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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.8.2013.tde-02082013-123222
Documento
Autor
Nome completo
Marinete Aparecida Zacharias Rodrigues
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2013
Orientador
Banca examinadora
Leonzo, Nanci (Presidente)
Benevides, Cezar Augusto Carneiro
Borges, Fernando Tadeu de Miranda
Santos Filho, Gildo Magalhães dos
Tomasevicius Filho, Eduardo
Título em português
Mulheres, violência e justiça: crime e criminalidade no sul do Mato Grosso, 1830 a 1889
Palavras-chave em português
Dominação
Justiça
Mulheres
Relações de poder
Violência
Resumo em português
O presente estudo tem por objetivo demonstrar que a violência entre as mulheres no sul de Mato Grosso, de 1830 a 1889 foi empregada na defesa da vida e da honra. Além de ter sido um mecanismo de dominação e persuasão constantemente utilizado pelas autoridades e por homens e mulheres de todas as classes sociais na busca pela solução de problemas econômicos, políticos, jurídicos e culturais. As análises dos processos criminais me permitiram constatar que a violência física e simbólica, o crime e a criminalidade envolvendo os sexos se revestiam de valores, interesses, direitos, noções e percepções de justo e injusto, lícito e ilícito, honra e desonra. Estas elaborações foram determinantes para o exercício legítimo e ilegítimo do poder, que em dadas circunstancias subsidiou a venalidade e a leniência judicial em detrimento da eficácia das leis e garantias dos direitos do cidadão comum. Como vítimas ou rés, as mulheres envolvidas nos crimes de ofensa física, homicídio, estupro, defloramento, furto e roubo não deixaram de agir conforme seus interesses e necessidades. Lutaram mais em função da própria sobrevivência do que por seus direitos, pois desconheciam as garantias das leis. Ainda assim, elas conseguiram estabelecer ínfimas e significativas mudanças nas relações sociais no cotidiano, em especial com os representantes do judiciário, da política, os agentes da administração local e nacional e com os médicos e religiosos. A violência física e simbólica praticada por companheiros, pais e autoridades, e por outras mulheres, não as impediu de lutar pela liberdade e por acesso aos direitos civis, políticos e sociais.
Título em inglês
Women, violence and justice: crime and criminality in southern Mato Grosso, 1830 to 1889
Palavras-chave em inglês
Domination
Justice
Power relations
Violence
Women
Resumo em inglês
The present study aims to show that violence among women in the South of Mato Grosso, 1830 to 1889 was employed in the defense of life and honor. As well as being a mechanism of domination and persuasion constantly used by the authorities and by men and women of all social classes in the search for solution of economic problems, political, legal and cultural rights. The analysis of criminal cases have allowed me to see that the physical and symbolic violence, crime and crime involving the sexes were of values, interests, rights, notions and perceptions of fair and unfair, lawful and unlawful, honor and dishonor. These elaborations were instrumental to the legitimate and illegitimate exercise of power, which in given circumstances subsidized the venality and judicial leniency to the detriment of the effectiveness of laws and guarantees the rights of the ordinary citizen. As victims or the ground, women involved in physical offense crimes, murder, rape, deflowering, theft and robbery have left to act according to their interests and needs. They fought more for survival than for their rights because they were unaware of the guarantees of the laws. Still, they succeeded in establishing small and significant changes in social relations in daily life, in particular with the representatives of the judiciary, politics, local and national Government and with doctors and religious. The physical and symbolic violence practiced by companions, parents and authorities, and by other women, not to fight for freedom and access to civil, political and social rights.
 
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Data de Publicação
2013-08-02
 
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