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Dissertação de Mestrado
Documento
Autor
Nome completo
Renata Marques de Oliveira
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2012
Orientador
Banca examinadora
Furegato, Antonia Regina Ferreira (Presidente)
Siqueira Junior, Antonio Carlos
Souza, Jacqueline de
Título em português
Dependência de tabaco na esquizofrenia, sua relação com indicadores clínicos e o sentido para o usuário
Palavras-chave em português
Enfermagem Psiquiátrica
Esquizofrenia
Saúde Mental
Tabagismo
Resumo em português
O tabagismo é uma pandemia responsável por seis milhões de mortes anuais com prejuízos à saúde física, mental e à vida social e econômica dos usuários. Sua prevalência entre os esquizofrênicos é de duas a três vezes superior à da população geral, com maior grau de dependência nicotínica e maior número de recaídas nos períodos de abstinência. Este estudo tem por objetivo identificar o grau de dependência do tabaco entre portadores de transtorno mental internados em unidade psiquiátrica de um hospital geral, correlacionando estes índices com os indicadores clínicos e o sentido para o usuário, especialmente para os portadores de esquizofrenia. Foi realizada uma pesquisa de campo de abordagem quantitativa e qualitativa em uma enfermaria de psiquiatria de hospital geral, público e estadual do interior do estado de São Paulo. Foi selecionada uma amostra probabilística, composta por portadores de transtorno mental internados, de agosto de 2010 a fevereiro de 2012, constituída por 270 sujeitos. Utilizaram-se dois instrumentos: 1) Instrumento de Identificação de Tabagistas em Unidade Psiquiátrica de hospital geral - ITUP e 2) Teste de Dependência à Nicotina de Fagerström - FTDN. Os dados quantitativos foram submetidos à análise descritiva e à análise bivariada e os dados qualitativos, à análise temática de conteúdo. Os resultados mostram que dos 270 sujeitos do estudo, 70,7% são do sexo feminino, com média etária de 38,9 anos. Os diagnósticos prevalentes são esquizofrenia, transtornos esquizotípicos e delirantes (36,3%), com predomínio de sujeitos com até 12 meses de diagnóstico (30,4%) e sem história de internações psiquiátricas (50,7%). Do total da amostra, 96 (35,6%) são tabagistas, 38 (14,1%) ex-tabagistas e 136 (50,4%) não tabagistas. O tabagismo é mais frequente entre os portadores de transtornos mentais severos (esquizofrênicos, do humor e da personalidade) e está associado a maior tempo de diagnóstico, número de internações psiquiátricas, uso de álcool e de substâncias ilícitas. A severidade da dependência nicotínica está associada a transtornos do espectro esquizofrênico; maior idade; presença de comorbidades físicas; maior quantidade de cigarros e tempo de tabagismo; diminuição da percepção da capacidade de parar de fumar e maior percepção dos efeitos do tabaco no organismo e no comportamento. O tabagismo para o portador de transtorno mental tem sentido de prazer, distração, automedicação dos sintomas psiquiátricos, alívio dos efeitos colaterais dos medicamentos, facilitação das interações sociais, alívio da solidão, autocontrole, proteção/segurança, ajuda para esquecer os problemas, ajuda para enfrentar o estigma e o autoestigma (não aceitação de suas próprias limitações), autodestruição, companheirismo e sentido para a vida. Há diferença no sentido que os esquizofrênicos atribuem ao tabagismo em relação aos portadores dos demais transtornos. Para eles, o cigarro é algo insubstituível, um refúgio para os problemas decorrentes da esquizofrenia, sendo tão necessário quanto respirar. Conclui-se que a frequência de tabagistas entre os portadores de transtorno mental, internados em enfermaria psiquiátrica de hospital geral, é superior à encontrada na população geral e que essa problemática requer um olhar atento dos profissionais, especialmente da enfermagem pela proximidade do cuidado.
Título em inglês
Smoking in schizophrenics, its relation to clinical indicators, and its importance to the user.
Palavras-chave em inglês
Mental Health
Psychiatric Nursing
Schizophrenia
Smoking
Resumo em inglês
Tobacco addiction is a pandemic responsible for six million annual deaths, causing damage to the addicts's mental and physical health as well as social and economic life. Its prevalence among schizophrenics is two to three times higher in relation to the general population, with a more elevated degree of nicotine addiction and larger number of relapses during the periods of abstinence. The present study aimed at identifying the degree of tobacco addiction among patients with mental disorders, admitted into the psychiatric ward of a general hospital by correlating the index mentioned above with the clinical indicators and its meaning to the user, especially schizophrenic patients. Quantitative and qualitative field research was conducted in a psychiatric ward of a public, state general hospital in the state of Sao Paulo. A probabilistic sample was selected, composed of 270 hospitalized patients with mental disorders from August 2010 to February 2012. Two tests were used: 1) Instrument of Identification of Tobacco Dependents in Psychiatric Ward of a General Hospital - ITPW and 2) Fagerström Test for Nicotine Dependence - FTND. The collected quantitative data were scrutinized through descriptive and bivariate analysis, and the qualitative data through thematic content analysis. The results show that, out of the 270 subjects in this study, 70,7% are female and the age average is 38,9 years. The prevalent diagnoses are schizophrenia, and schizotypical and delirious disorders (36,3%), with predominance of individuals with diagnoses that date back up to 12 months (30,4%) and without history of hospitalization for psychiatric reasons (50,7%). Within the grand total of the sample, 96 (35,6%) are tobacco dependents, 38 (14,1%) are former tobacco dependents, and 136 (50,4%) are not tobacco dependents. Tobacco addiction is more frequent among patients with severe mental disorders (schizophrenic disorders, mood disorders, and personality disorders), and is associated with a long time period since the first diagnosis, the number of admissions in the psychiatric ward, and the intake of alcohol and other illicit substances. The severity of the nicotine dependence is associated with disorders of the schizophrenic spectrum, with older age, with the presence of physical co-morbidities, larger quantity of cigarettes and the time elapsed since the onset of nicotine dependence, diminishment of the perception of the ability to quit smoking, and higher perception of the effects of tobacco on the individual's body and behavior. For a patient with mental disorders, tobacco dependence carries the meaning of pleasure, distraction, self-medication for psychiatric symptoms, relief from the collateral effects caused by medication, facilitation of social interactions, relief from loneliness, self-control, protection/safety, help to forget problems, help to face stigma and self-stigma (non- acceptance of one's limitations), self-destruction, company, and a meaning to life. There is a difference in the meaning attributed to tobacco dependence by schizophrenics in comparison to patients with other disorders. To the first group, tobacco is irreplaceable, it is a shelter from the problems brought by schizophrenia; it is as vital as breathing. In conclusion, the frequency of tobacco dependents among individuals with mental disorders, hospitalized in the psychiatric ward of a general hospital, is superior to that of the general population. This problem requires special attention from health professionals, especially nurses due to the consequential relation of proximity with the patient, imbued in the nature of the care provided.
 
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Data de Publicação
2013-01-18
 
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