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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.5.2020.tde-08062021-122634
Documento
Autor
Nome completo
Camila Regina Alves de Assumpção
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2020
Orientador
Banca examinadora
Matos, Luciana Diniz Nagem Janot de (Presidente)
Alencar, Maria Clara Noman de
Dourado, Luciana Oliveira Cascaes
Prado, Danilo Marcelo Leite do
Título em português
Teste cardiopulmonar em pacientes com angina refratária: análise funcional e isquêmica
Palavras-chave em português
Angina pectoris
Consumo de oxigênio
Doença da artéria coronariana
Esforço físico
Isquemia miocárdica
Teste de esforço
Resumo em português
Introdução: O teste cardiopulmonar (TCP), exame considerado padrão-ouro para avaliação da capacidade funcional, possui a vantagem de permitir a análise de variáveis como o slope de eficiência do consumo de oxigênio (OUES), mesmo quando executado de forma submáxima. Além disso, o TCP tem sido reconhecido como ferramenta útil para detecção de isquemia. A angina refratária é condição crônica crescente em nosso meio e tem como importante característica clínica a baixa capacidade de esforço e qualidade de vida dos pacientes. Conhecer a capacidade funcional de forma objetiva e a utilidade do TCP na detecção de isquemia de pacientes com angina refratária pode ser o primeiro passo para sua mais ampla utilização na prática clínica. Objetivos: Determinar a capacidade cardiorrespiratória pelo OUES em pacientes com angina refratária, analisar o comportamento da curva do pulso de O2 pelo TCP e verificar a associação no momento de sua alteração, pela frequência cardíaca (FC), com o momento das alterações isquêmicas determinadas pela ecocardiografia sob estresse físico e comparar as diferenças nas variáveis cardiorrespiratórias de acordo com a classe funcional de angina. Métodos: Este estudo trata-se de uma análise transversal realizado nos participantes do estudo denominado "Reabilitação cardíaca em pacientes com angina refratária", com pacientes em acompanhamento na Unidade de Coronariopatias Crônicas do InCor- HC-FMUSP (Classificação da Sociedade Cardiovascular Canadense de II a IV). Os pacientes foram submetidos a avaliação clínica, ao ecocardiograma de esforço em cicloergômetro de membros inferiores adaptado à maca, utilizando protocolo escalonado e ao TCP em esteira rolante utilizando o protocolo em rampa. A distribuição da amostra foi avaliada pelo teste de Kolmogorov Smirnov. A análise de variância unidirecional com medidas repetidas foi realizada para testar: 1) diferenças dentro do grupo para resposta cardiorrespiratória durante exercício graduado e 2) diferenças para parâmetros cardiorrespiratórios entre pacientes de acordo com a CCS. Quando diferenças significativas foram detectadas, post hoc de Tukey foi realizado. A correlação de Pearson foi realizada para determinar a relação entre a FC no início da resposta de mudança na curva do pulso de O2 e a FC relacionada à isquemia miocárdica detectada pelo ecocardiograma de esforço. Resultados: Foram estudados 31 pacientes de ambos os sexos, com idade média de 61,3 ± 8,4 anos. Os pacientes demonstraram baixa capacidade cardiorrespiratória (OUES de 1,74 ± 0,4 L/min; 63,9 ± 14,7% do previsto), e 77% dos pacientes apresentaram platô ou queda na resposta do pulso de O2. A análise de correlação mostrou associação positiva entre a FC no início da isquemia miocárdica detectada pelo ecocardiograma de esforço e a FC no início de alteração da curva do pulso de O2 pelo TCP (R = 0,48; P = 0,019). As variáveis cardiorrespiratórias do TCP, quando comparadas de acordo com a CCS dos pacientes não mostraram diferenças significativas entre os grupos (p > 0,05). Conclusões: Pacientes com angina refratária apresentam baixa capacidade cardiorrespiratória detectado pelo OUES. Uma relação significativa foi observada entre a resposta em platô do pulso de O2 durante o TCP e as alterações contráteis detectadas pelo ecocardiograma de esforço. Nossos resultados não demonstraram diferenças na resposta cardiorrespiratória ao comparar pacientes com angina refratária de acordo com o CCS
Título em inglês
Cardiopulmonary exercise test in patients with refractory angina: functional and ischemic evaluation
Palavras-chave em inglês
Angina pectoris
Coronary artery disease
Exercise test
Myocardial ischemia
Oxygen consumption
Physical exertion
Resumo em inglês
Introduction: The cardiopulmonary exercise test (CPET), an exam considered the gold standard for assessing functional capacity, has the advantage of allowing the analysis of variables, such as the oxygen consumption efficiency slope (OUES), even when performed submaximally. In addition, CPET has been recognized as a useful tool for detecting ischemia. Refractory angina, a chronic condition that is growing in our country and has as an important clinical characteristic the low effort capacity and quality of life of patients. Knowing the functional capacity in an objective way and the usefulness of TCP in the detection of ischemia in patients with refractory angina may be the first step towards its wider use in clinical practice. Aims: We aimed to determine the cardiorespiratory capacity by using the OUES in patients with refractory angina. In addition, to study the O2 pulse response by CPET, and the association of ischemic changes with contractile modifications by exercise stress echocardiography and to compare the differences in cardiorespiratory variables according to the functional class of angina. Methods: This study is a cross-sectional analysis carried out on the participants of the study called "Cardiac rehabilitation in patients with refractory angina", with patients being followed up at the InCor- HC-FMUSP Chronic Coronary Diseases Unit (Canadian Cardiovascular Society Classification II to IV ). They underwent clinical evaluation, CPET on a treadmill using the ramp protocol, and subsequently, the exercise stress echocardiogram on a lower limb cycle ergometer adapted to the stretcher, using a stepped protocol. Sample distribution was assessed using the Kolmogorov Smirnov test. The unidirectional analysis of variance with repeated measures was performed to test: 1) differences within the group for cardiorespiratory response during graduated exercise and 2) differences for cardiorespiratory parameters between patients according to the CCS. When significant differences were detected, Tukey's post hoc were performed. Pearson's correlation was performed to determine the relationship between HR at the beginning of the O2 pulse flattening response and HR related to myocardial ischemia detected by exercise stress echocardiogram. Results: 31 patients of both sexes were studied, with a mean age of 61.3 ± 8.4 years. The patients demonstrated low cardiorespiratory capacity (OUES of 1.74 ± 0.4 L / min; 63.9 ± 14.7% of predicted), and 77% of the patients presented plateau or drop in the O2 pulse response. The correlation analysis showed a positive association between HR at the beginning of myocardial ischemia detected by exercise stress echocardiogram and HR at the beginning of changes in the O2 pulse curve by CPET (R = 0.48; P = 0.019). The cardiorespiratory variables of the CPET, when compared according to the patients' CCS, did not show significant differences between the groups (p > 0.05). Conclusions: Patients with refractory angina have low cardiorespiratory capacity detected by OUES. A significant relationship was observed between the flattening response of the O2 pulse during TCP and the contractile changes detected by the exercise echocardiogram. Our results showed no difference in cardiorespiratory response when comparing patients with refractory angina according to the CCS
 
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Data de Publicação
2021-06-11
 
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