Tese de Doutorado
Documento
Tese de Doutorado
Autor
Nome completo
Emerson Barão Rodrigues Soldado
E-mail
Unidade da USP
Interunidades em Ecologia Aplicada
Programa ou Especialidade
Data de Defesa
2025-02-24
Imprenta
Piracicaba, 2025
Orientador
Banca examinadora
Lindenkamp, Teresa Cristina Magro (Presidente)
Ballester, Maria Victoria Ramos
Leão, Eliseth Ribeiro
Loureiro, Nuno Eduardo Marques de
Nascimento, Nathalia Cristina Costa do
Zanon, Cristian
Título em português
Bem-estar de ciclistas em diferentes ambientes: do urbano à unidade de conservação
Palavras-chave em português
Áreas protegidas, Bicicleta, Biodiversidade, Conexão com natureza, Meio ambiente, Saúde planetária, Serviços ecossistêmicos
Resumo em português
Esta tese explorou a relação entre a prática do ciclismo em diferentes ambientes e o bem-estar, com foco nos benefícios associados ao contato com a natureza. Em um cenário de urbanização acelerada, perda de biodiversidade e mudanças climáticas, o ciclismo emerge como uma modalidade de transporte e exercício sustentável, que proporciona benefícios físicos, mentais e ambientais. O estudo adotou uma abordagem multidisciplinar, combinando revisões teóricas com investigações empíricas. Foram utilizados instrumentos psicométricos por meio de questionários presenciais em diversos locais, incluindo áreas urbanas, rurais e protegidas, além de avaliações pré e pós-atividade. Realizou-se também um estudo comparativo entre Brasil e Portugal por meio de questionário online. Os resultados demonstraram que a prática de ciclismo contribui para o bem-estar, independentemente do ambiente. No entanto, quando realizada em ambientes naturais, o efeito é potencialmente maior, sobretudo a longo prazo, e efeitos imediatos superiores não foram identificados. A relação com a natureza foi fortemente associada ao ciclismo, com os praticantes relatando maior bem-estar ao se imaginarem em ambientes mais naturais. O contato com a natureza emergiu como o principal motivo para a escolha dos locais de prática. Além disso, a inclusão com a natureza atuou como um mediador significativo entre o uso em áreas verdes e o bem-estar. Embora os efeitos imediatos não tenham diferido substancialmente entre os ambientes avaliados, o bem-estar foi associado ao tempo dedicado à prática, com um impacto mais forte entre os portugueses. Em contrapartida, ciclistas brasileiros apresentaram associações mais intensas entre o uso de áreas verdes e o bem-estar. No que diz respeito ao perfil dos ciclistas de diferentes locais, não foram identificadas diferenças significativas, indicando que os praticantes em áreas protegidas, parques urbanos, áreas urbanas e rurais apresentam consistência e podem utilizar diferentes locais. Os achados reforçam o papel do ciclismo na promoção do bem-estar, com potencial ampliado pelo acesso aos diferentes ambientes, sobretudo os naturais. Políticas públicas que incentivem o uso da bicicleta para lazer e deslocamento podem beneficiar a saúde humana e planetária, mas devem considerar as desigualdades observadas, especialmente de gênero, além de respeitar os contextos culturais, territoriais e socioeconômicos para promover o bem-estar, a mobilidade e o lazer de forma sustentável.
Título em inglês
Well-being of cyclists in different environments: from urban to protected areas
Palavras-chave em inglês
Bicycle, Biodiversity, Connection with nature, Ecosystem services, Environment, Planetary health, Protected areas
Resumo em inglês
This thesis explored the relationship between cycling in different environments and well-being, focusing on the benefits associated with contact with nature. In the context of accelerated urbanization, biodiversity loss, and climate change, cycling emerges as a sustainable mode of transport and exercise, offering physical, mental, and environmental benefits. The study adopted a multidisciplinary approach, combining theoretical reviews with empirical investigations. Psychometric instruments were employed through in-person questionnaires in various locations, including urban, rural, and protected areas, as well as pre- and post-activity evaluations. Additionally, a comparative study between Brazil and Portugal was conducted using an online questionnaire. The results demonstrated that cycling contributes to well-being regardless of the environment. However, when performed in natural settings, the effect is potentially greater, especially in the long term, although no superior immediate effects were identified. The relationship with nature was strongly associated with cycling, with practitioners reporting greater well-being when imagining themselves in more natural environments. Contact with nature emerged as the main reason for choosing practice locations, and nature connectedness acted as a significant mediator between cycling in green areas and well-being. Although immediate effects did not differ substantially across evaluated environments, well-being was associated with the time dedicated to cycling, with a stronger impact among Portuguese participants. In contrast, Brazilian cyclists showed more intense associations between green area use and well-being. Regarding the profile of cyclists across different locations, no significant differences were identified, indicating consistency among practitioners in protected areas, urban parks, urban areas, and rural areas, who demonstrated the flexibility to utilize diverse environments. The findings reinforce the role of cycling in promoting well-being, with amplified potential through access to diverse environments, particularly natural ones. Public policies encouraging the use of bicycles for leisure and transportation can benefit human and planetary health but should address observed inequalities, especially those related to gender, while respecting cultural, territorial, and socioeconomic contexts to sustainably promote well-being, mobility, and recreation.
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Data de Publicação
2025-05-14
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