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Doctoral Thesis
DOI
https://doi.org/10.11606/T.5.2021.tde-16082021-111843
Document
Author
Full name
Maura Eduarda Lopes Brandão
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2021
Supervisor
Committee
Pereira, Luiz Alberto Amador (President)
Arbex, Marcos Abdo
Azevedo Neto, Raymundo Soares de
Chiaravalloti Neto, Francisco
Title in Portuguese
Desfechos perinatais na cidade de Santos: associação com poluição atmosférica e abordagem espacial
Keywords in Portuguese
Análise espacial
Baixo peso ao nascer
Índice de vulnerabilidade
Poluentes atmosféricos
Prematuridade
Abstract in Portuguese
Esse estudo tem o objetivo de identificar a associação entre a poluição atmosférica e desfechos perinatais - baixo peso ao nascer, prematuridade e natimortalidade - na cidade de Santos, assim como identificar áreas de risco que propiciem os desfechos verificados no período de janeiro de 2012 a dezembro de 2015. O delineamento do estudo é misto, com recorte de coorte retrospectiva (dados secundários), e recortes de estudo ecológico (dados espaciais). Foram realizadas análises de regressão logística com 10.319 nascidos vivos. Os dados dos nascidos vivos foram obtidos através do Sistema de informações sobre Nascidos Vivos (SINASC). Os registros diários de poluentes do ar (PM10, PM2.5, NO2 e O3), temperatura e umidade relativa do ar foram obtidos através da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Foi realizada análise de varredura espacial para identificar áreas de risco para prematuridade e comparadas com setores censitários de acordo com o Índice Paulista de Vulnerabilidade Social (IPVS). Também foram realizadas análises para o cálculo do Índice de Moran na identificação de correlação espacial de casos entre os bairros. As variáveis consultas pré-natais, idade da mãe e número de filhos mortos apresentaram associação positiva significante com o desfecho BPN e prematuridade. Para o desfecho BPN: Quando considerada de forma contínua, o PM2,5, PM10 e o NO2 apresentaram efeito protetor no 3º trimestre, mas sem associação no primeiro e no segundo, já o O3 não apresentou associação em nenhum dos trimestres. Para o PM2,5 não foi encontrada associação significativa para primeiro e terceiro trimestre. Apenas o segundo quartil do segundo apresentou associação positiva com significância estatística trimestre (OR = 1,41, IC95%: 1,12 - 1,76). Somente o último quartil do terceiro trimestre apresentou associação positiva com significância (OR = 1,27 IC95% 1,23 - 1,57). Considerando a exposição ao PM10, foi encontrada associação significante para o segundo e terceiro quartis no segundo e terceiro trimestres. Para prematuridade, não houve associação entre NO2 e PM2,5. O3 apresentou associação significante no primeiro trimestre, no último quartil (OR = 1,47 CI 95% 1,05; 2,07). Já a exposição ao PM10 foi associada significativamente com a prematuridade no último quartil do primeiro trimestre gestacional (OR = 1,28 CI 95% 1,00; 1,64) assim como no segundo trimestre gestacional no segundo quartil (OR = 1,37 CI 95% 1,07; 1,77). Áreas de risco para prematuridade e BPN possuíam mais setores com média e alta vulnerabilidade. Áreas com baixo risco para BPN e prematuridade possuíam setores com baixíssima vulnerabilidade. Os resultados evidenciam que a exposição materna aos poluentes (SO2, NO2, O3, PM2,5 e PM2,5) pode contribuir para a prematuridade e BPN assim como sugerem que residir em região de alta vulnerabilidade também pode contribuir para esses desfechos.
Title in English
Perinatal outcomes in the municipality of Santos: Association with air pollution and spatial approach
Keywords in English
Air Pollutants
Low weight at birth
Perinatal outcomes
Prematurity
Spatial analysis
Vulnerability index.
Abstract in English
This study aims to identify the association between air pollution and perinatal outcomes in the municipality of Santos, as well as to identify risk areas in the city for such an outcome from January 2012 to December 2015. The design is mixed, with parts of a retrospective cohort, as it works with secondary data, and ecological study, as it works with spatial data. Logistic regression analysis was performed with 10,319 live births. Live birth data were obtained through the Information System on Live Births (SINASC). Daily records of air pollutants (PM10, PM2.5, NO2 and O3), temperature and relative humidity were obtained through the São Paulo State Environmental Agency (CETESB). Spatial scan analysis was performed to identify areas of risk for prematurity and then, compared with census sectors according to the Paulista Index of Social Vulnerability (IPVS). Analysis were also performed to calculate the Moran Index to identify spatial correlation of cases between neighborhoods. The variables prenatal visits, mother's age and number of children born deceased showed a significant positive association with the outcome of LBW and prematurity. For Low birth weight: when pollutants were considered continuously, PM2.5 and PM10 and NO2 showed a protective effect in the third trimester, but with no association in the first and second, while O3 showed no association in any of the trimesters. For PM2.5, no significant association was found for the first and third trimester. Only the second quartile of the second trimester (OR = 1.41, 95% CI: 1.12 - 1.76) showed a positive association with statistical significance. Only the last quartile of the third trimester (OR = 1.27 95% CI 1.23 - 1.57) showed a positive association with significance. A significant association was found for the second and third quartiles in the second and third trimesters for PM10. For prematurity: no association was found between NO2 and PM2.5 and prematurity. O3 showed a significant association in the first trimester, in the last quartile (OR = 1.47 CI 95% 1.05; 2.07). PM10 showed a significant association in the first trimester, in the last quartile (OR = 1.28 CI 95% 1.00; 1.64) and in the second trimester, in the second quartile (OR = 1.37 CI 95% 1.07; 1, 77). Risk areas for prematurity and LBW had more census sectors with medium and high vulnerability. Areas with low risk for LBW and prematurity had census sectors with very low vulnerability. Results show evidence that maternal exposure to pollutants can contribute to prematurity and LBW, as well as suggest that having homes in a region of high vulnerability can also contribute to these outcomes
 
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Publishing Date
2021-08-16
 
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