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Tesis Doctoral
DOI
https://doi.org/10.11606/T.59.2019.tde-01062020-191050
Documento
Autor
Nombre completo
Gabriela Silveira de Paula Ravagnani
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
Ribeirão Preto, 2019
Director
Tribunal
Lorenzi, Carla Guanaes (Presidente)
Costa, Liana Fortunato
Crepaldi, Maria Aparecida
Souza, Laura Vilela e
Título en portugués
A integração de teorias e técnicas na prática clínica em terapia familiar
Palabras clave en portugués
Construcionismo social
Prática clínica
Terapia de casal
Terapia familiar
Resumen en portugués
A utilização concomitante de diferentes modelos teóricos e técnicos faz parte do cotidiano na prática clínica em terapia familiar (TF), e a expansão e sofisticação destas práticas levantam questões sobre os critérios utilizados para o uso, pelos profissionais, das diferentes teorias e técnicas. O objetivo deste estudo qualitativo é compreender como terapeutas familiares integram teorias e técnicas em seu cotidiano de atendimentos clínicos. Especificamente, buscamos descrever os recursos utilizados por terapeutas em atendimentos e dar visibilidade às suas justificativas teóricas, articulando-as com a literatura. O delineamento teórico-metodológico é baseado na pesquisa-ação colaborativa, e tem como referência os pressupostos do construcionismo social. Participaram deste estudo duas terapeutas familiares e seus clientes atendidos em terapia de família ou casal, cujas sessões foram audiogravadas e transcritas. O contexto de realização da pesquisa foi o consultório das participantes. As principais informações do corpus foram provenientes de duas fontes: atendimentos clínicos e interlocução pós-atendimento realizada com cada participante. A construção e análise dos dados basearam-se na alternância entre ciclos de ação e reflexão. A pesquisadora e cada terapeuta-participante trabalharam em co-terapia atendendo uma família ou casal, registrando sistematicamente informações de 10 sessões. Após o término do atendimento, as terapeutas-participantes tiveram acesso à análise das sessões e fizemos uma interlocução, norteada pelo interesse na construção de justificativas para suas ações. Cada interlocução foi transcrita e analisada. O processo analítico gerou cinco categorias: ações exploratórias, ações de construção de visões relacionais, ações de construções da comunicação em contexto e ações de orientação familiar. Exemplificamos cada ação com trechos de sessão e demos visibilidade aos recursos teóricos técnicos que as embasaram. Por fim, construímos sentidos sobre a integração, e a prática clínica das terapeutas-participantes foi descrita em termos de três dimensões: sensível ao contexto e às pessoas, engajada em produzir conhecimento com as pessoas, e autorreflexiva. Essas dimensões indicam que a integração de recursos não é uma posição que a terapeuta escolhe ocupar a priori, uma vez que não é possível afirmar, antecipadamente, quais recursos serão utilizados em um atendimento. O estudo indica que a integração na prática clínica ocorreu de maneira relacional e responsiva às especificidades das pessoas e contextos. Concluímos que a integração envolve uma abertura do/a terapeuta para o caos e a imprevisibilidade dos encontros humanos, e questionamos a viabilidade de um/a terapeuta "purista", ou seja, fiel a um único modelo, uma vez que o uso de múltiplos recursos pode ampliar as possibilidades de conexão e construção de mudança com os clientes. Apresentamos, por fim, contribuições da pesquisa para o campo profissional: fomentamos debates acerca das noções de coerência, consistência e rigor na prática clínica, oferecemos uma releitura dos resultados de modo a dialogar mais diretamente com o cotidiano da clínica, e apresentamos modelos de investigações a serem realizadas tanto em contextos acadêmicos quanto em institutos de formação.
Título en inglés
Integration of theories and techniques in the practice of family therapy
Palabras clave en inglés
Clinical practice
Couple therapy
Family therapy
Social constructionism
Resumen en inglés
The concomitant use of different theoretical and technical models is part of daily practice in family therapy (TF), and the expansion and sophistication of these practices raise questions about the professionals' criteria to use different theories and techniques. The aim of this qualitative study is to understand how family therapists integrate theories and techniques in their daily clinical practice. Specifically, we aim to describe the resources used by therapists in family therapy sessions, and reflect on their theoretical justifications, articulating them with the literature. The theoretical-methodological design is based on collaborative action research, and the social constructionisms premises for research. The participants were two family therapists and their clients attended in family therapy, whose sessions were audio-recorded and transcribed. The sessions were carried out at the therapists offices. Most part of the corpus information came from two sources: family therapy sessions and conversations carried out with each therapist after ten sessions. The data construction and analysis were based on alternations between cycles of action and reflection. The researcher and each therapist worked in co-therapy in a family therapy process, and information from 10 sessions was systematically recorded. After the end of each therapeutic process, the therapists had access to the sessions analysis and we had a conversation guided by the interest in constructing justifications for their actions. Each conversation was transcribed and analyzed. The analysis process generated five categories: exploratory actions, actions for the construction of relational visions, actions for the construction of contextual communication, and actions for family orientation. The categories were exemplified with session excerpts, in which we emphasized the technical and theoretical resources behind them. Finally, we propose reflections about integration, and the therapists clinical practice were described in terms of three dimensions: sensitive to clients and context, producing knowledge with people, and self-reflexive. These dimensions indicate that integration is not a position that the therapist chooses a priori, since it is not possible to predict which resources will be used in a session. The study indicates that integration occurred relationally and responsively to specificities of people and contexts. We conclude that integration involves a therapist's openness to chaos and the unpredictability of human encounters, and we question the viability of a "purist" therapist, that is, practices based on a single model, since the use of multiple features enhance the possibilities to create generative dialogues. Finally, we present research contributions to the professional field: we instigate debates about the notions of coherence, consistency and rigor in clinical practice, offer a description of the results that dialogue more directly with clinical daily practice, and present investigation models for both academic researches and training institutes.
 
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Fecha de Publicación
2020-07-14
 
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