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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.58.2012.tde-23052012-164753
Documento
Autor
Nome completo
Soraya Cheier Dib Gonçalves
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
Ribeirão Preto, 2012
Orientador
Banca examinadora
Gerlach, Raquel Fernanda (Presidente)
Capitani, Eduardo Mello de
Feliciano, Elimar Adriana de Oliveira
Queiroz, Alexandra Mussolino de
Veiga, Márcia Andreia Mesquita Silva da
Título em português
Incorporação de chumbo pós-eruptiva em esmalte de dentes decíduos e correlação com saliva e plasma - Estudo longitudinal
Palavras-chave em português
contaminação por chumbo
dentes decíduos
esmalte dental
plasma sanguíneo
saliva humana
Resumo em português
A exposição ambiental ao chumbo é uma das questões mais sérias de contaminação de populações do ponto de vista de saúde pública. Mesmo em pequenas quantidades, o chumbo causa mudanças bioquímicas e neurológicas, convulsões e hiperatividade. No Brasil, não existe programa nacional para detecção de crianças contaminadas por este metal, as quais são mais sensíveis aos efeitos deletérios resultantes da exposição crônica a baixas concentrações de chumbo. A maioria dos trabalhos que comprovaram a associação entre exposição ambiental a chumbo no passado e problemas no desenvolvimento neurológico utilizou dentina de dentes decíduos como tecido marcador de exposição. Trabalhos do nosso grupo indicam que o esmalte superficial de dentes decíduos seria um bom marcador cumulativo da exposição passada ao chumbo, sendo que esse tecido apresenta consideráveis vantagens do ponto de vista de acesso e desenvolvimento de testes para monitoramento ambiental. Uma questão importante é verificar se as concentrações de chumbo encontradas no esmalte superficial decíduo variam ao longo do tempo em crianças de baixa exposição. Outra questão importante é verificar se há correlações entre as concentrações de chumbo no esmalte superficial e aquelas dos principais fluidos corporais a partir dos quais o chumbo seria acumulado no esmalte, que são sangue total, plasma e saliva. Assim, o objetivo deste trabalho foi verificar in vivo, por meio de testes em esmalte em dentes decíduos, se o chumbo acumulado nos primeiros micrometros do esmalte aumenta ao longo de três anos e se as concentrações de chumbo encontradas no esmalte apresentam correlação com aquelas encontradas no sangue total, plasma e saliva. A amostra inicial foi constituída por 50 crianças com idade de 2 a 3 anos procedentes de Ribeirão Preto que estavam recebendo atendimento odontológico na Clínica Infantil da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto USP e alunos da Creche Carochinha (USPRibeirão Preto). Obtiveram-se as seguintes amostras: primeira etapa (2009): 01 amostra de sangue total e 01 amostra de esmalte de um incisivo central superior; segunda etapa (2010): 01 amostra de sangue total, 01 amostra de plasma sanguíneo, 01 amostra de saliva e 01 amostra de esmalte do dente contralateral. terceira etapa (2011): 01 amostra de sangue total, 01 amostra de plasma sanguíneo, 01 amostra de saliva e 02 amostras de amostra de esmalte dos incisivos laterais. O fósforo foi determinado colorimetricamente, para calcular a profundidade dos testes de esmalte. As concentrações de chumbo no plasma, saliva e esmalte dental foram determinadas por espectrometria de massas com plasma indutivamente acoplado (ICPMS) e no sangue total, por espectrometria