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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.17.2018.tde-17042018-153309
Documento
Autor
Nome completo
Hudson Henrique Gomes Pires
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2017
Orientador
Banca examinadora
Pazin Filho, Antonio (Presidente)
Borges, Marcos de Carvalho
Miranda, Carlos Henrique
Neves, Fábio Fernandes
Vergara, Mario Leon Silva
Título em português
Fatores prognósticos e estratégias de gerenciamento de fluxo para o manejo da sepse
Palavras-chave em português
Índice de Charlson
Priorização de leitos intensivos
Regionalização
Sala de Urgência
Sepse
Transferência de Pacientes
Resumo em português
Introdução: A sepse é uma condição clínica de inflamação disseminada e descontrolada associada a um foco infeccioso. É uma condição de difícil estudo pela variedade de interações existentes entre as diversas instâncias do organismo e um conceito uniforme ainda está sendo debatido na literatura, o que dificulta a pesquisa e o estabelecimento de legislação que garanta fomento específico. Somado a isto, a exemplo de outras condições tempo-dependentes como infarto agudo do miocárdio, trauma e acidente vascular cerebral, a organização do fluxo do paciente através do sistema de saúde, garantindo leitos de terapia intensiva é fundamental. A U.E.- HCFMRP-USP é referência terciária para emergências para uma população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes e vem introduzindo mecanismos de gestão de fluxo como a priorização de leitos de terapia intensiva e desospitalização. Estas duas estratégias são recentes no Sistema Único de Saúde (SUS) e sua avaliação é fundamental para identificar o perfil de pacientes com Sepse e a importância da organização do sistema no prognóstico desta condição. Objetivos: 1) Avaliar a associação da priorização de Vagas em Terapia Intensiva com a mortalidade, morbidade e tempo de permanência hospitalar dos pacientes; 2) Avaliar o perfil epidemiológico dos pacientes com Sepse admitidos na U.E.-HCFMRP-USP; 3) Avaliar a estratégia de priorização de vagas no acesso de pacientes em sepse grave ou choque séptico aos leitos de terapia intensiva; 4) Avaliar a estratégia de transferência para leitos de retaguarda na oferta de leitos de terapia intensiva. 5) Avaliar a estratégia de priorização de vagas no retardo ao acesso de pacientes em sepse grave ou choque séptico aos leitos de terapia intensiva; 6) Avaliar a estratégia de priorização de vagas na mortalidade de pacientes em sepse grave ou choque séptico aos leitos de terapia intensiva; 7) Avaliar o índice prognóstico "Quick" SOFA nos pacientes com sepse grave ou choque séptico admitidos na U.E.-HCFMRP-USP. Metodologia: Trata-se de uma coorte retrospectiva realizada a partir de dados administrativos obtidos do sistema eletrônico de gerenciamento de pacientes da UEHCFMRP- USP de 01 janeiro de 2010 a 31 de dezembro de 20016. Foram construídas duas bases de dados. A primeira embasada em internação como identificador, na qual foram derivadas variáveis que representam priorização, dados demográficos, Comorbidade (Índice de Comorbidade de Charlson), a gravidade ("Quick SOFA"), linha de cuidado, presença de sepse e variáveis de desfecho. A segunda embasada em cada dia do período de estudo composta por variáveis sobre o número de leitos de CTI disponíveis, número de admissões, número de altas, número de transferências para hospital geral e para hospital de retaguarda. As variáveis quantitativas foram expressas como média e desvio-padrão ou mediana e mínimo e máximo de acordo com o teste de normalidade e as variáveis categóricas como percentagem. Para análise univariada foram utilizados testes t de Student, Análise de Variância ou equivalentes não-paramétricos, qui-quadrado ou teste exato de Fisher e "Receiver Operating'' Curves". Para a análise multivariada foram utilizadas a regressão logística multivariada com desfecho binário ou categórico conforme apropriado e a regressão multivariada de Poisson. A significância estatística foi expressa por p<0,05 ou a exclusão da unidade do intervalo de confiança. Resultados: 1) O processo de priorização de leitos de terapia intensiva se mostrou apropriado. Os