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Tesis Doctoral
DOI
https://doi.org/10.11606/T.6.2020.tde-15012021-165728
Documento
Autor
Nombre completo
Valeria Monteiro Mendes
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2020
Director
Tribunal
Feuerwerker, Laura Camargo Macruz (Presidente)
Carvalho, Yara Maria de
Henz, Alexandre de Oliveira
Merhy, Emerson Elias
Título en portugués
Entre pontes, travessias e encruzilhadas: corpos em tensão, inventando resistências e existências rizomáticas
Palabras clave en portugués
Cartografia
Cultura e Literatura Periférica
Encontros
Micropolítica
Negritude
Produção de Vida
Resumen en portugués
Tecer uma cartografia é produzir mundos com as existências que encontramos no caminho. Nesta navegação, vamos experimentando um conjunto de travessias que abrem possibilidades para nos ocuparmos de uma multidão de existências e de nós mesmos como pesquisadores-viventes. Foi esta experiência que vivenciei no Jardim São Luiz, Jardim Ângela, Capão Redondo, zona sul de São Paulo, partindo da questão: "o que vem de fora e a saúde não enxerga?". Os ventos do fora me chamavam. Nesta navegação, compartilhada intensivamente com várias vidas, incluindo os integrantes do grupo Micropolítica e Saúde, aportei inicialmente em um quilombo cultural do Jardim São Luiz: o Sarau da Cooperifa. De lá, guiada pelas mãos de uma Griot, pisei em outro quilombo: a Casa Popular de Cultura de M'Boi Mirim. De encontro em encontro, cheguei em diferentes Corpes-Casa que me permitiram conhecer o que compõe e atravessa suas existências e seus modos de viver: literatura e cultura periférica; saraus nas escolas e para além dela; saberes-fazeres da cultura popular; teatro negro feminino; feminismo negro; trabalho de permanência; racismo; mulheres negras e gordas na dança e no teatro; modos de vida compartilhados; produção de um existir em transito; LGBTQUIA+fobia; encarceramento em massa da população negra; saúde das mulheres negras... E do encontro com um rizoma de produções ético-político-estético-poético-artístico habitado por esta constelação de existências, minha questão se amplificou e se evidenciou como tais experiências podem interrogar as práticas de saúde e a políticas públicas, bem como ensinar sobre estratégias de cuidado coletivo. Assim, no caminhar-navegar por entre pontes, travessias e encruzilhadas com estes Corpes-Casa-Multidão, que seguem em tensão inventando existências e resistências rizomáticas, aconteceu esta navegação cartográfica.
Título en inglés
Through bridges, crossings and crossroads: bodies in tension, inventing existences and resistances rhizomatics
Palabras clave en inglés
Black Identity
Cartographic Method
Encounters
Micropolitics
Peripheric Culture and Literature
Production of Life
Resumen en inglés
Working with the cartographic method is to make worlds peopled with the existences we find along the way. In this travel, we experience a series of transitions that create possibilities for us to deal with a multitude of existences and with ourselves as living-researchers. It was such experience I've been through in Jardim São Luiz, Jardim Ângela, Capão Redondo, south zone of the municipality of São Paulo, having started from the question: "what happens outside and healthcare cannot see?". The winds outside were calling me. In this travel, which was intensively shared with several beings, including members of the Micropolitics and Healthcare group, I first landed in a cultural quilombo in Jardim São Luiz: the Soiree of Cooperifa. From there, guided by a Griot's hands, I stepped on another quilombo: the People's Cultural House of M'Boi Mirim. From meeting to meeting, I arrived at different Bodies-Houses that allowed me to know what makes and permeates their existences and their ways of life: peripheric literature and culture; soirees in schools and outside them; popular culture know-how; black women's theater; black feminism; permanence work; racism; black and obese women in dance and theater; shared ways of life; the making of an existence in transit; homophobia; mass incarceration of the black population; healthcare of black women ... And with this encounter with a rhizome of ethical, political, aesthetic, poetic and artistic productions inhabited by this constellation of existences, my original question expanded and became evident how many experiences can interrogate health practices and public policies, as well as using collective care. Thus, in walking and navigating through bridges, crossings and crossroads with these Bodies-Houses-crowd, which remain in tension, inventing rhizomatic existences and resistances, this cartographic navigation took place.
 
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MendesVM_DR_R.pdf (19.92 Mbytes)
Fecha de Publicación
2021-01-15
 
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