de absorção atômica com forno de grafite. Muitas crianças ou seus responsáveis não permitiram a coleta de sangue em algum dos períodos, e assim ao longo dos 3 anos tivemos participação efetiva de 20 crianças. Em 2009, a concentração de chumbo no sangue total variou de 0,2 μg/dL a 7,48 μg/dL e teve como a mediana 0,26 μg/dL. Apenas uma criança apresentou nível de chumbo no sangue 5 μg/dL. Em 2010, a concentração de chumbo no sangue total variou de 0.2 μg/dL a 3,8 μg/dL e teve como a mediana 0,32 μg/dL. Em 2011, a concentração de chumbo no sangue variou de 1,15 μg/dL a 3,55 μg/dL e teve como mediana 0,95 μg/dL. Os dados de chumbo no sangue não apresentam diferenças estatisticamente significantes entre os grupos ao longo dos anos (p>0.05). Em 2010, valores de chumbo no plasma variaram de 0,29 3,20 μg/L e a mediana foi 0,49. Em 2011, variaram de 0,38 1,60 μg/L com mediana 0,52 μg/L. A concentração de chumbo na saliva em 2010 variou de 0,02 3,00 μg/L, com mediana de 0,34 μg/L. Em 2011, esses valores variaram de 0,02 4,27 μg/L e a mediana foi de 0,19 μg/L. Para as concentrações de chumbo no plasma e na saliva, não houve diferenças estatisticamente significantes entre os grupos (Saliva 2010 x Saliva 2011; Plasma 2010 x Plasma 2011) (teste de Mann Whitney; p>0.05). No caso dos dados obtidos no esmalte dentário, os valores de chumbo foram recalculados para uma mesma profundidade, que foi de 3,4 μm. Nenhum dos grupos (Esmalte 2009, Esmalte 2010 e Esmalte 2011) teve distribuição normal, e não houve diferença entre nas concentrações de chumbo encontradas ao longo dos anos, com medianas de 36, 35 e 38 μg/g em 2009, 2010 e 2011, respectivamente (p=0,71, teste de Kruskal-Wallis). A análise de correlação foi feita após a transformação logarítmica (log10) de todos os valores. Mesmo após esta transformação, dois grupos ainda não apresentaram distribuição normal, o grupo Plasma 2011 e Esmalte 2010. As associações que envolviam estes grupos foram testadas utilizando-se a correlação de Spearman, enquanto todas as demais associações foram testadas utilizando-se o teste de correlação de Pearson. As correlações significativas positivas encontradas foram: entre Sangue Total 2009 e Sangue Total 2010 (rP = 0,64; p = 0,002) ; Sangue Total 2010 e Sangue Total 2011 (rP = 0,66; p = 0,002); Esmalte 2011 e Sangue Total 2009 (rP= 0,44; p=0,05) e entre Esmalte 2009 e Esmalte 2010 (rS = 0,45 e p=0,03). Houve uma associação inversa entre a Saliva 2010 e Esmalte 2011 (rP = - 0,55; p=0,013). Conclusão: Os valores de chumbo obtidos em todas as amostras ao longo de 3 anos caracterizam baixa exposição a chumbo no grupo estudado. As concentrações de chumbo no sangue, saliva, plasma e esmalte não variaram ao longo do tempo. Das 28 associações testadas, foram estatisticamente significantes e positivas aquelas entre o Sangue Total 2009 e o Esmalte 2011 e entre o Esmalte 2009 e Esmalte 2010. A associação entre Saliva 2010 e Esmalte 2011 foi inversa. Os resultados sugerem que o esmalte tenha associação com a exposição de chumbo passada, neste estudo caracterizado pelos valores de chumbo no sangue total. Os resultados sugerem que o esmalte possa ser um biomarcador fidedigno para avaliar o grau de exposição a chumbo em populações com baixa exposição a este metal, uma vez que o esmalte superficial de dentes decíduos não incorporou chumbo em quantidades significativas entre 2 e 5 anos de idade em crianças com baixa exposição e baixa atividade de cárie.
