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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.9.2004.tde-02062010-104928
Documento
Autor
Nome completo
Simone Ferderbar
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2004
Orientador
Banca examinadora
Abdalla, Dulcinéia Saes Parra (Presidente)
Bertolami, Marcelo Chiara
Tenuta Filho, Alfredo
Título em português
Determinação dos óxidos de colesterol em pacientes diabéticos e intolerantes à glicose
Palavras-chave em português
Bioquímica clínica
Diabetes Mellitus
Estresse oxidativo
Óxidos de colesterol
Resumo em português
O estresse oxidativo pode desempenhar um papel importante na etiologia das complicações no diabetes mellitus. O aumento da produção de espécies oxidantes promove modificações em moléculas endógenas, incluindo o colesterol. Os óxidos de colesterol (Cox) são formados a partir da oxidação do colesterol, por processos enzimáticos e por processos mediados por radicais livres, apresentando importantes efeitos biológicos que podem contribuir para o desenvolvimento do processo aterosclerótico no diabetes. Nesse estudo determinou-se as concentrações dos Cox, em pacientes diabéticos e indivíduos intolerantes à glicose, para estabelecer se os COx são marcadores sensíveis da lipoperoxidação na intolerância à glicose e no diabetes As concentrações plasmáticas dos COx foram determinadas por GC-FID nos seguintes grupos: diabéticos tipo 1 (DM1), diabéticos tipo 2 (DM2), intolerantes à glicose (IGT) e normoglicêmicos (controles). As concentrações dos óxidos de colesterol totais foram mais elevadas nos grupos DM1 e DM2 em relação aos controles normoglicêmicos (p<0,05). As concentrações plasmáticas do 7α- hidroxicolesterol (7α-OH), 7β-hidroxicolesterol (7β-OH) e 25- hidroxicolesterol (25-OH) foram mais elevadas no grupo DM1 comparado ao grupo DM2 (p<0.05). A comparação entre os grupos controle, IGT e DM 2 indicou aumento significativo das concentrações de 7β-OH, colesterol-β- epóxido e colesterol-α-epóxido no grupo DM 2 (p<0.05). Portanto, os óxidos de colesterol podem ser considerados como um biomarcador sensível da lipoperoxidação para indicar a intensidade de modificação oxidativa dos lípides em pacientes diabéticos.
Título em inglês
Cholesterol oxides as biomarkers of oxidative stress in type 1 and type 2 diabetes mellitus
Palavras-chave em inglês
Clinical biochemistry
Diabetes mellitus
Oxidative stress
Oxysterols
Resumo em inglês
Oxidative stress can play an important role in the etiology of the complications of diabetes mellitus. The increase in the production of oxidant species promotes alterations in endogenous molecules, including cholesterol. Cholesterol oxides (COx) are formed by the oxidation of cholesterol by enzymatic processes or by processes involving free radicals. They present important biological effects that can contribute to the development of the atherosclerotic process in diabetes. In this study, the concentrations of the COx in diabetic patients and individuals who are intolerant to glucose was determined in order to establish whether the Cox are sensitive markers of lipoperoxidation in glucose intolerance and diabetes. Serum concentrations of the COx were determined by GC-FID in the following groups: Type 1 diabetics (DM1), type 2 diabetics (DM2), patients intolerant to glucose (IGT) and normoglycemic subjects (controls). The concentrations of total cholesterol oxides were found to be elevated in the DM1 and DM2 groups with respect to the normoglycemic subjects (p<0.05). The serum concentrations of 7⓹- hydroxicholesterol (7α-OH), 7β-hydroxicholesterol (7&#$946;-OH) and 25-hydroxicholesterol (25-OH) were found to be increased in the DM1 group with respect to the DM2 group (p<0.05). The comparison between the control, IGT and DM2 groups indicated a significant increase in the concentrations of 7β-OH, cholesterol-β-epoxide and cholesterol-α-epoxide in the DM2 group (p<0.05). In conclusion, cholesterol oxides could serve as suitable biomarker of lipoperoxidation to indicate the intensity of lipid oxidative mofications in diabetic patients.
 
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Data de Publicação
2010-06-09
 
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