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Tese de Doutorado
DOI
https://doi.org/10.11606/T.8.2020.tde-31072020-144226
Documento
Autor
Nome completo
Cristiane Dominiqui Vieira Burlamaqui
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2020
Orientador
Banca examinadora
Campos, Maria Inês Batista (Presidente)
Almeida, Maria de Fátima
Grillo, Sheila Vieira de Camargo
Souza, Geraldo Tadeu
Título em português
A produção escrita dos ribeirinhos: sua cultura e seus saberes
Palavras-chave em português
Cultura de fronteiras
Escrita de estudantes ribeirinhos
Gêneros do discurso
Letramentos sociais
Signo ideológico
Resumo em português
Os estudantes ribeirinhos do Pará enfrentam diariamente uma luta cotidiana frente à construção do seu processo de escolarização. Tais desafios estão traduzidos em pequenas narrativas que contam a travessia entre as duas margens (ribeirinha e urbana), e revelam experiências miúdas da cultura de fronteira presente nas escolas públicas estaduais de Belém. Partindo dessa realidade, o objetivo desta tese é discutir como a vida concreta determina as formas da escrita na produção dos gêneros escolares de autoria de alunos ribeirinhos, e como essas formas refletem e refratam a realidade da vida dos ribeirinhos na esfera escolar. Para esse estudo, centramos a fundamentação teórico-metodológica na abordagem dialógica da linguagem, cunhada por Bakhtin e o Círculo, nos conceitos de signo ideológico e gêneros do discurso, e, nos Novos Estudos dos Letramentos, sobretudo nas distinções que emergem no interior do debate sobre letramento autônomo e letramentos sociais. A pesquisa de campo de caráter qualitativa ocorreu na forma de pesquisa participativa, realizada entre janeiro e junho de 2017, em três escolas da rede pública estatual de Belém do Pará. O corpora - 41 textos multimodais produzidos por 28 alunos ribeirinhos - resultou de cinco eventos de letramentos idealizados em diálogo com os professores e realizados em turmas do 6º ano do ensino fundamental nos anos finais. As atividades didáticas, ou eventos de letramentos, caracterizaram-se pela centralidade no entrelugar da cultura de fronteiras, debate desenvolvido originalmente pelos Estudos Culturais ingleses. Na escrita dos estudantes ribeirinhos estão os indícios de um processo complexo e ininterrupto que traduz seu acesso à cultura escrita escolar. Nota-se como as experiências com a escrita chegam à escola como resultado de um processo complexo e dinâmico, que se inicia na aquisição da variante oral traduzida na cultura popular de sua comunidade de origem e nos sentidos que a escrita assume na dependência histórica das populações ribeirinhas da Amazônia com a zona urbana (dependência econômica, de serviços, de acesso aos bens materiais industrializados, política etc.). As formas dadas ao material para a produção do conteúdo dos gêneros escolares, constituem a autoria dos ribeirinhos no espaço escolar. Ao realizarem a travessia para dar continuidade a sua escolarização, as ideologias do cotidiano são articuladas aos saberes escolares. A cultura popular desestabiliza a imanência do pensamento idealista que constitui a ideia de língua na esfera escolar. A cultura única dissolve-se na vivência coletiva dos ribeirinhos. A heterogeneidade discursiva dos gêneros escolares é a concretização da subversão de um modelo de pensamento único para um pensamento concreto que tem a realidade social como sua principal fonte de referência. Contudo, a forma arquitetônica da produção escrita dos ribeirinhos, constituída na fronteira entre a ideologia do cotidiano (cultura ribeirinha) e a ideologia oficial (cultura escolar), tem nos gêneros escolares a materialização dessa cultura de fronteiras.
Título em inglês
Writing by riverine students: their culture and knowledge
Palavras-chave em inglês
Cultural borders
Discourse Genres
Ideologic sign
Social Literacy
Writing by riverine students
Resumo em inglês
Riverine students of Pará face a daily struggle of knowledge construction within the process of their schooling. These challenges are translated into short narratives that relate the crossing between two banks - urban life and riverine life -, presenting explicit experiences of the border culture as it appears in a public State school of Belém. Within this context, the objective of this thesis is to discuss how actual life experience determines forms of producting scholastic genres in writing by riverine students, and how these forms reflect and refract the real life experiences of the riverine students in the scholastic sphere. For this study, we rely on a theoretical-methodological model from a dialogic perspective of language, as proposed by Bakhtin and the Circle, in the concepts of the ideological sign and discourse genres, and on the New Studies in Autonomous Literacy, as well as Social Literacy. This qualitative field study is characterized as participative research, which was carried out between January and June of 2017, in three public State school in Belém, Pará. The corpus - 41 multimodal texts produced by 28 riverine student - was the result of five literacy events performed in dialogue with the teachers, and was carried out with 6th year students in the last years of Elementary School. The didactic activities, or literacy events, were characterized by focusing on the dividing line of the border culture, a debate that originated with the English Culture Studies. In their writing, the riverine students are indicators of a complex and continuous process that translates their access to the written scholastic culture. Notably, their experiences with writing at school appear as a result of a complex and dynamic process, which is intiated in the acquisition of the oral variant translated in the popular culture of its community of origin, and in the meanings the writing assumes in the historical dependence of the Amazonian riverine population on urban spheres (a dependence that is economic, or for services, access to industrialized goods, politics, etc.) The forms given to the material for the production of content in educational genres, constitute the authorship of the riverine students in the scholastic space. On carrying out the crossing, to give continuity to their education, the ideologies of daily life are articulated within scholastic knowledge. The popular culture destabalizes the immenence of the idealista thought that constitutes the idea of language in the scholastic arena. The singular culture is dissolved in the collective experience of the riverine students. The discursive heterogeneity of the scholastic genres is the concretization of the subversion of a model of singular thought toward concrete thought, which has social reality as its main source of reference. Furthermore, the architechtonic form of writing by the riverine students, constituted on the border between the ideology of daily life (riverine culture) and the official ideology (scholastic culture), has in the scholastic genres the materialization of this border culture.
 
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Data de Publicação
2020-07-31
 
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