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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.5.2013.tde-05112013-154543
Documento
Autor
Nome completo
Simone Consuelo de Amorim
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2013
Orientador
Banca examinadora
Kok, Fernando (Presidente)
Manreza, Maria Luiza Giraldes de
Alves, Rosana Souza Cardoso
Heise, Carlos Otto
Teive, Hélio Afonso Guizoni
Título em português
Estudo da condução nervosa em pacientes com a síndrome SPOAN
Palavras-chave em português
Atrofia óptica
Doença de Charcot-Marie-Tooth
Genes recessivos
Nervo fibular
Nervo mediano
Nervo tibial
Nervo ulnar
Neuropatia hereditária motora e sensorial
Paraplegia espástica
Polineuropatias
Resumo em português
Introdução: A síndrome SPOAN é uma doença neurodegenerativa, de transmissão genética autossômica recessiva, até o momento reconhecida apenas no Brasil, que caracteriza-se por: paraplegia espástica, de início nos primeiros anos de vida e caráter progressivo; atrofia óptica congênita; neuropatia periférica sensitivo-motora axonal, de início a partir da primeira década de vida; sobressaltos à estimulação sonora, disartria, deformidades de coluna e pés e sinais extra piramidais. A sua caracterização foi feita por nosso grupo, que avaliou clinicamente 71 indivíduos, originários do Rio Grande do Norte. Estudo de ligação mapeou o locus responsável pela síndrome SPOAN em uma região de 2 Mb no cromossomo 11q13. O gene responsável pela síndrome SPOAN permanece desconhecido. A síndrome SPOAN é considerada uma forma complicada de paraplegia espástica. A associação entre neuropatia e paraplegia espástica está relacionada à perda progressiva de axônios longos e tem sido relatada em algumas formas complicadas de neuropatias e paraplegias espásticas hereditárias. Casuística e métodos: Foi realizada a avaliação de 27 pacientes, 20 mulheres, com idade variando entre 4 e 58 anos. Todos os indivíduos compartilhavam o mesmo fenótipo (paraplegia espástica, atrofia de nervo óptico e neuropatia periférica) e tinham o mesmo haplótipo 11q13. Pacientes com história de diabetes mellitus ou alcoolismo foram excluídos do estudo. A avaliação neurológica incluiu a pesquisa dos escores modificados de sintomas e comprometimento neuropáticos. A força muscular foi testada e graduada conforme a escala MRC (Medical Research Council). Foi realizada a pesquisa da sensibilidade dolorosa, térmica, tátil, vibratória e artrestésica. O trofismo foi avaliado pela presença de deformidades na coluna e atrofia nos membros inferiores. Os reflexos profundos e o cutâneo plantar também foram analisados. Os estudos da condução nervosa foram realizados em um aparelho portátil Nicolet - Viking Quest, (Viasys, USA). Para os estudos de condução motora foram analisados os nervos axillar, mediano, ulnar, femoral, tibial e fibular direito. A condução sensitiva foi analisada nos nervos mediano, ulnar, radial, sural e fibular direito. O reflexo H e as ondas F foram avaliados com técnicas padrão. Alguns testes não puderam ser realizados devido à intensa atrofia e deformidades esqueléticas. O coeficiente de correlação de Pearson foi calculado entre a idade e os parâmetros, velocidade de condução, latência e amplitude. Valores de P < 0,05 foram considerados estatisticamente significantes. Resultados: Avaliação clínica: Todos os pacientes obtiveram escore de sinais neuropáticos graves e demonstraram déficit de força e atrofia distal. Deformidades dos pés estavam presentes em todos os pacientes e deformidades na coluna, em 58%. Os reflexos profundos dos membros superiores estavam exaltados em 92% dos casos e o reflexo patelar, em 63%. O reflexo Aquileu estava ausente em todos os pacientes. Todas as modalidades de sensibilidade foram afetadas, principalmente nos membros inferiores. Os dados do exame de sensibilidade na paciente de 4 anos foram desconsiderados. Estudo da condução nervosa sensitiva: Os SNAPs dos nervos mediano, sural e fibular estavam ausentes em todos os pacientes. SNAPs do nervo ulnar estavam ausentes em 96% da amostra e do nervo radial, em 80%. Estudo da condução nervosa motora: As latências motoras dos nervos axilar e femoral estavam normais em todos os pacientes. As amplitudes dos