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Tese de Doutorado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Ana Lucia da Silva Castro
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Francisco, Rossana Pulcineli Vieira (Presidente)
Carvalho, Mário Henrique Burlacchini de
Marcolin, Alessandra Cristina
Saldiva, Silvia Regina Dias Médici
Título em português
Influência da poluição no padrão de crescimento fetal: um estudo de coorte de gestantes do município de São Paulo
Palavras-chave em português
Dióxido de nitrogênio
Gestantes
Ozônio
Peso fetal
Poluição do ar
Ultrassonografia
Resumo em português
Introdução: A poluição do ar é associada a alterações no crescimento fetal, especialmente à restrição de crescimento fetal. Porém, não há estudos que tenham avaliado a exposição individual ao NO2 e O3 em relação ao padrão de crescimento fetal esperado de acordo com a curva personalizada de crescimento fetal. Objetivo: Avaliar a influência da poluição, nutrientes antioxidantes e fatores socioeconômicos no padrão de crescimento fetal. Métodos: Estudo prospectivo com 301 gestantes entre março de 2011 e dezembro de 2013, incluídas no projeto PROCRIAR, provenientes de quatro Unidades Básicas de Saúde da zona oeste da cidade de São Paulo. Os critérios de inclusão foram: gestação única, idade gestacional inferior a 14 semanas no momento da primeira ultrassonografia, ausência de doenças maternas preexistentes, concordância com o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE).Os critérios de exclusão foram: diagnóstico de abortamento, morte fetal, malformação fetal, diabetes mellitus gestacional, pré-eclâmpsia, mudança de endereço para fora da área de recrutamento, desistência da participação, não comparecimento aos exames ultrassonográficos subsequentes, Amostradores Passivos Individuais (API) sem condições adequadas para análise e impossibilidade de definir o padrão de crescimento fetal (mudança nas faixas de classificação do crescimento fetal em todas as medidas ultrassonográficas e de peso no nascimento).Os poluentes (NO2 e O3) foram avaliados através de amostradores passivos individuais que as gestantes carregavam na semana anterior a avaliação ultrassonográfica, em cada trimestre gestacional. O peso fetal foi estimado através do diâmetro biparietal, circunferência cefálica, circunferência abdominal e comprimento do fêmur e o crescimento fetal foi avaliado através da curva de peso fetal personalizada e posteriormente os fetos foram classificados de acordo com o padrão de crescimento fetal em estável, diminuído ou aumentado. Foram avaliadas a influência dos fatores socioeconômicos, nutricionais e da poluição nos trimestres gestacional. Resultados: Escolaridade com menos de oito anos de estudo e a maior exposição do O3 no segundo e terceiro trimestre foram associados à diminuição do padrão de crescimento fetal (p=0,003, p=0,044 e p=0,007, respectivamente). Não observamos relação entre os níveis de NO2 e mudanças no padrão de crescimento fetal. Em relação aos nutrientes antioxidantes não foi encontrada relação com o padrão de crescimento fetal. Conclusão: Níveis mais elevados O3 no segundo e terceiro trimestre e escolaridade com menos de 8 anos de estudo associam-se à diminuição no padrão crescimento fetal
Título em inglês
The influence of air pollution on fetal growth pattern: a cohort study of pregnant women in the city of São Paulo
Palavras-chave em inglês
Air pollution
Fetal weight
Nitrogen dioxide
Ozone
Pregnant women
Ultrasonography
Resumo em inglês
Background: Air pollution is associated with changes in fetal growth, particularly fetal growth restriction. However, no studies have evaluated the association between individual exposure to nitrogen dioxide (NO2) and ozone (O3) and the expected fetal growth pattern according to the individualized fetal growth curve. Objectives: The objective of the present study was to evaluate the effects of pollution, nutrition and socioeconomic factors on fetal growth. Methods: A prospective study with 301 pregnant women between March 2011 and December 2013, included in the PROCRIAR project, from 4 primary care centers of the western area of São Paulo. Inclusion criteria were single gestation, gestational age less than 14 weeks at the time of first ultrasound, absence of preexisting maternal diseases, and signing the Informed Consent Document. Exclusion criteria were a diagnosis of miscarriage, stillbirth, fetal malformation, gestational diabetes mellitus, preeclampsia, change of address out of the recruiting area, withdrawal from participation, absent at subsequent ultrasound examinations, Personal Passive Samplers without adequate conditions for analysis and an inability to define the fetal growth pattern (change in the fetal growth classification bands in all ultrasound and birthweight measurements). The pollutants (NO2 and O3) were evaluated through personal passive samplers that the pregnant women carried in the previous week of the ultrasonographic evaluation, in each gestational trimester. Fetal weight was estimated through biparietal diameter, cephalic circumference, abdominal circumference and femur length, and fetal growth was assessed using the custom fetal weight curve and the fetuses were then classified according to the fetal growth pattern as stable, decreased or increased. The influence of socioeconomic, nutritional and pollution factors in the gestational trimesters were evaluated. Results: We evaluated 301 patients. Lower levels of education and higher O3 concentrations in the second and third trimesters were associated with decreased fetal growth (p=0,003, p=0,044 e p=0,007, respectively). We did not observe a relationship between NO2 levels and changes in the fetal growth pattern. No correlation between the levels of antioxidant nutrients and fetal growth pattern was observed. Conclusions: Higher O3 levels in the second and third trimesters and less than 8 years of education are associated with a decrease in the fetal growth pattern
 
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Data de Publicação
2019-09-03
 
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