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Doctoral Thesis
DOI
https://doi.org/10.11606/T.91.2021.tde-06012022-174155
Document
Author
Full name
Roberta Montanheiro Paolino
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
Piracicaba, 2021
Supervisor
Committee
Chiarello, Adriano Garcia (President)
Fernandez, Fernando Antonio dos Santos
Garavello, Maria Elisa de Paula Eduardo
Pardini, Renata
Prado, Paulo Inácio de Knegt López de
Souza, Maíra Benchimol de
Title in Portuguese
Da interferência à convivência: efeito de fatores antrópicos sobre a fauna e interações humano-fauna em Unidades de Conservação da Mata Atlântica
Keywords in Portuguese
Aves
Caça
Coexistência
Colonização
Conflitos humano-fauna
Extinção
Mamíferos
Ocupação
Riqueza e composição
Uso de habitat
Abstract in Portuguese
Os padrões de diversidade e ocorrência das espécies, bem como a dinâmica das populações, são determinados pelas características do ambiente. Porém, tais fatores ambientais vêm sendo drasticamente alterados pela ação antrópica, a qual, consequentemente, influencia diretamente os processos que levam à riqueza, composição, distribuição, colonização e extinção das espécies. Assim como a presença ou proximidade humanas interferem nas espécies da fauna, os animais também interferem na vida das pessoas, sendo que essas interações podem ser tanto positivas quanto negativas. Dessa forma, compreender o efeito antrópico sobre a fauna e o efeito dos animais sobre as pessoas é fundamental tanto para a conservação da biodiversidade, quanto para a promoção do bem-estar humano. Nesse contexto, o presente estudo buscou testar a hipótese de que fatores antrópicos possuem maior efeito sobre a diversidade, ocorrência e dinâmica populacional de mamíferos e aves cinegéticas terrícolas do que fatores ambientais não antrópicos, além de compreender os aspectos da coexistência humano-fauna em duas unidades de conservação (UCs) da Mata Atlântica: Parque Estadual Carlos Botelho (área menos antropizada) e Parque Estadual da Serra do Mar, Núcleo Santa Virgínia (área mais antropizada). Para isso, realizou-se um armadilhamento fotográfico em 60 pontos em cada parque, durante dois anos consecutivos, totalizando um esforço amostral de 30.200 armadilhas-dia. Além disso, foram entrevistadas 47 pessoas, moradores(as) locais do interior e entorno das áreas de estudo, por meio de questionários semi-estruturados, os quais foram analisados por meio de análise quantitativa exploratória e análises qualitativas de categorização e conexão. Possíveis diferenças na riqueza de mamíferos de médio e grande porte entre os parques foram investigadas pelas curvas de riqueza observada e estimada (Jacknife de 1a ordem) e por GLM. Já a existência de dissimilaridades na composição das assembleias foi testada por meio de PCoA e PERMANOVA, tendo sido feito um modelo linear baseado em distância para investigar quais variáveis são responsáveis por essas dissimilaridades. Apesar de não terem apresentado diferenças na riqueza, os parques foram significativamente diferentes na composição, sendo que essas diferenças foram causadas em parte pela altitude, mas, principalmente, por variáveis antrópicas: distância de edificações urbanas e porcentagem de campo antrópico na paisagem. O efeito das variáveis ambientais antrópicas e não antrópicas sobre a ocorrência e a dinâmica populacional, por sua vez, foi analisado por meio de modelos de ocupação espécie-única/estação única e espécie-única/múltiplas-estações para mamíferos de médio e grande porte e aves cinegéticas terrícolas. Os resultados indicaram que variáveis antrópicas foram tão importantes, em alguns casos até mais importantes, do que variáveis ambientais não antrópicas como preditoras do uso-de-habitat, da colonização e da extinção locais das espécies. Enquanto os campos antrópicos apresentaram efeitos negativos sobre as espécies estudadas, a proximidade a edificações humanas mostrou-se prejudicial para espécies sensíveis e raras, porém, beneficiou algumas espécies menos sensíveis, possivelmente pela oferta de recursos alimentares de origem antrópica. Tal disponibilidade de recursos esteve ligada ao principal conflito humano-fauna identificado: a depredação de culturas e criações por espécies silvestres. A retaliação a esses animais que causam prejuízo foi a segunda maior motivação ao abate de animais silvestres nas áreas de estudo e a ocorrência de depredação esteve significativamente associada a atitudes mais negativas em relação à onça-parda. Apesar da existência de conflitos, as atitudes dos(as) moradores(as) locais em relação à fauna e aos parques foram em geral positivas. Porém, a existência de pessoas com atitudes negativas, o baixo uso dos parques e o desconhecimento de suas ações pelos(as) moradores(as) locais foram alarmantes. Foi identificada a ocorrência de caça em ambas as áreas de estudo, sendo a alimentação, por necessidade ou não, a principal motivação para essa atividade. Há evidências, contudo, de que essa prática ocorre em intensidade bem menor do que ocorria no passado, em função do aumento da fiscalização. Considerando os resultados deste estudo, ficou evidente a importância dos fatores antrópicos para a diversidade, a ocorrência e a dinâmica populacional de mamíferos e aves. Conclui-se, também, que a resolução de conflitos, a fiscalização, o diálogo entre pessoas e UCs e a solução de problemas socioeconômicos mostram-se fundamentais para que seja alcançada a desejada convivência humano-fauna, conciliando conservação à justiça social.
