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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.10.2018.tde-17042018-153545
Documento
Autor
Nome completo
Pedro Kastein Faria da Cunha Bianchi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2017
Orientador
Banca examinadora
Kfoury Junior, José Roberto (Presidente)
Braga, Patricia Cristina Baleeiro Beltrao
Gomes, Cristina de Oliveira Massoco Salles
Oliveira, Lilian de Jesus
Pereira, César Augusto Dinóla
Título em português
Influência do estrógeno e progesterona na ativação in-vitro da indoleamina 2,3 dioxigenase-IDO- em células presentes no microambiente do carcinoma mamário de cadelas
Palavras-chave em português
Câncer de mama
Hormônios da reprodução
Imunoevasão
Mifepristone
Tamoxifeno.
Resumo em português
A enzima indoleamina 2,3 dioxigenase - IDO desempenha um importante papel na regulação do sistema imunológico, impedindo o estabelecimento de uma resposta imunológica no microambiente em que é expressa. Quando ativada, é responsável por catabolizar o aminoácido triptofano, privando células em proliferação deste componente e gerando metabólitos que as induzem a apoptose. Hormônios, como o estrógeno e a progesterona são capazes de alterar as funções imunológicas nas células, podendo levar à alteração na expressão da IDO, contudo, os mecanismos responsáveis por este efeito, ainda não são claros. Sabe-se que diversas células tumorais e leucócitos adjacentes à região do tumor podem expressar IDO e são sensíveis à ação desses hormônios. Os carcinomas mamários são os mais comuns nos cães, apresentando grande expressão de IDO. Em face destas informações, este trabalho buscou investigar a influência do estrógeno e da progesterona na expressão da IDO em cultura de células provenientes do carcinoma mamário de cadelas tratadas com os referidos hormônios e seus respectivos antagonistas de receptor (tamoxifeno estrógeno e mifepristone progesterona). A expressão da enzima foi analisada pela imuno-histoquímica, citometria de fluxo e quantificada pela técnica de western blot, enquanto os mRNA foram analisados por Real time-PCR. Os resultados da quantificação da enzima (citometria de fluxo e Western blot) seguiram o mesmo padrão da expressão de mRNA. Perante a suplementação das células com estrógeno, houve a elevação da expressão da enzima e do respectivo mRNA que, após a adição de tamoxifeno, antagonista do receptor do estrógeno, reduziu a referida expressão. A suplementação com progesterona, resultou numa discreta diminuição na expressão da IDO e respectivo mRNA, a qual foi revertida após a adição do inibidor de progesterona (mifepristone). Com estes achados, conclui-se que os hormônios esteroides, devido às modificações nos padrões de citocinas expressas pelas células PR e ER positivas no microambiente tumoral, provocam alterações na expressão de IDO.
Título em inglês
Influence of estrogen and progesterone on the in vitro activation of indoleamine 2,3 dioxygenase - IDO - in mammary carcinoma cells of female dogs
Palavras-chave em inglês
Breast cancer
Immuno-invasion
Mifepristone
Reproductive hormones
Tamoxifen.
Resumo em inglês
The indoleamine 2,3 dioxygenase - IDO enzyme plays an important role in the regulation of the immune system, preventing the establishment of an immune response in the microenvironment in which it`s expressed. When activated, it`s responsible for catabolizing the amino acid tryptophan, depriving cells in proliferation of this component generating metabolites that induce apoptosis. Hormones such as estrogen and progesterone are capable of alter immune functions in cells and may lead to altered expression of IDO, but the mechanisms responsible for this effect are still unclear. It is known that several tumor cells and leucocytes adjacent to the tumor region are able to express IDO and are sensitive to the action of these hormones. Breast carcinomas are the most common in female dogs, presenting a great expression of IDO. Bearing this information, this study aimed to investigate the influence of estrogen and progesterone on the expression of IDO in culture of mammary carcinoma cells from bitches treated with these hormones and their respective receptor antagonists (tamoxifen - estrogen and mifepristone - progesterone). The expression of the enzyme was analyzed by immunohistochemistry, flow cytometry and quantified by the western blot technique, while the mRNA was analyzed by Real-time PCR. The results of enzyme quantification (flow cytometry and Western blot) followed the same pattern of mRNA expression. There was an increase of the enzyme expression and mRNA in the estrogen treated group, in contrast to the decrease observed in the progesterone group. When the cells were subjected to the hormonal inhibitors, an evident decrease of IDO expression percentage and the respective mRNA was verified following the supplementation of tamoxifen and a restoration of IDO expression values and the mRNA after the addition of the progesterone inhibitor, mifepristone. With these findings, we conclude that steroid hormones due to the modifications in the cytokine patterns expressed by PR and ER positive cells in the tumor microenvironment alters IDO expression.
 
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Data de Publicação
2018-07-19
 
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