pacientes que receberam prioridade maior para acesso ao CTI (prioridade 1- 5826;62,5%) eram mais jovens (55;12-100 - p<0,01), apresentavam menos comorbidades ( Charlson 0, 3583:61,5% - p<0,01) e menor gravidade (Quick" SOFA" 0,2170;37,2% - p<0,01; SOFA <10% - 1782;0,5% - p<0,01). Estes pacientes foram admitidos em maior proporção (2097;35,9% - p<0,01) e tiveram acesso mais rápido ao CTI (1081;52,5% - p<0,01), apresentando menor mortalidade (1853;31,8% - p<0,01). Ao se ajustar os possíveis fatores de confusão para estabelecer a razão de chances de receber prioridade 1 pelo intensivista, maior valor da classe de Charlson (Comorbidade) - OR 0,53; 0,49-0,57, do "Quick SOFA" (Gravidade) - OR 0,45; 0,43- 0,48 e a presença da condição Sepse - OR 0,20-0,17;0,23 estiveram associados independentemente à menor chance de receber esta classificação. 2) Os pacientes sépticos identificados neste estudo tinham maior idade (61;12-97 - p<0,01), maior prevalência do gênero masculino (646;56,2% - p<0,01) , menor amparo social (714;61,8% - p=0,048), maior índice de Comorbidade (Charlson 2 - 222;19,3% - p<0,01) e de Gravidade (SOFA >90% - 152;13,2% - p<0,01), apresentaram maior mortalidade intrahospitalar (838;73% - p<0,01), maior retardo para admissão no CTI e maior duração da internação hospitalar (7,3;0-304 - p<0,01). Quando comparados com outras linhas de cuidado bem estabelecidas, observou-se que a Sepse pode ser equiparada com o Trauma em termos de incidência (sepse 1148;22,5% - p<0,01; trauma 1138;22,3% - p<0,01), sendo inferior apenas às Síndromes Coronarianas Agudas (SCA)(1972;38,7% - p<0,01). Na análise multivariada, a Sepse está associada à menor chance de receber prioridade 1(0,2 ; IC 95% - 0,17;0,23) independente de outros fatores de confusão, persistiu como fator independente para mortalidade intra-hospitalar total (2,7; IC 95% - 2,32;3,17) e para a mortalidade de pacientes admitidos no CTI (2,38; IC 95% - 1,82;3,11). 3) A priorização de vagas facilitou o acesso dos pacientes ao CTI; 4) A estratégia de transferência de pacientes de alta dependência que deixaram de requerer recursos de alta complexidade se mostrou importante para o sistema. As três instituições parceiras não se distinguiram com relação ao índice de Comorbidade de Charlson (Altinópolis , Charlson 0, 25;28,1%, Charlson 1, 29;32,6%, Charlson 2, 35;39,3%; Guariba Charlson 0, 60;35,7%, Charlson 1, 50;29,7%, Charlson 2, 58;34,5%; São Simão, Charlson 0, 20;28,5%, Charlson 1, 17;24,3%, Charlson 2, 33;47,2% - p=0,894) e tiveram desempenho semelhante com relação à mortalidade(Altinópolis 35;39,33%, Guariba 78;46,4%, São Simão 33;47,1% - p=0,26) e alta domiciliar (Altinópolis 37;41,5%; Guariba 60;35,71%, São Simão 19;27,1% - p=0,26). Os pacientes com problemas neurológicos foram responsáveis pela maioria das transferências (Altinópolis 61;68,5%, Guariba 92;54,7%, São Simão 40;57,1% - p=0,06). Ao longo dos anos, houve melhora do desempenho das instituições com relação à mortalidade (2013,16 óbitos;44,4%, 2016, 37 óbitos;35,2% - p<0,01) e a relação de permanência na U.E.-HCFMRP-USP comparada à permanência total (soma da internação na U.E.- HCFMRP-USP e da internação nos leitos de longa permanência) decresceu (2013, 67,8 dias;0-97,7, 2016, 58,87 dias;0-100 - p=0,005). Na análise multivariada, observou-se que a transferência para leitos de longa permanência foi fator independente em aumentar a disponibilidade de leitosde CTI na U.E.-HCFMRP-USP (com o ano de 2016 1,54; IC 95% - 1,18-2,01, excluindo-se o ano de 2016 1,73; IC 95% - 1,26;2,39). 5) Não houve retardo de admissão no CTI dos pacientes sépticos que receberam prioridade 1 quando se ajustou por possíveis fatores de confusão (0,43; IC 95% - 0,35;0,53); 6) O índice prognóstico "Quick" SOFA teve baixa acurácia nos pacientes com sepse grave ou choque séptico admitidos na U.E.-HCFMRPUSP (AUROC= 0,5646, IC95% - 0,52991;0,59930-p<0,001). Conclusões: A Sepse apresentou elevada mortalidade mesmo quando foi garantida a admissão ao CTI em comparação com outros estudos, o que pode refletir o viés de seleção da Regulação Médica. As estratégias de gerenciamento de fluxo foram eficazes em garantir acesso e aumentar a disponibilidade de leitos.