Title in English
From interference to conviviality: effect of human factors on animals and human-wildlife interactions in protected areas of the Atlantic Forest
Keywords in English
Birds
Coexistence
Colonization
Extinction
Habitat use
Human-wildlife conflicts
Mammals
Occupancy
Poaching
Richness and composition
Abstract in English
Species diversity and occurrence patterns, and population dynamics are determined by environmental characteristics. However, the environment is being drastically changed by human actions which, therefore, influence the processes that result in species richness, composition, distribution, colonization and extinction. As well as human presence or proximity interfere in animals' lives, animals also interfere in people lives, and these interactions may be both positive and negative. Thus, to comprehend human effects on animals and the effect of animals on people is fundamental not only to biodiversity conservation, but also to human wellbeing. In such context, this study aimed to test the hypothesis that human factors have a higher effect on mammals diversity, and on mammals and terrestrial birds occurrence and populational dynamics, than non-human environmental factors. Moreover, it had the objective of comprehend the aspects of human-wildlife coexistence in two protected areas of the Atlantic Forest: Carlos Botelho State Park (less anthropized area) and Serra do Mar State Park, Santa Virgínia Nucleus (more anthropized area). We sampled 60 points in each park with camera-traps for two consecutive years, totaling 30,200 camera-days. We also interviewed 47 people, locals from the interior and surroundings of the study areas, with semi-structured questionnaires, which were analyzed with exploratory quantitative analysis and with categorizing and connecting qualitative analysis. Possible differences in richness of medium and large-sized mammals among the parks were assessed through curves of observed and estimated (first order Jacknife) richness and trough a GLM. Dissimilarities in assemblages composition were assessed through PCoA and PERMANOVA, and we performed a distance based linear model to investigate which variables are responsible for these dissimilarities. Despite not having differences in richness, parks were significantly different in composition. These differences were partially due to elevation, but mainly caused by human variables: distance from urban buildings and percentage of pastures and crops in the landscape. The effect of human and non-human variables on medium and large-sized mammals and on terrestrial game birds occurrence and population dynamics was assessed through single-species/single season and single-species/multi-season occupancy models. Modelling results showed that human variables were as important as and, in some cases, even more important than non-human environmental variables to predict species habitat-use, local colonization and local extinction. While pastures and crops fields had negative effects on the studied species, proximity to human settlements was detrimental to rare and sensitive species, however, was beneficial to less sensitive species, probably due to the availability of food resources from humans. This resources availability is linked to the main human-wildlife conflict identified: crops, cattle and poultry depredation by wild species. Retaliation against these species that cause damage was the second main motivation for wildlife killing in the study areas. Additionally, depredation occurrence was significantly associated to more negative attitudes towards the puma. Despite the existence of conflicts, local people attitude towards animals and parks were in general positives. Nevertheless, the occurrence of people with negative attitude, the low use of parks by local people and their lack of knowledge regarding parks actions were alarming. Occurrence of poaching was identified in both study areas and food supply by necessity or pleasure was the main motivation for this illegal activity. There is evidence, however, that this practice occurs less than it used to occur in the past, due to surveillance improvement. Regarding this study results, importance of human factors to diversity, occurrence and population dynamics of mammals and birds was highlighted. In addition, we conclude that conflict resolution, surveillance, dialog between parks and people, and the solution of socioeconomic problems are key to reach the desired human-wildlife conviviality, combining conservation to social justice.
 
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Publishing Date
2022-01-10
 
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