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Tese de Doutorado
DOI
https://doi.org/10.11606/T.5.2021.tde-25082021-132313
Documento
Autor
Nome completo
Angela Maciel Guerreiro
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2021
Orientador
Banca examinadora
Azevedo Neto, Raymundo Soares de (Presidente)
Diniz, Carmen Simone Grilo
Millan, Marília Pereira Bueno
Tempski, Patricia Zen
Título em português
Percepção dos graduandos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo sobre suas relações interpessoais no ambiente acadêmico
Palavras-chave em português
Cultura organizacional
Educação médica
Equidade
Relações interpessoais
Saúde mental
Socialização
Violência de gênero
Resumo em português
INTRODUÇÃO: A vasta literatura que busca compreender fatores inerentes à formação médica que incidem sobre a saúde mental dos estudantes, converge em abundância para levantamentos sobre depressão e ansiedade por meio de instrumentos quantitativos consagrados. Ainda assim, fatores relacionados à percepção que os estudantes têm de suas relações interpessoais no cotidiano acadêmico são pouco explorados como fonte de dados sobre manifestações de poder, violência, apoio social e preconceito de gênero nas relações de hierarquia, entre pares e com a instituição. OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi investigar como pensam graduandos de medicina do primeiro ao sexto ano a respeito de suas relações interpessoais durante a formação médica, sob o enfoque de gênero, poder e violência. MÉTODOS: O estudo foi desenvolvido em duas etapas. Na primeira, foram sorteados e convidados trinta mulheres e trinta homens, todos graduandos de medicina do primeiro ao sexto ano da Faculdade de Medicina da USP, para participarem de grupos focais. Dez alunos do primeiro ano de 2018 participaram dos quatro encontros propostos, que foram gravados e trouxeram contribuições significativas para a captação de elementos pertinentes à vivência discente para a confecção do instrumento a ser aplicado a todos os graduandos matriculados (segunda etapa). Foi elaborado questionário composto por 70 questões em formato Likert, 5 questões abertas, 9 questões de múltipla escolha e 1 ranking, o qual foi avaliado por uma banca de pesquisadoras da área de antropologia, psicologia e medicina. O convite aos estudantes para participar da segunda etapa foi realizado por e-mail, contendo o link de acesso para o aceite do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que posteriormente possibilitava acesso ao questionário, ambos hospedados no Google Formulários. RESULTADOS: Na primeira etapa, ficaram evidenciadas percepções estereotipadas sobre gênero; hierarquização da relação médico-paciente e assimetria entre gêneros quanto à frequência de participação nas discussões dos encontros: os homens tomaram a palavra em 63% das vezes e as mulheres 37%. Na segunda etapa, que contou com a participação de 320 estudantes do primeiro ao sexto ano no ano de 2020, a percepção de mulheres e homens se mostrou diferente, sobretudo em relação às situações permeadas por gênero e violência, como por exemplo: ao contrário dos homens, as mulheres acreditam que o gênero figura como critério seletivo para ingresso em determinadas áreas médicas (p < 0,0001); situações de intimidação entre alunos dentro da faculdade foi significativamente mais indicada como tendo sido presenciada pelas mulheres do que pelos homens (p=0,0010); o índice de aprovação sobre a forma como a hierarquia é exercida na faculdade é de 1,3% para as mulheres e 5,5% para os homens (p=0,0018). Uma fração de 12% dos estudantes não têm clareza se há diferença entre os conceitos de gênero e sexualidade, e 40% não sabem se transexualidade e travestilidade têm o mesmo significado. Houve significativo consenso referente a ausência de discussões sobre gênero e sexualidade em sala de aula e também sobre a presença de abordagens pejorativas realizadas por professores sobre o tema. A violência relatada em maior frequência em todos os ciclos de graduação se manifesta em piadas ofensivas, intimidações entre alunos e exclusão social. Em alguns casos, o ciclo de graduação do internato (5º e 6º ano) teve associação com maior frequência com essas violências em comparação aos ciclos iniciais (p < 0,0001). Comportamentos autoritários apareceram como parte do cotidiano em todos os ciclos de graduação, tendo maior incidência no internato (p=0,0001). Para 42% dos participantes, a percepção sobre as interações dos professores com demais funcionários foi indicada como conflituosa. Ao todo, 42,6% dos participantes optariam por não buscar um ou mais setores de apoio ao aluno disponibilizados pela faculdade caso estivessem sob assédio infringido por pares ou professores. CONCLUSÃO: Apesar de compartilharem suas vivências no mesmo ambiente acadêmico, mulheres e homens apresentaram percepções diversas ao expressarem o que pensam, indicando que suas vivências durante a formação em termos de respeito e hierarquia, bem como suas perspectivas profissionais mediante oportunidades para os gêneros, são diferentes. Estímulos em sala de aula que parecem acentuar tais diferenças foram evidenciados, demandando um aprofundamento na temática abrangendo também a população docente para compor dados que contribuiriam para ampliar a discussão e possibilitar a exploração de ações interventivas sobre essa problemática. Se faz necessário a inserção formal de discussões sobre gênero, violência e sexualidade, a fim de preencher essa lacuna na formação médica para mitigar confusões conceituais que podem vir a comprometer a qualidade da atuação profissional do ponto de vista técnico, e que também contribuiriam como incremento de repertório socioemocional - fator protetivo da saúde mental. Há violências inseridas no cotidiano dos estudantes. Seria válido um levantamento mais robusto de dados a esse respeito, de maneira a melhorar a compreensão de elementos que estejam no entorno desse fenômeno entre os graduandos da FMUSP e possibilitar a avaliação de ações interventivas para enfraquecer tais práticas. Os dados que destacam vivências menos respeitosas entre os estudantes do internato em comparação aos demais, sugerem presença expressiva de práticas nocivas à construção de uma cultura organizacional médica profissionalizada e humanizada, em função da proximidade dos alunos desse período com o ambiente profissional