Título em inglês
Prognostic factors and strategies of flow management in Sepsis cases
Palavras-chave em inglês
Charlson Index
Emergency department
Intensive care rationing
Patient transfer
Regionalization
Sepse
Resumo em inglês
Introduction: Sepsis is a clinical condition of disseminated and uncontrolled inflammation associated with an infectious outbreak. It is a condition difficult to study because of the variety of interactions between the various organs of the organism and lack of a uniform concept in the literature, which makes it difficult to research and establish legislation that guarantees specific promotion. Added to this, like other timedependent conditions such as acute myocardial infarction, trauma and stroke, the organization of patient flow through the health system, ensuring intensive care beds is critical. The U.E.-HCFMRP-USP is a tertiary reference for emergencies for a population of approximately 4.5 million inhabitants and has been introducing flow management mechanisms such as the prioritization of intensive care and de-hospitalization beds. These two strategies are recent in the Unified Health System (SUS) and their valuation is fundamental to identify the profile of patients with Sepsis and the importance of the organization of the system in the prognosis of this condition. Objectives: 1) To evaluate the association of the prioritization of Vacancies in Intensive Care with the mortality, morbidity and hospital stay time of the patients; 2) To evaluate the epidemiological profile of patients with sepsis admitted to U.E.-HCFMRP-USP; 3) Evaluate the strategy of prioritizing vacancies in the access of patients in severe sepsis or septic shock to intensive care beds; 4) Evaluate the transfer strategy for back beds in the offer of intensive care beds. 5) Evaluate the strategy of prioritization of vacancies in the delay to access of patients in severe sepsis or septic shock to intensive care beds; 6) To evaluate the strategy of prioritization of vacancies in the mortality of patients in severe sepsis or septic shock to intensive care beds; 7) To evaluate the "Quick" SOFA prognostic index in patients with severe sepsis or septic shock admitted to U.E.- HCFMRP-USP. Methodology: This is a retrospective cohort based on administrative data obtained from the electronic patient management system of the EU-HCFMRP-USP from January 01, 2010 to December 31, 20016. Two databases were constructed. The first was based on admission as an identifier, in which variables were derived, such as prioritization, demographic data, Comorbidity (Charlson Comorbidity Index), severity ("Quick SOFA"), clinical pathway, presence of sepsis and outcome variables. The second, based on each day of the study period, contains variables on the number of CTI beds available, number of admissions, number of discharges, number of transfers to general hospital and back hospital. We expressed quantitative variables as mean and standard deviation or median and minimum and maximum according to the normality test and categorical variables as percentage. We used Student t tests, Analysis of Variance or non-parametric equivalents, chi-square or Fisher's exact test and "Receiver Operating Curves" for univariate analysis. We used Multivariate logistic regression with binary or categorical outcome and multivariate Poisson regression as appropriate for the multivariate analysis. A p <0.05 or the exclusion of the unit from the confidence interval signaled statistical significance. Results: 1) The process of prioritizing intensive care beds was appropriate. Patients who received higher priority for CTI access (priority 1 - 5826;62,5%) were younger (55;12- 100 - p<0,01), had less comorbidities ( Charlson 0, 3583;61,5%, p<0,01) and less severity (Quick" SOFA" 0,2170;37,2% - p<0,01; SOFA <10% - 1782;0,5% - p<0,01). These patients were admitted in greater proportion (2097;35,9% - p<0,01) and had faster access to ICU (1081;52,5% - p<0,01), presenting lower mortality (1853;31,8% - p<0,01). When adjusting the possible confounding factors to establish the odds ratio to receive priority 1 by the intensivist, higher value of the Charlson class OR 0,53; 0,49-0,57, the "Quick SOFA" (Severity) - OR 0,45; 0,43-0,48 and the presence of Sepsis condition - OR 0,20-0,17;0,23 were independently associated with a lower chance of being classified as priority 1. 