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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Felipe Ricardo Borges Lopes
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Toledo, Carlos de Almeida (Presidente)
Alfredo, Anselmo
Giavarotti, Daniel Manzione
Lourenço, Claudinei
Título em português
O colapso da criação: a economia criativa como forma necessária do trabalho como religião
Palavras-chave em português
Cidade criativa
Classes criativas
Crise do trabalho
Cultura
Economia criativa
Resumo em português
Em nosso estudo, a economia criativa se revela como um processo de crise, então fundamentado pela relação negativa entre trabalho e capital, negatividade preservada pelo fetiche do dinheiro. A abordagem parte dos processos de modernização urbana, estes engendrados a partir do emprego de estratégias próprias ao planejamento urbano estratégico (PUE), que após a crise urbana surgida no início dos anos 1970, realiza-se por meio de diferentes paradigmas urbanos. Neste decênio, observa-se a ascensão do discurso ideológico sobre a cidade criativa no planejamento urbano (PU) brasileiro (SELDIN, 2015), sustentado pelo aclamado paradigma do planejamento criativo estratégico, a partir do qual se pretende promover a ascensão de uma nova classe social: as classes criativas (FLÓRIDA, 2011). Procuramos demonstrar, que a ênfase social sobre processos criativos e inovadores decorre de uma condição inerente a sociedade capitalista, que apresenta como pressuposto a incessante inovação de suas bases constitutivas, processos de destruição criativa (HARVEY, [1989] 2008). O capital, esta forma histórica, é determinado logicamente pelo imperativo da criação e a inovação permanente, relação entre o lógico e histórico que na sociedade capitalista resulta em recorrentes crises de desvalorização e superacumulação (HARVEY, [1989] 2008). As intervenções urbanas ou a expansão da fronteira urbana (COUTO, 2011; SANTOS, 2010) consistem em um dos principais recursos à superação destas crises, que, portanto, procura se resolver a partir da produção do espaço urbano (SANTOS, 2010). Nos anos 2000, a cultura (a cidade cultural) se torna um álibi (SANTOS, 2010) perfeito às intervenções urbanas em grandes metrópoles como São Paulo, promovendo a produção do espaço urbano e a consequente (re)produção ampliada do capital. Contudo, a mudança de paradigma urbano impulsionada pela ideologia da cidade criativa, ao incorporar o antigo modelo de cidade cultural e a ele incluir setores voltados à tecnologia, à informação e ao capital financeiro (produção de bens e serviços criativos e financeiros), não revela uma superação das crises do capital, mas um processo estrutural de crise simulado no movimento de mudança de paradigmas urbanos. A crise do trabalho se apresenta de modo revelador neste processo, diante da falência do Estado enquanto condição da reprodução. Na medida em que esta se amplia e se complexifica, nem mesmo o Estado-nação pode arcar com os custos (com a racionalização do trabalho e dos processos produtivos) exigidos por uma reprodução sem trabalho (KURZ, 2005).
Título em inglês
The collapse of creation: the creative economy as a necessary form of work as a religion
Palavras-chave em inglês
Creative city
Creative classes
Creative economy
Crisis of work
Culture
Resumo em inglês
In our study, the creative economy reveals itself as a crisis process, then based on the negative relation between labor and capital, negativity preserved by the fetish of money. The approach is based on the processes of urban modernization, which are generated by the use of strategic strategies for strategic urban planning (PUE), which, after the urban crisis that emerged in the early 1970s, takes place through different urban paradigms. In this decade, the rise of the ideological discourse on the creative city in Brazilian urban planning (SELDIN, 2015) is underpinned by the acclaimed paradigm of strategic creative planning, from which one intends to promote the rise of a new class social: the creative classes (FLÓRIDA, 2011). We seek to demonstrate that the social emphasis on creative and innovative processes stems from an inherent condition of capitalist society, which presupposes the incessant innovation of its constitutive foundations, processes of creative destruction (HARVEY, [1989] 2008). Capital, this historical form, is logically determined by the imperative of creation and permanent innovation, the relation between the logical and historical that in capitalist society results in recurrent crises of devaluation and overaccumulation (HARVEY, [1989] 2008). The urban interventions or the expansion of the urban frontier (COUTO, 2011; SANTOS, 2010) are one of the main resources to overcome these crises, which, therefore, seeks to solve the urban space production (SANTOS, 2010). In the 2000s, culture (the cultural city) became an alibi (SANTOS, 2010) perfect for urban interventions in large metropolises such as São Paulo, promoting the production of urban space and the consequent (re) expanded production of capital. However, the urban paradigm shift driven by the ideology of the creative city, incorporating the old model of cultural city and including sectors geared to technology, information and financial capital (production of creative and financial goods and services), does not reveal an overcoming of crises of capital, but a structural process of simulated crisis in the movement of urban paradigms. The crisis of the work is presented in a revealing way in this process, before the bankruptcy of the State as a condition of reproduction. As it widens and becomes more complex, even the nation-state can not afford the costs (with the rationalization of labor and production processes) demanded by a reproduction without work (KURZ, 2005).
 
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Data de Publicação
2019-09-18
 
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