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Master's Dissertation
DOI
https://doi.org/10.11606/D.8.2019.tde-09122019-174640
Document
Author
Full name
Cecilia Alarsa
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2019
Supervisor
Committee
Colangelo, Antonio Carlos (President)
Furlan, Sueli Angelo
Pereira, Ricardo Galeno Fraga de Araújo
Sinisgalli, Paulo Antonio de Almeida
Title in Portuguese
Aspectos do meio físico no cenário dos serviços ecossistêmicos
Keywords in Portuguese
Dinâmica superficial
Ecossistemas
Funções ecossistêmicas
Meio físico
Unidades de paisagem
Abstract in Portuguese
O modo de vida estabelecido no planeta depende dos recursos naturais e dos benefícios por eles ofertados. As transformações humanas nos sistemas naturais se intensificaram no século XX e inúmeras estratégias de proteção foram desenvolvidas e propostas no campo científico e institucional. Os serviços ecossistêmicos surgiram neste movimento e visam à identificação da capacidade de suporte dos estoques do capital natural em relação às necessidades e benefícios associados ao ser humano e respectiva capacidade de recuperação do sistema, esta apontada como uma cascata de processos interligados. Desde a década de 80 vem sendo discutidos os conceitos dos serviços ecossistêmicos, considerando-se sua natureza e respectiva monetarização nas áreas da economia ambiental e ecológica. Em linhas gerais são considerados Serviços Ecossistêmicos o que os ecossistemas produzem para o bem estar humano e para a manutenção da qualidade de vida, sendo que o serviço não existe sem a necessidade do bem estar, o que não significa necessariamente ter a preservação da natureza. Um marco sobre o assunto foi o documento da Avaliação Ecossistêmica do Milênio (2005), referindo-se à avaliação do estado de degradação, tendências e prioridades de proteção dos ecossistemas. Por meio de uma revisão bibliográfica sobre os Serviços Ecossistêmicos, o objetivo desta dissertação foi a avaliação de como os aspectos do meio físico, no âmbito da geografia física, são abordados na área do conhecimento dos serviços ecossistêmicos (SE), destacando-se o cenário sobre o assunto principalmente no Brasil. Duas fragilidades acompanham o saber sobre este tema: (i) a diferenciação de conceitos e metodologias, onde as aplicações variam de acordo com o objetivo de cada estudo e/ou pesquisa e (ii) as lacunas entre as interações das funções ecossistêmicas incluindo aspectos do meio físico dentro do cenário dos Serviços Ecossistêmicos. Foi observado que as variáveis e métodos aplicados utilizam os aspectos do meio físico se assim forem apontados nas demandas pelos serviços ecossistêmicos. Considerando que os ecossistemas são a interação entre os fatores bióticos e abióticos, e que as funções ecossistêmicas integram aspectos dos meios físico, biótico, socioeconômico e cultural, observa-se a importância de considerar os aspectos do meio físico em relação aos processos de dinâmica superficial no cenário dos Serviços Ecossistêmicos, perante os vetores de mudanças, nas diferentes escalas espaciais e temporais, visando à manutenção da qualidade ambiental e de vida em médio e longo prazos. Nesse contexto, compreendeu-se que a definição de unidades de paisagem poderia colaborar na avaliação dos serviços ecossistêmicos de forma integrada. Definindo-se neste caso unidade de paisagem como base territorial fisiográfica com seus atributos ambientais e culturais associados (ABREU, 2017). A base fisiográfica como um sistema com delimitação física, constituído pelos aspectos do meio físico e as respectivas susceptibilidades aos processos de dinâmica superficial, características internas e externas interligadas e interdependentes entre si, incluindo os fluxos em lateralidade, horizontalidade e verticalidade, poderia evidenciar a organização dos atributos no espaço em um conjunto que denote seu funcionamento na situação atual e nas tendências de futuro, e dessa forma constituir uma base física estruturada para os Serviços Ecossistêmicos.
Title in English
Physical aspects in the ecosystem services scenario
Keywords in English
Ecosystem functions
Ecosystems
Landscape units
Physical environment
Superficial dynamics
Surface dynamics
Abstract in English
The way of life established on the planet depends on the natural resources and the benefits they offer. Human transformations in natural systems intensified in the twentieth century and numerous protection strategies were developed and proposed in the scientific and institutional field. Ecosystem services emerged in this movement and aim to identify the carrying capacity of natural capital stocks in relation to the needs and benefits associated with human beings and their resilience of the system, which is pointed as a cascade of interconnected processes. Since the 1980s, the concepts of ecosystem services have been discussed, considering their nature and their monetization in the areas of environmental and ecological economics. In general terms are considered Ecosystem Services what ecosystems produce for human well-­being and the maintenance of quality of life, and the service does not exist without the need for well-­ being, which does not necessarily mean preserving nature. A milestone on the subject was the Millennium Ecosystem Assessment (2005) document, which referred to the assessment of the state of degradation, trends and priorities of ecosystem protection. Through a bibliographical review about Ecosystem Services, the objective of this dissertation was to search how the aspects of the physical environment are approached in this area of knowledge. Two weaknesses accompany the knowledge on this topic: (i) the differentiation of concepts and methodologies, where applications vary according to the purpose of each study and / or research and (ii) the gaps between interactions of ecosystem functions including aspects of environment within the Ecosystem Services scenario. It was observed that the variables and methods applied use the aspects of the physical environment if so pointed in the demands for ecosystem services. Considering that ecosystems are the interaction between biotic and abiotic factors, and that ecosystem functions integrate aspects of the physical, biotic, socioeconomic and cultural environments, it is important to consider the aspects of the physical environment in relation to processes of surface dynamics. in the Ecosystem Services scenario, facing the vectors of change, in different spatial and temporal scales, aiming at the maintenance of environmental quality and life in the medium and long term. In this context, it was understood that the definition of landscape units could collaborate in the evaluation of ecosystem services in an integrated way. Defining in this case that the landscape unit would be constituted of a physiographic territorial base and its associated environmental and cultural attributes. The physiographic basis as a system with physical delimitation constituted by the aspects of the physical environment and their susceptibilities to the processes of surface dynamics, interconnected and interdependent internal and external characteristics, including the laterality, horizontality and verticality flows, could evidence the organization of attributes in space in a set that denotes its functioning in the current situation and future trends.
 
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Publishing Date
2019-12-20
 
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