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Tese de Livre Docencia
DOI
10.11606/T.47.2010.tde-03052010-123419
Documento
Autor
Nome completo
Eduardo Benedicto Ottoni
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2009
Banca examinadora
Ades, Cesar (Presidente)
Fonseca, Vera Lucia Imperatriz
Galvão, Olavo de Faria
Queiroz, Renato da Silva
Yamamoto, Maria Emilia
Título em português
Uso de ferramentas e tradições comportamentais em macacos-prego (Cebus spp).
Palavras-chave em português
Aprendizagem social
Cognição (animal)
Cultura
Macacos-prego
Primatas (não humanos)
Tradição comportamental
Utilização de ferramentas
Resumo em português
Por cerca de quinze anos, estudamos o uso espontâneo de ferramentas por macacos-prego de topete (Cebus sp) semi-livres e, durante os últimos seis, também por populações selvagens no Centro-Oeste e no Nordeste do Brasil. Os estudos com o grupo semi-livre nos possibilitaram descrever, pela primeira vez, a ocorrência de comportamentos de uso de ferramentas numa espécie de macaco do Novo Mundo fora do cativeiro, examinar sua demografia e acompanhar o desenvolvimento ontogenético da quebra de cocos com o auxílio de pedras, investigando as interações entre a dinâmica social e as oportunidades para a aprendizagem socialmente mediada. Os estudos com os grupos selvagens nos permitiram ampliar nossa compreensão sobre o provável contexto ambiental da evolução do uso de ferramentas pelos macacos-prego, ambientes de savana como o cerrado e a caatinga, altamente sazonais e onde alimentos encapsulados de difícil acesso podem ter feito uma diferença crítica enquanto recursos “emergenciais” - para aqueles capazes de processá-los. E a partir de nossas pesquisas e levantamentos, bem como da acumulação de relatos na literatura, vem emergindo um retrato mais amplo do uso de ferramentas nas diversas populações de macacos-prego. Entre as populações de floresta, não há relatos de uso de ferramentas, embora haja instâncias de manipulação complexa de objetos e uso do substrato para abrir alimento encapsulado. O uso de pedras para abrir frutos encapsulados é a forma mais comum de uso de ferramentas nestas espécies, o único padrão “universal” entre os macacos-prego que usam ferramentas. Mas ao menos em alguns grupos da Serra da Capivara (Piauí), outros tipos de ferramentas (pedras para cavar e varetas como sondas) são utilizadas. As evidências não parecem apontar para diferenças cognitivas entre as espécies de macacos-prego de topete, nem favorecer pressões dietárias como determinantes proximais do uso de ferramentas, que parece estar mais relacionado ao grau de terrestrialidade. As diferenças entre populações quanto aos “tool-kits” (“repertórios de ferramentas”), juntamente com nosso conhecimento, baseado nos estudos ontogenéticos, sobre as condições otimizadas para a transmissão social de informação nos grupos sociais de macacos-prego, sugerem que o uso de ferramentas seja uma tradição comportamental. Em sua condição de macacos dotados de grandes cérebros, vivendo numa sociedade tolerante e dependendo (ao menos em algum momento de sua história evolutiva) de alimentos de difícil processamento, os macacos-prego confirmaram certas previsões teóricas sobre a emergência de tradições tecnológicas em animais não-humanos. Estando separados da linhagem de pongídeos e humanos por cerca de 35 milhões de anos, o estudo do uso de ferramentas pelos macacosprego pode contribuir para o entendimento de muitos aspectos da evolução da tecnologia e da cultura humanas.
Título em inglês
Tool use and behavioural traditions in tufted capuchin monkeys (Cebus spp).
Palavras-chave em inglês
Animal cognition
Behavioural tradition
Nonhuman primates
Social learning
Tool use
Tufted capuchin monkeys
Resumo em inglês
For about fifteen years, we studied the spontaneous use of tools by semi-free tufted capuchin monkeys (Cebus sp), and during the last six, also by wild populations in two locations in Northeastern Brazil. The semi-free studies allowed us to describe for the first time the occurrence of tool using behaviors in a New World monkey species outside captivity, to examine its demography and follow the ontogeny of stone-aided nut cracking, examining the interactions between the social dynamics and the opportunities for socially biased learning. Wild studies allowed us to expand our understanding of the probable environmental context of tool use evolution in capuchin monkeys, savanna-like environments such as the cerrado and the caatinga, highly seasonal and where hard-to-access encapsulated food can make a difference as a fallback resource – for those who can get it. And from our studies and surveys, as well as from the growing reports in the literature, a broader picture of tool use across tufted capuchin populations is emerging. Among forest populations, there are no reports of tool use, though there are instances of complex object manipulation and use of the substrate to open encapsulated food. The use of stones for cracking encapsulated fruit is the commonest form of tool use in these species, the only "universal" pattern among tool-using capuchins. At least in some groups in the Serra da Capivara National Park (Piauí, Brazil), though, other kinds of tools (digging stones and probing sticks) are employed. The evidence so far does not point to cognitive differences between the species of tufted capuchins, nor favor dietary pressures as proximal determinants of tool use, which seems to be primarily associated to the degree of terrestriality. The apparent differences between populations in tool-kits' diversity, along with our knowledge, from the developmental studies, about the optimal conditions for social information transfer in capuchins’ social groups, suggest that the use of tools constitutes a behavioral tradition. As big-brained monkeys living in a tolerant society and depending (at least at some point in their evolutionary history) on hard-to-process food, capuchins fulfilled some theoretical predictions about the emergence of tool use traditions in non-human animals. Being separated from apes and humans for about 35 million years, the study of tool use in tufted capuchin monkeys may contribute to put many aspects of the evolution of human technology and culture under a new light.
 
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TeseLDOttoni2009.pdf (5.85 Mbytes)
Data de Publicação
2010-05-03
 
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