Tese de Doutorado
Documento
Tese de Doutorado
Autor
Nome completo
Rogério Ferreira da Nobrega
E-mail
Unidade da USP
Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Programa ou Especialidade
Data de Defesa
2024-08-07
Imprenta
São Paulo, 2024
Orientador
Banca examinadora
Altman, Maria Cristina Fernandes Salles (Presidente)
Guimarães, Márcio Renato
Sansone, Olga Ferreira Coelho
Viaro, Mario Eduardo
Título em português
A classificação das línguas germânicas (1665-1860): uma história do problema e seu lugar no desenvolvimento do pensamento linguístico(-histórico)
Palavras-chave em português
Classificação Linguística, Dialetologia, Escolas Linguísticas, Filologia, Gramática, Historiografia Linguística, Línguas Germânicas, Linguística Histórico-Comparativa, Reconstrução Linguística, Tipologia das Línguas
Resumo em português
De uma perspectiva moderna, a classificação das línguas germânicas é mais amplamente aceita como uma divisão tripartida em germânicos oriental, setentrional e ocidental (cf. Auwera; König, 1994). No entanto, essa divisão representa apenas um dos muitos esquemas de classificação propostos ao longo dos últimos séculos (cf. Kufner, 1972; Bahnick, 1973; Nielsen, 1989). Esta tese tem como objetivo reconstituir a história das classificações das línguas germânicas formuladas entre 1665 e 1860 e situar o problema no contexto mais amplo do desenvolvimento do pensamento linguístico(-histórico). A hipótese levantada é a de que as divergências entre as propostas de classificação de autores que atuam no âmbito da mesma 'matriz disciplinar' (cf. Koerner, 1989b) resultam, sobretudo, de diferenças nos métodos analíticos. A documentação filológica e linguística germânica parece ter sido acessível a estudiosos coetâneos desde a publicação do Codex argenteus (1665), exceção feita ao final do século XVIII e início do século XIX, quando novos materiais começaram a surgir por meio da publicação de textos vernaculares nórdicos mais antigos. Esses materiais não parecem ter sido imediatamente acessíveis a estudiosos de fora da península. Para rastrear o histórico do problema, foi realizada uma extensa pesquisa bibliográfica, identificando vinte e nove obras de treze autores de cinco nacionalidades dentro do intervalo de tempo sob investigação. A análise, a descrição e a interpretação dos fatos linguísticos se inserem no quadro teórico da historiografia linguística, com o uso do modelo descritivo-explicativo de camadas (cf. Swiggers, 2004; 2009; 2013; 2017). Com base nos desenvolvimentos intradisciplinares e no contexto intelectual mais amplo, propõe-se uma periodização desse problema em cinco estágios, com cada estágio se iniciando da seguinte forma: (i) a publicação do Codex argenteus (1665); (ii) a acumulação de dados linguísticos no século XVIII; (iii) o interesse no passado distante germânico durante o período romântico inicial; (iv) a publicação da Deutsche Grammatik, de Jacob Grimm (1819); e (v) o período marcado pelas visões de língua de August Schleicher. Dentre esses estágios, o quarto engloba o maior número de abordagens concorrentes. O número de grupos nas classificações dos estágios mais antigos das línguas germânicas varia entre dois e seis, dependendo do status atribuído a línguas e troncos linguísticos específicos
Título em inglês
The classification of the Germanic languages (1665-1860): a history of the problem and its place in the development of (historical) linguistic thought
Palavras-chave em inglês
Dialectology, Germanic Languages; Language Classification, Grammar, Historical-Comparative Linguistics, Language Typology, Linguistic Historiography, Linguistic Reconstruction, Linguistic Schools of Thought, Philology
Resumo em inglês
From a modern perspective, the classification of the Germanic languages is most widely accepted as a tripartite division into East, North, and West Germanic (cf. Auwera; König, 1994). However, this division represents only one of many classification schemes proposed over the past few centuries (cf. Kufner, 1972; Bahnick, 1973; Nielsen, 1989). This dissertation aims to reconstruct the history of Germanic language classifications formulated between 1665 and 1860 and to situate the problem within the broader development of (historical) linguistic thought. Divergences among classification proposals by authors operating within the same 'disciplinary matrix' (cf. Koerner, 1989b) are hypothesized to result primarily from differences in analytical methods. The Germanic philological and linguistic documentation appears to have been accessible to coeval scholars since the publication of the Codex argenteus (1665), with the exception of the late 18th and early 19th centuries, when new materials began to emerge through the publication of older Nordic vernacular texts. These materials do not appear to have been immediately accessible to scholars outside the peninsula. To trace the history of the problem, an extensive bibliographical survey was conducted, identifying twenty-nine works by thirteen authors of five nationalities within the timeframe being investigated. The analysis, description, and interpretation of linguistic facts followed the theoretical framework of the historiography of linguistics, applying the descriptive-explanatory layered model (cf. Swiggers, 2004; 2009; 2013; 2017). Based on intra-disciplinary developments and the broader intellectual context, a five-stage periodization of this problem is proposed, with each stage beginning as follows: (i) the publication of the Codex argenteus (1665); (ii) the accumulation of linguistic data in the 18th century; (iii) the interest in the Germanic distant past during the early Romantic period; (iv) the publication of Jacob Grimm's Deutsche Grammatik (1819); and (v) the period shaped by August Schleicher's views on language. Among these stages, the fourth encompasses the highest number of competing approaches. The number of groups in classifications of the earliest stages of the Germanic languages varies between two and six, depending on the status assigned to specific languages and linguistic stocks
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Data de Publicação
2025-01-08
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