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Tese de Doutorado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Lorena Feres da Silva Telles
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Machado, Maria Helena Pereira Toledo (Presidente)
Carula, Karoline
Gomes, Flavio dos Santos
Schwarcz, Lilia Katri Moritz
Wissenbach, Maria Cristina Cortez
Título em português
Teresa Benguela e Felipa Crioula estavam grávidas: maternidade e escravidão no Rio de Janeiro (século XIX)
Palavras-chave em português
Escravidão urbana
Gênero
Maternidade
Mulheres negras
Trabalho doméstico
Resumo em português
Esta pesquisa investiga as experiências e trajetórias de vida de mulheres africanas e crioulas escravizadas que viveram a gravidez, o parto e a amamentação das crianças senhoriais e de seus próprios filhos na cidade do Rio de Janeiro, durante o século XIX. O período situado entre 1830 e 1888 encerrou um amplo processo de transformações das relações escravistas, abrangendo a disseminação da posse de escravizados na cidade até 1850, quando cessou definitivamente o tráfico com a África. A continuidade do regime passou a depender da escravização das filhas e filhos crioulos das mulheres cativas até a promulgação da Lei do Ventre Livre em 1871, que conservou os interesses senhoriais sobre as escravizadas e sobre a força de trabalho de seus filhos, chamados de ingênuos. Integrando-as ao complexo quadro da escravidão urbana e ao processo de mudanças das relações escravistas e de sua superação, esta tese se debruça sobre as vivências das africanas e crioulas com relação à autonomia sexual, à gravidez e aos partos, bem como sobre as práticas de amamentação e cuidado de seus bebês e crianças pequenas escravas, libertas e ingênuas. Procuramos compreender as visões de mundo, as sociabilidades e as estratégias mobilizadas por estas mulheres diante das dificuldades e restrições que o convívio próximo com seus senhores, seus projetos e suas demandas de trabalho destacadamente a ocupação de ama de leite impuseram ao cotidiano da gestação e do parto, e ao cuidado e sobrevivência de seus bebês. Recuperamos suas vivências integrando-as ao mundo social dos livres, cativos e libertos, africanos e descendentes, em laços de parentesco e amizade que constituíram redes de amparo fundamentais para mulheres que viveram a maternidade em embates permanentes com seus senhores e seus interesses.
Título em inglês
Teresa Benguela and Felipa Crioula were pregnant: motherhood and slavery in Rio de Janeiro (19th century)
Palavras-chave em inglês
Black women
Domestic labour
Gender
Motherhood
Urban slavery
Resumo em inglês
This dissertation investigates African and creole women's life experiences and trajectories regarding pregnancy, labour and breastfeeding of their own children, as well as of those of their masters in the city of Rio de Janeiro between years 1830 and 1888. Over these decades, Brazilian slavery society went through major changes in close connection with the apex of the arrival of African enslaved people and the dissemination of slave-ownership in the city until 1850, when Atlantic trade was effectively terminated. As of then and until the publication of the Free Womb Law, in 1871, the reproduction of slavery depended on the existence of creole sons and daughters of enslaved women. Preserving the rule of masters over these women, as well as over their offspring's workforce, the law, however, eliminated the partus sequitur ventrem principle, which guaranteed the continuity of slave-ownership within the Empire. By integrating enslaved women into the complex scenario of urban slavery and the overarching context of transformations in slavery as a whole, this dissertation investigates experiences of sexual autonomy, pregnancy, labour, breastfeeding, and care of slave and freed babies and children born of free wombs. Such dimensions of enslaved women's lives are intertwined with their engagement in urban services especially wet nursing as well as with masters' limited, yet persistent interest in their children. This dissertation aims to grasp enslaved women's worldviews and sociability, as well as their daily life strategies to cope with obstacles to pregnancy, labour and childcare created by intensive work routines and close coexistence with their masters. It unravels the importance of kinship and friendship bonds with African or African descent enslaved, freed and free people, with whom enslaved women shared mothering and childcare responsibilities. These social and emotional support networks were vital in their daily struggles with slave-owners and their conflicting interests regarding their bodies and their children.
 
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Data de Publicação
2019-07-24
 
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