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Master's Dissertation
DOI
https://doi.org/10.11606/D.5.2019.tde-10122019-085629
Document
Author
Full name
Fernanda Figueiredo de Oliveira
E-mail
Institute/School/College
Knowledge Area
Date of Defense
Published
São Paulo, 2019
Supervisor
Committee
Andrade, Lisandra Stein Bernardes Ciampi de (President)
Korkes, Henri Augusto
Francisco, Rossana Pulcineli Vieira
Marcolin, Alessandra Cristina
Title in Portuguese
Comunicação de más notícias em obstetrícia: impacto de treinamento institucional na percepção dos profissionais de saúde
Keywords in Portuguese
Capacitação
Comunicação em saúde
Educação médica
Obstetrícia
Treinamento simulado
Abstract in Portuguese
Introdução: O termo "má notícia" designa qualquer informação transmitida ao paciente ou a seus familiares que implique, direta ou indiretamente, de forma negativa sobre expectativas de seu futuro. A forma como a notícia é transmitida pode impactar negativamente no seguimento da paciente. A despeito disto, pouco tempo é despendido para tal função durante a formação médica, o que torna esta tarefa ainda mais árdua para o profissional responsável por esta comunicação. Na área da Obstetrícia, poucos são os trabalhos que descrevem programas de treinamentos na comunicação de más notícias, assim como seu impacto na percepção dos profissionais de saúde. Objetivo: Avaliar o impacto de treinamento institucional em comunicação de más notícias na percepção dos profissionais de saúde. Métodos: Estudo prospectivo envolvendo médicos especialistas em saúde materno-fetal do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Estes foram convidados a preencher um questionário institucional baseado no protocolo SPIKES para comunicação de más notícias antes e após o treinamento formal para a transmissão de más notícias na instituição. O treinamento foi dividido em teórico e prático. As respostas do questionário foram comparadas usando testes não paramétricos para avaliar as diferenças nas percepções dos médicos nas duas etapas. Os itens do questionário foram avaliados individualmente e em grupos seguindo as etapas de comunicação do protocolo SPIKES. As avaliações dos médicos em relação ao treinamento proposto foram analisadas usando metodologia quantitativa. Resultados: Cento e dez médicos foram convidados a participar. Noventa médicos completaram o questionário antes do treinamento proposto e quarenta médicos responderam o questionário após o treinamento completo. Após o treinamento, houve melhora significativa em saber como preparar o ambiente antes de transmitir a má notícia (P = 0,010), na percepção de sentir-se preparado e capacitado em transmitir más notícias (P < 0,001), sentir-se capaz de discutir o prognóstico (P = 0,026), sentir-se capaz de discutir o término da gravidez ou início de cuidados paliativos (P = 0,003), sentir-se capaz de discutir questões de fim de vida (P = 0,007) e sentir-se confiante para responder questões difíceis (P = 0,004). A comparação das respostas agrupadas seguindo os passos do protocolo SPIKES mostrou diferenças significativas entre as etapas para os seguintes passos: "Knowledge" (P < 0,001), "Emotions" (P = 0,004) e "Strategy and Sumarize" (P = 0,002). Conclusão: A implementação de treinamento formal em caráter institucional para a transmissão de más notícias foi capaz de modificar a percepção dos profissionais em relação a esta comunicação
Title in English
Breaking bad news in obstetrics setting: the impact of institutional training on the perception's health professionals
Keywords in English
Education medical
Health communication
Obstetrics
Simulation training
Training
Abstract in English
Background: "Bad News" refers to any information transmitted to the patient or his family that implies negative expectations about their future. The way that bad news is transmitted can negatively impact patient follow-up. Despite this, low time spent for this function during medical training, which makes this task even more arduous for the responsible for this communication. In Obstetrics settings, there are few studies describing breaking bad news training programs, as well as their impact on the perception of health professionals. Objective: To evaluate the influence of a training program on the participants' perceptions of bad news communication. Methods: Prospective study involving maternal-fetal health specialists from the Hospital das Clinicas at the University of São Paulo. Who were invited to complete an institutional questionnaire based on the SPIKES protocol for breaking bad news before and after formal training in breaking bad news was delivered in the institution. The training consisted in two parts: theoretical and practical. The questionnaire responses were compared using nonparametric tests to evaluate the differences in physicians' perceptions at the two timepoints. The questionnaire items were evaluated individually and in groups following the communication steps of the SPIKES protocol. Physicians' evaluations of the training program were analyzed using quantitative methodology. Results: A total of 110 physicians were invited to participate. Ninety physicians completed the pre-training questionnaire and forty physicians answered the posttraining questionnaire. After training, there were significant improvements in knowing how to prepare the environment before delivering bad news (P = 0.010), feeling prepared and able to transmit bad news (P < 0.001), feeling able to discuss the prognosis (P = 0.026), feeling capable of discussing ending the pregnancy or the initiation of palliative care (P = 0.003), feeling capable of discussing end-of-life issues (P = 0.007), and feeling confident about answering difficult questions (P = 0.004). The comparison of the grouped responses following the steps of the SPIKES protocol showed significant differences between groups for the following steps: "Knowledge" (P < 0.001), "Emotions" (P = 0.004) and "Strategy and Summary" (P = 0.002). Conclusion: The implementation of institutional formal training in breaking bad news changed the perception of the physicians in the communication setting
 
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Publishing Date
2019-12-10
 
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