Treatment adherence
Resumo em inglês
The general aim of this cross-sectional quantitative study was to analyze the relationship among perceived social support, adherence to self-care activities, adherence to medication and metabolic control of people with type 2 diabetes mellitus. The specific aims were to characterize the sample according to sociodemographic and clinical characteristics, life habits and metabolic control; to evaluate the perception of people with type 2 diabetes mellitus regarding social support; and to evaluate their adherence to self-care and medication. The study was developed at an outpatient clinic, between May and November 2008. The sample consisted of 162 patients, after applying the exclusion and inclusion criteria. The Social Support Network Inventory, the Diabetes Self-Care Activities Questionnaire and the Treatment Adherence Measure were used for data collection. Results: 94 (58%) participants were female, average age was 59.39 (SD=8.02) years, 114 (70.4%) subjects were married, 67 (41.4%) were retired or pensioners and 129 (79.6%) were from the city of Ribeirão Preto or its surrounds. The average educational level was 5.36 (SD=3.90) years of school and the average monthly family income was 1,325.65 (DP=1,122.72) reais. The average time of diagnosis was 14.8 (SD=7.72) years; 88 (54.3%) participants were obese and 58 (35.8%) overweight. Subjects mentioned practicing physical activities (55.5%, regularly or sporadically), smoking (6.2%) and consuming alcoholic drinks (19.8%). Most frequent complications/comorbidities were dyslipidemia and systemic high blood pressure; 104 (64.2%) participants were being treated with oral antidiabetic therapy in combination with insulin and 143 (88.3%) presented glycated hemoglobin higher or equal to 7% (average=9.1%; SD=1.82). The average systolic blood pressure was 140 mmHg (SD=22.4) and diastolic blood pressure was 78 mmHg (SD=11.84); male average abdominal circumference was 106.4 cm (SD=12.87) and female was 106 cm (SD=13.87). Total cholesterol was 182 mg/dl (SD=47.7); HDL 42 mg/dl (SD=9.3) and triglycerides 215 mg/dl (SD=237.3). High perception of social support was observed, the main source was family members, followed by health professionals. Adherence to self-care was low in 69.1% of the participants, while adherence to medication was high (95.7%). For p0.05, social support had direct correlation with age (0.20), adherence to self-care (0.21) and adherence to medication (0.18); and inverse correlation with educational level (-0.24). Adherence to self-care was directly correlated to adherence to medication (0.22) and inversely correlated to educational level (-0.18); adherence to medication was directly correlated with adherence to selfcare (0.22), with daily frequency of insulin injection (0.18) and daily frequency of oral antidiabetic therapy (0.27). Conclusions: data suggest the educational level is a variable that should be considered in education in diabetes mellitus and can be a barrier to self-care, while social support can be useful to achieve adherence to treatment and self-care.
 
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Data de Publicação
2009-09-16
 
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