Título em inglês
Perception of undergraduate students at the School of Medicine at the University of São Paulo, Brazil, about their interpersonal relationships in the academic environment
Palavras-chave em inglês
Education medical
Equity
Gender-based violence
Interpersonal relations
Mental health, Socialization
Organizational culture
Resumo em inglês
INTRODUCTION: The vast literature that seeks to understand factors inherent to the medical training that affect the students' mental health, converges in abundance for surveys on depression and anxiety through established quantitative instruments. Even so, factors related to the students' perception of their interpersonal relationships in academic life are little explored as a source of data on manifestations of power, violence, social support, and gender bias in hierarchical relationships, between pairs and within the institution. OBJECTIVE: The aim of this study was to investigate what medical students from the first to the sixth year think about their interpersonal relationships during medical training, under the focus of gender, power, and violence. METHODS: The study was developed in two stages. In the first, thirty women and thirty men, all medical undergraduates from the first to the sixth year at USP's Medical School, were randomly selected and invited to participate in focus groups. Ten students from the first year of 2018 participated in the four proposed meetings, which were recorded and brought significant contributions to the capture of elements relevant to the students' experience and for the preparation of the instrument to be applied to all enrolled undergraduates (second stage). A questionnaire composed of 70 questions was elaborated in Likert format, 5 open questions, 9 multiple choice questions and 1 ranking, which was evaluated by a panel of researchers in the field of anthropology, psychology and medicine. The invitation for students' participation in the second stage was sent by email and it had the access link for the acceptance of the Free and Informed Consent Term, which later allowed access to the questionnaire, both hosted on Google Forms. RESULTS: In the first stage, stereotyped perceptions about gender were evident; hierarchy of the doctor-patient relationship and asymmetry between genders as to the frequency of participation in the discussions of the meetings: men took the floor 63% of the time and women 37%. In the second stage, which counted with the participation of 320 students from the first to the sixth year in 2020, the perception of women and men was different, especially in relation to situations permeated by gender and violence, such as: unlike men, women believe that gender appears as a selective criterion for entering certain medical areas (p < 0.0001); intimidation situations among students within the college was significantly more indicated as having been witnessed by women than by men (p = 0.0010); the approval rate on the way the hierarchy is exercised in college is 1.3% for women and 5.5% for men (p = 0.0018). A fraction of 12% of the students demonstrated uncertainty regarding whether there is a difference between the concepts of gender and sexuality and 40% do not know whether transsexuality and transvestite have the same meaning. There was a significant consensus regarding the absence of discussions about gender and sexuality in the classroom and also about the presence of pejorative approaches taken by teachers on the subject. The violence reported most frequently in all undergraduate cycles is manifested in offensive jokes, intimidation among students and social exclusion. In some cases, the internship undergraduate cycle (5th and 6th year) was more frequently associated with this violence compared to the initial cycles (p < 0.0001). Authoritarian behaviors appeared as part of everyday life in all undergraduate cycles, with greater frequency at boarding school (p = 0.0001). For 42% of the participants, the perception of the teachers' interactions with other employees was indicated as conflicting. In all, 42.6% of the participants would choose not to seek one or more sectors of student support provided by the college if they were under harassment violated by peers or teachers. CONCLUSION: Despite sharing their experiences in the same academic environment, women and men presented different perceptions when expressing what they think, indicating that their experiences during training in terms of respect and hierarchy, as well as their professional perspectives through opportunities for genders, are different. Incentives in the classroom that seem to accentuate such differences were evidenced, demanding a deepening of the theme, also encompassing the teaching population to compose data that would contribute to broaden the discussion and enable the exploration of interventional actions on this issue. It is necessary to formally insert discussions about gender, violence and sexuality, in order to fill this gap in medical training and to mitigate conceptual confusions that may compromise the quality of professional performance from a technical point of view, and which would also contribute to increase socio-emotional repertoire - protective factor of mental health. There is violence inserted in the students' daily lives. A more robust survey of data in this regard would be valid, in order to improve the understanding of elements that are in the vicinity of this phenomenon among FMUSP undergraduates and enable the assessment of interventional actions to weaken such practices. The data that highlights less respectful experiences among boarding students compared to the others, suggest an expressive presence of harmful practices to the construction of a professionalized and humanized medical organizational culture, due to students' professional environment proximity during this period
 
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Data de Publicação
2021-08-27
 
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