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Tese de Livre Docencia
DOI
https://doi.org/10.11606/T.48.2021.tde-29102021-103226
Documento
Autor
Nome completo
Rinaldo Voltolini
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2021
Banca examinadora
Riolfi, Claudia Rosa (Presidente)
Leite, Nina Virginia de Araujo
Loffredo, Ana Maria
Silva Junior, Nelson da
Souza, Regina Maria de
Título em português
Crianças fora-de-série: psicanálise e educação inclusiva
Palavras-chave em português
Autismo
Discurso
Educação inclusiva
Psicanálise
Psicose
Resumo em português
O projeto da educação inclusiva, formalizado a partir do avanço das discussões democráticas expressas em convenções internacionais sobre o tema, constitui o objeto de estudo do presente trabalho. Sua justificativa e seus princípios (ethos), sua formalização conceitual e procedimental (orthos), bem como as condições históricas e sociais de sua emergência (pathos) são analisadas, com o objetivo de melhor compreender as vicissitudes e os impasses comuns em sua experiência. O conceito de discurso, construído na intersecção das contribuições de Lacan e Foucault, forma o eixo fundamental de análise de nosso objeto. É, sobretudo, como um discurso, ou ainda, um dispositivo, que a educação inclusiva faz sua aparição em nosso tempo. Como tal, ele combina saberes e práticas engajando subjetivamente todos os envolvidos em sua circulação. Colocando-se como um dispositivo capaz de regular os mecanismos de segregação social, tal como aparecem na escola, a educação inclusiva se consolida na escritura de leis, na convocação de saberes, na implementação de reformas institucionais, todos feitos em nome da criança em risco de exclusão. Tratar-se-ia de identificar e combater os mecanismos que transformam as diferenças concretas entre as crianças – consequência direta da singularidade como fator do humano – em diferenças hierárquicas – consequências das redes de distribuição do poder – que as distribuem em lugares distintos, produzindo uma desigualdade em seu tratamento e em seu acesso aos bens da cidade. A percepção de que vários dos impasses presentes nas práticas inclusivas parecem sugerir não só um problema de má implementação do projeto, mas, antes, serem mesmo constitutivos da própria formulação deste, propõe uma análise aprofundada de sua constituição. Tendo se originado em uma perspectiva normativa e estando condicionado pelos meandros de uma democracia neoliberal vigente, o projeto inclusivo apresenta em sua própria constituição uma composição que coloca em risco seu próprio desígnio: a criação de um novo laço social. A inclusão escolar das crianças psicóticas e autistas constitui, neste sentido, um lugar privilegiado de análise pelo particular impasse que estas parecem impor ao projeto inclusivo e que coloca em primeiro plano a questão do laço social. Impasse que as fazem se tornar - de um modo paradoxal ao projeto inclusivo construído sob o mote do para-todos - um grupo diferente dentro da inclusão. Sua particular constituição subjetiva e sua posição no laço social, tal como o demonstra a psicanálise, explica a condição sui-generis que elas colocam para a sua inclusão na escola. Neste sentido, estas crianças terão neste trabalho, além do interesse direto nas condições de sua inclusão, um papel heurístico na análise do discurso da educação inclusiva. Uma educação inclusiva constituída sob a lógica do não-todo, avançada por Lacan, em contraste com o paradigma para-todos constituinte da educação inclusiva é a proposta analisada neste trabalho.
Título em francês
Les enfants hors série: paychanalyse et éducation inclusive
Palavras-chave em francês
Autisme
Discours
Éducation inclusive
Psychanalyse
Psychose
Resumo em francês
Le projet de l‟éducation inclusive, élaboré à partir des discussions démocratiques en conventions internationales sur ce thème, constitue l‟objet d‟étude du présent travail. Sa justification et ses principes (ethos) , sa formation conceptuelle et procédurale (orthos), ainsi que les conditions historiques et sociales de son émergence (pathos) y sont analysées, dans le but de mieux comprendre les vicissitudes et les impasses communes dans son expérience. Le concept de discours, construit dans l‟intersection des contributions de Lacan et de Foucault, forme l‟axe fondamental d‟analyse de notre objet. C‟est surtout comme un discours, ou encore comme un dispositif que l‟éducation inclusive fait son apparition dans notre temps. En tant que tel, elle combine des savoirs et des pratiques en engageant subjectivement tous ceux qui sont concernés dans sa circulation. Comme un dispositif capable de réglementer les mécanismes de ségrégation sociale, tel qu‟ils surgissent à l‟école, l‟éducation inclusive se consolide dans l‟écriture de lois, dans la convocation de savoirs, dans l‟implémentation de réformes institutionnelles, tous faits au nom de l‟enfant qui risque l‟exclusion. Il s‟agirait d‟identifier et de lutter contre les mécanismes qui transforment les différences concrètes entre les enfants – une conséquence directe de la singularité en tant que facteur humain – en différences hiérarchiques – conséquences des réseaux de distribution du pouvoir – que les distribuent en lieux distincts, produisant une inégalité dans son traitement et dans son accès aux biens de la ville. La perception selon laquelle plusieurs impasses présentes dans les pratiques inclusives semblent suggérer non seulement un problème de mauvaise implémentation du projet, mais, avant, de problèmes constitutifs de la formulation de lui- même, propose une analyse approfondie de sa constitution. Le projet inclusif, ayant son origine dans une perspective normative et étant conditionné par les méandres d‟une démocratie néolibérale en cours, il présente, dans sa constitution même, une composition qui met en risque son propre but : la création d‟un nouveau lien social. L‟inclusion scolaire des enfants psychotiques et autistes constitue, dans ce sens, un lieu privilégié d‟analyse par l‟impasse particulière qu‟ils semblent imposer au projet d‟inclusion et qui met en premier plan la question du lien social. Une impasse qui les fait devenir – d‟une façon paradoxale au projet inclusif construit sur le thème du pour tous – un groupe différent dans l „inclusion. Sa constitution subjective particulière et sa position dans le lien social, tel que le montre la psychanalyse, explique la condition sui- generis qu‟elles proposent pour leur inclusion à l‟école. Dans ce sens, ces enfants auront, dans ce travail, outre l‟intérêt direct sur les conditions de leur inclusion, un rôle heuristique dans l‟analyse du discours de l‟éducation inclusive. Une éducation inclusive constituée sous la logique du non-tout, avancée par Lacan, contrastant avec le paradigme pour-tous A L‟inclusion scolaire des enfants psychotiques et autistes constitue, dans ce sens, un lieu privilégié d‟analyse par l‟impasse particulier que celles- ci semblent imposer au projet d‟inclusion et qui met en premier plan la question du lien social. Un impasse qui les fait devenir – d‟une façon paradoxale au projet d‟inclusion construit sous le nom de pour tous - un groupe différent dans l‟inclusion. Sa condition subjective particulière et sa position dans le lien social, tel que le montre la psychanalyse, expliquent la condition sui-generis qu‟elles imposent pour leur inclusion à l‟école. Dans ce sens, ces enfants auront, dans ce travail, au-delà de l‟intérêt direct aux conditions de leur inclusion, un rôle heuristique dans l‟analyse du discours de l‟éducation inclusive. Une éducation inclusive constituée sous la logique du pas-tout, avancée par Lacan, contrastant avec le paradigme pour- tous constituante de l‟éducation inclusive est la proposition analysée dans ce travail.
 
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Data de Publicação
2021-10-29
 
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