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Disertación de Maestría
DOI
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-03072020-221741
Documento
Autor
Nombre completo
Anselmo Barrêto de Souza Bastos
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2019
Director
Tribunal
Alfredo, Anselmo (Presidente)
Baitz, Ricardo
Damiani, Amelia Luisa
Pinho, Rinaldo Gomes
Título en portugués
Urbanização e modernização crítica: Heliópolis e a juridificação da crise do trabalho na expansão do consumo
Palabras clave en portugués
Consumo
Crise do trabalho
Sujeito de direito
Urbanização crítica
Resumen en portugués
A presente pesquisa tem como principal objetivo compreender o processo de urbanização da favela de Heliópolis, localizada na zona sudeste do município de São Paulo, sobretudo em seu contexto contemporâneo, no qual se generalizam formas diversas de pequenos comércios e prestadores (autônomos) de serviços concomitantemente à ampliação da presença de bancos e outros agentes do mercado financeiro, entrelaçamento que aparece como desenvolvimento urbano da favela ou como "integração" à cidade, da mesma forma pela qual o consumo aparece como instância apartada da produção, representações que, em essência, explicitam as determinações críticas do capital no movimento deste para com o processo de urbanização. Nesse caminhar, o pressuposto lógico assumido é o da contradição intrínseca à relação capital-trabalho, no sentido de uma sociabilidade que carrega consigo a sua afirmação tautológica (trabalho que gera mais trabalho) e sua negação, argumento mobilizado por Karl Marx n' O Capital. Portanto, a negatividade categorial do trabalho apresenta-se como fundamento determinante na análise desse "urbano economizado", nos termos de um processo de "urbanização crítica" (DAMIANI, 2004; 2009). Oferecemos o pressuposto de que o trabalho constitui uma categoria própria da formação capitalista, enquanto abstração social que se efetiva como média social de tempo de trabalho, como valor. Em outros termos, partilhamos da compreensão de que o capital é a contradição em processo, posto que põe na relação identitária, porém negativa, entre trabalho e crise do trabalho a sua centralidade. Tensionamos criticamente os desdobramentos dessa reprodução crítica do capital com o que se interpretou como lócus de reprodução da classe trabalhadora no contexto de uma realidade urbano-industrial - em nosso caso empírico, Heliópolis - a qual, no momento atual de crise de reprodução do capital na sua forma fictícia, como outras periferias da cidade, expõe formas precárias de sobrevivência simultaneamente à expansão das relações de consumo e endividamento, possibilitados pelo fácil acesso ao crédito. A teoria marxiana do valor permite acessarmos a concepção usual do sujeito favelado enquanto portador de uma subjetividade contestatória em relação aos processos espoliatórios da metrópole, o "sujeito revolucionário", contrapondo-a à outra possibilidade interpretativa, qual seja, a noção de "sujeito de direito". Momento em que teorizações sobre as periferias urbanas enquanto produção de novas centralidades, ou mesmo por meio da hipótese da realização de novas lógicas de subordinação entre o que se entende por circuitos superior e inferior da economia urbana, permitem questionamentos.
Título en inglés
Urbanization and critical modernization. Heliópolis and the juridification of labor crisis in the expansion of consumption
Palabras clave en inglés
Consumption
Critical urbanization
Labor crisis
Legal subject
Resumen en inglés
The present research has as main objective to understand the urbanization process of the Heliópolis slum, located in the southeastern area of the city of São Paulo, especially in its contemporary context, in which different forms of small trades and self-employed concomitantly the expansion of the presence of banks and other agents of the financial market, an interweaving that appears as urban development of the favela (slum) or as its "integration" to the city, in the same way that consumption appears as a separate instance of production, representations that, in essence, make explicit the critical determinations of capital in the movement of this to the process of urbanization. In this walk, the logical presupposition assumed is that of the intrinsic contradiction to the capital-labor relation, in the sense of a sociability that carries with it its tautological affirmation (labor that generates more labor) and its negation. Therefore, the categorial negativity of the labor presents itself as a determining foundation in the analysis of this "urbanized economy", in terms of a process of "critical urbanization". We offer the assumption that labor constitutes a proper category of capitalist formation, as a social abstraction that becomes effective as a socially necessary labor time, as value. In other words, we share the understanding that capital is the contradiction in process, since it puts its centrality in the identity, however negative, relationship between labor and labor crisis. We critically consider the consequences of this critical reproduction of capital with what was interpreted as the locus of reproduction of the working class in the context of an urban-industrial reality - in our empirical case, Heliopolis - which, at the present moment of crisis of reproduction of capital in its fictitious form, like other peripheries of the city, exposes precarious forms of survival simultaneously to the expansion of the relations of consumption and indebtedness, made possible by easy access to credit. The Marxian theory of value allows us to access the usual conception of the slum dwellers (subject) as a carrier of a contestatory subjectivity in relation to the metropolis spoliatory processes, the "revolutionary subject," opposing it to the other interpretative possibility, which is, the notion of "legal subject". The moment in which theories about the urban peripheries as the production of new centralities, or even through the hypothesis of the realization of new logics of subordination between what is understood by upper and lower circuits of the urban economy, allow questions.
 
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Fecha de Publicación
2020-07-03
 
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