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Master's Dissertation
DOI
https://doi.org/10.11606/D.8.2022.tde-03102022-123303
Document
Author
Full name
Rafael Felipe dos Santos
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2022
Supervisor
Committee
Ishiki, Michiko Okano (President)
Cidreira, Renata Pitombo
Gomes, Suzana Helena de Avelar
Greiner, Christine
Title in Portuguese
O tecno-animismo e a estética da coexistência na moda da marca japonesa ANREALAGE
Keywords in Portuguese
ANREALAGE
Estética da coexistência, Antropoceno
Moda japonesa
Tecno-animismo
Abstract in Portuguese
Revolução Industrial, caracterizada pela automação dos processos e pela aproximação das fronteiras entre o tecnológico e o biológico. Diariamente, as ideias de natural e artificial refazem-se, o ser humano ganha habilidades inéditas, hibridismos emergem e novos paradigmas éticos e morais entram em debate. Trata-se do Antropoceno, a era dos humanos, assim denominado pela imensa força interventora em que se transformou a humanidade. Mas o futuro não é tão brilhante como parece, com problemas emergindo na mesma velocidade dos lançamentos tecnológicos. Nesse cenário de catástrofes globais e pandemias, percebeu-se que a lógica logocêntrica, antropocêntrica e dualista que sustentou por séculos o pensamento ocidental é incompatível com a nova realidade tão complexa e globalizada. É preciso, então, olhar para outras possibilidades de compreender o mundo e existir nele. Em especial, este trabalho imerge na cultura japonesa, dentro da qual a separação dicotômica entre humanidade e natureza soou social, histórica, artística, religiosa e espiritualmente inconcebível. A etimologia da palavra "natureza" (shizen ??) já fornece pistas para entender as origens desse pensamento que, sem dúvidas, passou por inúmeras modificações e contaminações ao longo dos séculos. Contudo, vê-se que nas últimas décadas há um resgate de uma noção integradora em contraponto a um modo de agir separatista. Pesquisadores nomeiam esse movimento de "pós-animismo", isto é, a articulação da natureza e da espiritualidade após uma revisão das falhas da epistemologia da modernidade. Por uma opção teórica, chamar-se-á esse "pósanimismo" de "tecno-animismo", ressaltando a importância da tecnologia na mediação entre a natureza e a humanidade. Mais especificamente, estes escritos analisaram de que modo essa forma de pensar, de ver, de sentir e de existir em um mundo interdependente se destaca na produção do designer de moda Kunihiko Morinaga, à frente da marca ANREALAGE, fundada em Tóquio em 2003, que desde então tem elaborado apresentações com conceitos aparentemente dualistas, mas que revelam a possibilidade de coexistência. Ao olhar para seis coleções, "PHOTOSYNTHESIS", "POWER" e "TIME" na primeira seção e "CLEAR", "HOME" e "DIMENSION" na segunda, intentou-se, em ambas, mostrar de que maneira o trânsito cultural de Morinaga entre Japão e França evidencia algumas incongruências e limitações do pensamento europeu clássico bem como dá vazão a novos quadros culturais de referência que incorporam o tecno-animismo para sugerir vias para lidar com as problemáticas do Antropoceno. Dessa forma, explorou-se a perspectiva da moda como uma manifestação de sociedades modernas, não apenas como um reflexo de seu tempo, mas também na qualidade de um poderoso agente de transformação.
Title in English
Techno-animism and the aesthetics of coexistence in the fashion of Japanese brand ANREALAGE
Keywords in English
Aesthetics of coexistence, Anthropocene
ANREALAGE
Japanese fashion
Techno-animism
Abstract in English
The world we live nowadays is going through many transformations. The Fourth Industrial Revolution is being considered, defined by the automation of process and by the approximation of the boarders between the technological and the biological. The ideas of natural and artificial are remade every day, the human being gains new abilities, hybridisms emerge and new ethical and moral paradigms enters into debate. This is the Anthropocene, the era of humans, named after the immense intervening power Humanity became. However, the future is not as bright as it seems, with many problems appearing in the same speed of the technological releases. In this context of pandemics and of global catastrophes, humanity realized that the logocentric, anthropocentric and dualistic logics, that have been sustaining for centuries the Western thought are not compatible with this new, globalized and complex reality. It is then necessary to look at other possibilities of understanding and existing in the world. In particular, this work immerses itself in Japanese culture, in which the dichotomous separation between humanity and nature has sounded historically, artistically, religiously and also spiritually implausible. The etymology of the word 'nature' (shizen ??) gives already many hints to understand the origins of this thought that, certainly, underwent innumerous changes and contaminations throughout the years. Having said that, a return to an integrative notion instead of a separatist one is being seen in the last few years. Researchers have been calling this movement "post-animism", in other words, the articulation between nature and spirituality after a revision of the failures of the epistemologies of modernity. Due to a theoretical option, the term "techno-animism" is preferred, highlighting the importance of technology in the mediation between nature and humanity. More specifically, this work analyzed how this different way of thinking, seeing, feeling and existing in an intertwined world appears in the production of Japanese fashion designer Kunihiko Morinaga, creative director of the brand ANREALAGE, created in Tokyo in 2003, and that has been, since then, showing presentations with concepts seemingly dualists, yet they reveal the possibility of coexistence. Looking then to six collections, "PHOTOSYNTHESIS", "POWER" and "TIME" in the first section and "CLEAR", "HOME" e "DIMENSION" in the second, it was intended to discuss by which ways Morinaga's cultural transit points some incongruencies and limitations of the West, as well as generates new cultural frames of reference that incorporate techno-animism in order to suggest how we can manage the problems of the Anthropocene. In this manner, fashion is explored as a manifestation of modern societies, not only as a reflection of its time but also in the quality of a powerful agent of transformation.
 
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Publishing Date
2022-10-03
 
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