2) The septic patients identified in this study had older age (61;12- 97 - p<0,01), higher prevalence of male gender (646;56,2% - p<0,01), lower social protection (714;61,8% - p=0,048), higher Comorbidity (Charlson 2 - 222;19,3% - p<0,01) and Severity index (SOFA >90% - 152;13,2% - p<0,01), higher in-hospital mortality (838;73% - p<0,01), longer ICU admission delay and longer hospital stay(7,3;0-304 - p<0,01). When compared to other clinical pathways, it was observed that Sepsis can be equated with Trauma in terms of incidence (sepsis 1148;22,5% - p<0,01; trauma 1138;22,3% - p<0,01), being inferior only to Acute Coronary Syndromes (ACS) (1972;38,7% - p<0,01). In the multivariate analysis, Sepsis was more associated to lower chance of receiving priority 1(0,2; IC 95% - 0,17;0,23) independent of other confounding factors, it persisted as an independent factor for total in-hospital mortality(2,7; IC 95% - 2,32;3,17) and for the mortality of patients admitted to the ICU(2,38; IC 95% - 1,82;3,11). 3) The prioritization of vacancies facilitated the access of the septic patients to the ICU. 4) The strategy of transference of patients of high dependence that stopped requesting resources of high complexity proved to be important for the system. The three partner institutions did not differ in relation to the Charlson Comorbidity Index (Altinópolis , Charlson 0, 25;28,1%, Charlson 1, 29;32,6%, Charlson 2, 35;39,3%; Guariba Charlson 0, 60;35,7%, Charlson 1, 50;29,7%, Charlson 2, 58;34,5%; São Simão, Charlson 0, 20;28,5%, Charlson 1, 17;24,3%, Charlson 2, 33;47,2% - p=0,894) and had a similar performance in relation to mortality (Altinópolis 35;39,33%, Guariba 78;46,4%, São Simão 33;47,1% - p=0,26) and household discharge (Altinópolis 37;41,5%; Guariba 60;35,71%, São Simão 19;27,1% - p=0,26). Patients with neurological problems were responsible for most of the transfers (Altinópolis 61;68,5%, Guariba 92;54,7%, São Simão 40;57,1% - p=0,06). Over the years, there has been an improvement in the institutions' performance in relation to mortality (2013,16 deaths;44,4%, 2016, 37 deaths;35,2% - p<0,01) and the length of stay in the EUHCFMRP- USP compared to the total stay (sum of hospitalization in the EU-HCFMRP-USP and length of stay in long-stay beds) decreased (2013, 67,8 days;0-97,7, 2016, 58,87 days;0-100 - p=0,005).In the multivariate analysis, we observed that the transfer to long-stay beds was an independent factor in increasing the availability of ICU beds in U.E.-HCFMRPUSP (with year 2016 1,54; IC - 95% 1,18;2,01, without year 2016 1,73; IC - 95% 1,26;2,39). 5) There was no delay in ICU admission for septic patients who received priority 1 when adjusted for possible confounding factors (0,43; IC 95% - 0,35;0,53).7) The "Quick" SOFA prognostic index had low accuracy in patients with severe sepsis or septic shock admitted to U.E.-HCFMRP-USP (AUROC= 0,5646, IC95% - 0,52991;0,59930 - p<0,001).Conclusions: Sepsis presented a high mortality even when admission to the ICU was guaranteed in comparison to other studies, which may reflect the selection bias of the Medical Regulation. Flow management strategies were effective in securing access and increasing bed availability.
 
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Data de Publicação
2018-07-23
 
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