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Dissertação de Mestrado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Talita da Silveira Campos Teixeira
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Moreno, Claudia Roberta de Castro (Presidente)
Franca Junior, Ivan
Menezes, Paulo Rossi
Rotenberg, Lúcia
Título em português
Produtivismo acadêmico e saúde dos docentes na Pós-Graduação
Palavras-chave em português
Capitalismo
Condições de Trabalho
Docentes
Mercantilização
Saúde do Trabalhador
Resumo em português
Introdução: Em um mundo globalizado, regido pela lógica capitalista da produtividade, novos cenários se emolduram no mundo do trabalho. Essas mudanças se refletem no trabalho docente e culminam na intensificação no trabalho, em um ambiente laboral competitivo, com forte pressão pelo desempenho quantitativo e pelo cumprimento de metas, podendo levar ao adoecimento físico e mental desses trabalhadores. Objetivos: Avaliar a relação entre a percepção sobre a pressão para publicação com a satisfação no trabalho e desequilíbrio entre esforço e recompensa (estresse no trabalho). Metodologia: A população de estudo foi constituída por 64 docentes vinculados a Programas de Pós-graduação de três unidades da Universidade de São Paulo, sendo: Faculdade de Saúde Pública, Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências atmosféricas e Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Os instrumentos de coleta de dados utilizados foram: questionário sociodemográfico, laboral e de saúde; escala de satisfação no trabalho do Occupational Stress Indicator - OSI; Escala Effort-Reward Imbalance - ERI (Desequilíbrio Esforço-Recompensa). Resultados: A maioria dos professores era mulher, sendo a mediana de idade de 58 anos, morava em São Paulo e tinha um filho morando na residência. Os docentes estavam distribuídos em 14 programas de pós-graduação, sendo 75% estavam credenciados no Programa de Saúde Pública. A mediana do tempo de trabalho na USP foi de 15,4 anos e 98% trabalhavam em regime de dedicação exclusiva. Mais de 78% relatou realizar parte do trabalho acadêmico em casa e 82% relatou trabalhar nos fins de semana. Aproximadamente 50% dos docentes relataram realizar atividades fora de suas atribuições de função, apresentando como justificativa o número de funcionários insuficientes. Mais da metade dos professores já haviam trabalhado anteriormente em instituições de ensino superior, a maioria deles em instituições particulares. Em relação à escala de percepção da percepção da pressão por publicação (de 0 a 10), mais da metade atribuiu nota 9 a 10. O modelo Desequilíbrio Esforço-Recompensa mostrou que 85% dos docentes estavam em desequilíbrio, condição que sugere estresse laboral. Não houve associação estatisticamente significante entre a satisfação no trabalho e a percepção da pressão por publicação. Maiores proporções da percepção de elevada pressão para publicação foram encontradas entre professores que já haviam trabalhado em outra instituição de ensino superior, que realizavam parte do trabalho em casa e que estavam em desequilíbrio entre esforço-recompensa. A partir do Modelo Linear Generalizado houve associação estatisticamente significante entre a percepção da pressão por publicação com as médias do esforço, do comprometimento excessivo e do coeficiente esforço-recompensa, ajustados pelo tempo de trabalho na USP, função de gestão acadêmica e bolsa produtividade. Conclusão: Na população estudada a percepção da pressão por publicação foi associada a níveis mais altos de esforço no trabalho bem como de comprometimento excessivo e maior desequilíbrio entre esforço empregado e recompensa recebida no trabalho. Além disso, ter trabalhado anteriormente em instituição de ensino superior e realizar parte do trabalho acadêmico em casa também foram associados a maiores níveis de percepção da pressão por publicação. Sugere-se que esses achados se estabeleçam tanto em razão de como o docente recebe as pressões, responsabilidade e exigências das demandas na universidade quanto por suas características pessoais no enfrentamento das demandas de estresse no trabalho.
Título em inglês
Academic productivity and teachers' health in Post-Graduation
Palavras-chave em inglês
Capitalism
Commodification
Faculty
Occupational Health
Working Conditions
Resumo em inglês
Background: In a globalized world governed by the capitalist logic of productivity, new scenarios emerge in the work world. These changes are reflected in the professor activities lead to an intense and competitive work environment, with strong pressure for quantitative performance and the achievement of goals, can result in physical and mental illnesses for the workers. Aims: To evaluate the relation between the perception of pressure for publication with job satisfaction and imbalance between effort and reward (stress at work). Methodology: The study population consisted of 64 professors linked to Postgraduate Programs of three units of University of São Paulo, as follows: School of Public Health, Institute of Astronomy, Geophysics and Atmospheric Sciences and Faculty of Philosophy, Letters and Human Sciences. The instruments of data collection used were: socio-demographic, labor and health questionnaire; job satisfaction scale of the Occupational Stress Indicator - OSI; Effort-Reward Imbalance Scale - ERI. Results: Most of the professors were women, with a median age of 58 years, lived in São Paulo and had 1 child living in the residence. The professors were distributed in 14 postgraduate programs, of which 75% were accredited in the Public Health Program. The median working time at USP was 15.4 years and 98% were full time dedication. Over 78% reported performing part of the academic work at home and 82% reported working on weekends. Approximately 50% of the professors reported carrying out activities outside their function assignments, presenting as justification the number of insufficient employees. More than half of the professors had previously worked in higher education institutions, most of them in private institutions. Regarding the scale of perception for publishing pressure (0-10), more than half have scored 9 to 10. The imbalance effort-reward model showed that 85% of professors were in a imbalance, a condition that suggests work stress. The satisfaction scale in OSI's work showed that 34% of professors were satisfied, 33% dissatisfied and 33% in intermediate satisfaction. Greater proportions the perception of high pressure for publication were found among professors who had worked at another institution of higher education that perform part of the work at home and were in imbalance between effort-reward. From the Generalized Linear Model, there was a statistically significant association between the perception of pressure for publication with the means of effort, over commitment and the effort-reward coefficient, adjusted by the working time at the USP, academic management and research grant. Conclusion: In the studied population, perception of pressure for publication was associated with higher levels of work effort as well as over commitment and greater imbalance between employee effort and reward received at work. In addition, having previously worked in a higher education institution and performing some of the academic work at home were also associated with higher levels of perceived pressure for publication. It is suggested that these findings are established both because the professor receives the pressures, responsibilities and demands in the university as for their personal characteristics in coping with the demands of stress at work.
 
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TeixeiraTSC_MTR_R.pdf (2.03 Mbytes)
Data de Publicação
2019-10-23
 
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