Título em inglês
Post eruptive lead incorporation into the enamel of primary teeth and its correlation with saliva and plasma - a longitudinal study
Palavras-chave em inglês
blood plasma
deciduous teeth
enamel
human saliva
lead poisoning
Resumo em inglês
Environmental exposure to lead is one of the most serious contamination problems that affect public health. Even in small amounts, lead can cause neurological and biochemical changes, such as mental problems and hyperactivity. In Brazil, there is no program for the detection of children contaminated by this metal. Children are more sensitive to the deleterious effects of chronic lead exposure. Studies that proved association between environmental exposure to lead and neurological developmental problems used dentine of primary teeth as a marker of lead exposure. Studies by our group suggest that superficial enamel of deciduous teeth would be a good cumulative marker of past exposure to lead, and this tissue has considerable advantages regarding access and the perspective of development of tests for environmental monitoring of children. An important question is whether the concentrations of lead found in deciduous enamel surface vary over time in children with low exposure and if there are correlations between the concentrations of lead in the enamel surface and those of the main body fluids from which the lead was accumulated in the enamel, which are whole blood, plasma and saliva. The aims of this study was to investigate in vivo, by testing lead concentration in deciduous enamel of primary teeth, if the lead accumulated in the first micrometers of enamel increases along three years and if the concentrations of lead found in enamel surface were correlated with those found in whole blood, plasma and saliva. The initial sample consisted of 50 children aged 2 to 3 years from Ribeirão Preto, who were receiving dental care at Children's Clinic of the Faculty of Dentistry of Ribeirão Preto - USP and students of Nursery Carochinha (USP-Ribeirão Preto). The following samples were obtained: first stage (2009): 01 sample of whole blood and 01 sample of enamel of a central upper incisor, second stage (2010): 01 sample of whole blood, 01 sample of blood plasma, 01 sample of saliva and 01 sample of enamel from the contralateral tooth; third stage (2011): 01 sample of whole blood, 01 sample of blood plasma, 01 sample of saliva and 02 enamel samples of lateral upper incisors. Phosphorus was determined by a colorimetric method, in order to calculate the depth of enamel tests. Lead concentrations in plasma, saliva and enamel were determined by inductively coupled plasma mass spectrometry (ICPMS) and whole blood by atomic absorption spectrometer with graphite furnace. Many children or their guardians did not allow the collection of blood in any of the periods, and thus, over the three years, we had the enrollment of only 20 children. In 2009, the concentration of lead in whole blood varied from 0.2 μg / dL to 7.48 μg /dL and the median was 0.26 μg/dL. Only one child had a blood lead level 5 μg/ dL. In 2010, the concentration of lead in whole blood ranged from 0.2 μg/dL to 3.8 μg/dL and the median was 0.32 μg/dL. In 2011, the concentration of lead in blood ranged from 1.15 μg/dL to 3.55 μg/dL and the median was 0.95 μg/dL. The blood lead data do not show statistically significant differences over the years (p> 0.05). In 2010, values of lead in plasma ranged from 0.29 to 3.20 μg/L and the median was 0.49 μg/L. In 2011, lead levels in plasma ranged from 0.38 to 1.60 μg/L with median 0.52 μg/L. The lead concentration in Saliva 2010 ranged from 0.02 to 3.00μ g/L, median 0.34 μg/L. In 2011, these values ranged from 0.02 to 4.27 μg/L and the median was 0.19 μg/L. For lead concentrations in plasma and saliva, there were no statistically significant differences between groups (Saliva 2010 x Saliva 2011; Plasma 2010 x Plasma 2011)(Mann-Whitney test, p> 0.05). To analyze enamel samples, the values of lead were recalculated so they would reflect the lead found in one same depth, which was 3.4 micrometers. None of the groups (enamel from 2009, enamel from 2010 and enamel from 2011) presented normal distribution. There was no statistically significant difference between these three groups (p=0.71, Kruskal-Wallis). A correlation analysis was performed after logarithmic transformation (log10) of all values. Even after this transformation, two groups still did not exhibit normal distribution, which were Plasma 2011 & Enamel 2010. The associations that involved these two groups were tested using the Spearman correlation test, while all other associations were tested using the Pearson correlation test. The significant positive correlations found were: Whole Blood 2009 and Whole Blood 2010 (rP = 0,64; p = 0,002) ; Whole Blood 2010 and Whole Blood 2011 (rP = 0,66; p = 0,002); between Enamel 2011 and Whole Blood 2009 (rP= 0.44, p = 0.05) and between Enamel 2009 and Enamel 2010 (rS= 0.45, p= 0.03). There was an inverse association between Saliva 2010 and Enamel 2011 (rP= - 0,55; p = 0,013). Conclusion: The lead values obtained in all samples over three years characterized low exposure to lead by the group studied. Lead concentrations in blood, saliva, plasma and enamel did not vary over time. Of the 28 associations tested, the ones between Whole Blood 2009 and 2011 and between Enamel 2009 and 2010 were positive and significant. The association between Saliva 2010 and Enamel 2011 was negative and significant. The results suggest that the lead found in the enamel is correlated with past exposure to lead characterized in this study by the yearly whole blood lead data. The results further suggest that the dental enamel can be a reliable marker to assess the degree of exposure to lead of populations, since the primary teeth´s enamel surface did not incorporate lead in substantial quantities between 2 and 5 years in children with low exposure to this metal and low caries activity.
 
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Data de Publicação
2012-09-25
 
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