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Tesis Doctoral
DOI
https://doi.org/10.11606/T.8.2021.tde-22072021-132719
Documento
Autor
Nombre completo
Giovanna Gobbi Alves Araújo
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2021
Director
Tribunal
Carvalho, Ricardo Souza de (Presidente)
Bernucci, Leopoldo Marcos Garcia Lopes
Camilo, Vagner
Marques, Wilton José
Título en portugués
Tamoios, timbiras, palmarinos: representação indígena e afrodescendente no romantismo brasileiro
Palabras clave en portugués
Épica brasileira
Reescrita da história
Representação afrodescendente
Representação indígena
Vividez retórica
Resumen en portugués
A presente tese de doutoramento propõe a exegese da representação de personagens indígenas e afrodescendentes na poesia épica de Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias e Castro Alves, mediante a análise de mecanismos retóricos de vividez (enargeia) empregados na reescrita literária de episódios centrais à história nacional. Examina-se, dessa maneira, o processo de elevação épica de grupos étnicos no interior da construção de uma gênese mítica ao povo brasileiro, aproximando as necessidades estéticas dos movimentos indianista e abolicionista, em meio às tensões políticas e às estratégias de consolidação simbólica empregadas pelo aparelho monárquico do Segundo Reinado. Com esse intuito, empreendemos uma análise de enfoque retórico-poético das configurações metafóricas dos protagonistas épicos e dos elementos naturais que contribuem à sua constituição nas obras indianistas A Confederação dos Tamoios (1856) de Gonçalves de Magalhães, Meditação (1850) e Os Timbiras (1857) de Gonçalves Dias e na poética abolicionista de Castro Alves - a saber A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883) e A República dos Palmares (inacabada). Em meados do século XIX, a configuração de personagens étnicos alicerçada na tradição retórica da poesia épica se mostra permeada não apenas pelos resíduos socioculturais da experiência da sujeição colonial e escravocrata como também pelo pacto simbólico continuamente efetuado entre autores e o público-leitor oitocentista. Comprovando a permanência de práticas retórico-poéticas no século XIX brasileiro, este estudo defende a assimilação de modelos épicos vivificantes do indianismo para a constituição mitologizante de heróis negros na poesia abolicionista. Tais construções paradigmáticas, enquanto formas moldáveis, servem à reescrita da história brasileira sujeita à cosmovisão poética de cada autor, que abarca, esteticamente, uma conceituação certamente romântica, porém singular, acerca da liberdade, da história e do progresso nacionais, do gênio e do espírito criador.
Título en inglés
Tamoios, timbiras, palmarinos: indigenous and Afro-descendant representation in Brazilian Romanticism
Palabras clave en inglés
Afro-descendant representation
Brazilian epic
Indigenous representation
Rewriting of history
Rhetorical vividness
Resumen en inglés
This doctoral dissertation proposes the exegesis of indigenous and Afro-descendant representation in the epic poetry by Gonçalves de Magalhães, Gonçalves Dias and Castro Alves, through the analysis of rhetorical devices of vividness (enargeia) employed in the literary rewriting of national history. This work examines the process of epic ennoblement of ethnic groups within the construction of a mythic genesis to the Brazilian people by comparing the aesthetic needs of the Indianist and abolitionist movements, amid the political tensions and the strategies of symbolic consolidation employed by the Second Reign's monarchical apparatus. To that end, I undertake the rhetorical-poetic analysis of the metaphorical figurations of epic protagonists and their natural environments in A Confederação dos Tamoios (1856) by Gonçalves de Magalhães, Meditação (1850) and Os Timbiras (1857) by Goncalves Dias and in the abolitionist poetics by Castro Alves - namely A Cachoeira de Paulo Afonso (1876), Os Escravos (1883) and A República dos Palmares (unfinished). In the mid-nineteenth century, the construction of ethnic characters based on epic poetry's rhetorical tradition is permeated not only by the socio-cultural residues of the colonial experience and the subjection to the slavery system but also by the symbolic pact continuously negotiated between authors and nineteenth-century audiences. Attesting to the permanence of rhetorical-poetic practices in nineteenth-century Brazil, this study argues for the assimilation of vivifying epic models in character representation from Indianist to abolitionist poetry. Such paradigmatic constructions, as flexible forms, serve the rewriting of Brazilian history and are conditional to each author's poetic worldview, which in turn relies on a Romantic yet unique conception about national freedom, history and progress, genius and creative spirit.
 
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Fecha de Publicación
2021-07-22
 
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