CMAPs estavam reduzidas em 15 e 52% da amostra nos nervos mediano e ulnar, respectivamente. Velocidades de condução estavam reduzidas em 50 e 41% desta casuística nos nervos mediano e ulnar, respectivamente. Velocidades de condução estavam acima de 80% do limite inferior da normalidade, em todos os nervos, exceto em 1 paciente que apresentou redução de 27% no nervo ulnar. Entretanto, este mesmo paciente apresentou amplitude menor que 2mV. Ondas F apresentavam aumento da latência, de acordo com a altura, em 100% dos casos. CMAPs estavam ausentes em 93 e 84% da amostra nos nervos fibular e tibial, respectivamente. Reflexo H estava ausente em 88% dos pacientes. Não houve correlação entre idade e a velocidade de condução, latência e amplitude dos nervos mediano e ulnar. Discussão: O estudo da condução nervosa neste grupo preencheu critérios para uma neuropatia primária axonal. Nenhum paciente apresentou bloqueio de condução ou dispersão temporal. As alterações encontradas na velocidade de condução provavelmente se devem à perda de fibras nervosas de condução rápida. Fenótipos SPOAN-like foram descritos em famílias com mutações nos genes C12orf65, TFG e OPA1. No entanto, não existem detalhes sobre a condução nervosa nestes pacientes. Neuropatia axonal de início tardio foi relacionada à SPG55 e DOA (dominant optic atrophy), enquanto neuropatia axonal e desmielinizante com leve comprometimento sensitivo foi descrita na família com mutação no gene TFG. Conclusão: Os pacientes com a síndrome SPOAN apresentam uma acentuada neuropatia axonal, sensitivo motora. As alterações encontradas na condução nervosa dos pacientes com síndrome SPOAN não são específicas, no entanto, resultados normais excluem esta condição em adultos. A paciente mais jovem desta casuística já apresentava alterações ao exame, o que pode sugerir um início precoce da neuropatia. Entretanto, não temos dados suficientes para afirmar que este seja um achado comum a todos os pacientes SPOAN
Título em inglês
Nerve conduction studies on SPOAN syndrome
Palavras-chave em inglês
Charcot-Marie-Tooth disease
Median nerve
Optic atrophy
Peroneal nerve
Polyneuropathy
Recessive genes
Sensitive-motor hereditary neuropathy
Spastic paraplegia
Tibial nerve
Ulnar nerve
Resumo em inglês
Introduction: SPOAN syndrome (Spastic Paraplegia, Optic Atrophy and Neuropathy) is a progressive neurodegenerative disorder of autosomal recessive inheritance described by our group in a large inbred family from Northeastern Brazil. The clinical picture is characterized by non-progressive congenital optic atrophy, progressive spastic paraplegia, axonal neuropathy, auditory startles, dysarthria, spinal and foot deformities and also extrapyramidal signs. Linkage studies mapped the responsible locus for the syndrome to a 2Mb region on chromosome 11q13. The gene responsible for SPOAN syndrome remains elusive. Materials and Methods: This is a cross sectional study which was conducted from 2009 to 2011. We evaluated 27 patients (20 females), with a0ges ranging from 4 to 58 years. All patients shared the same phenotype (spastic paraplegia, optic atrophy and peripheral neuropathy) and had the same 11q13 haplotype in homozygosis. Patients with history of diabetes mellitus or alcoholism were excluded from this study. All patients were evaluated by the same clinical researcher (SA). Neurological evaluation included determination of modified neuropathy symptoms (NSS) and neuropathy disability (NDS) scores. Motor strength was assessed using MRC scale. Sensibility assessment included small-fiber (pain and temperature) and large-fiber modalities (vibration-128Hz diapason, 10g monofilament and joint position sense). Spine deformities and atrophy in the lower limbs were observed. We also evaluated osteotendineous reflexes and cutaneous plantar reflexes. Nerve conduction studies were performed using a portable Nicolet - Viking Quest, (Viasys,USA). Motor conduction studies included axillary, median, ulnar, femoral, tibial and fibular nerves on the right side. Sensory nerve action potentials of median, ulnar, sural and superficial fibular nerves were recorded using a bar electrode of 3 cm and standard fixed distances. Tibial H-reflex was evaluated with standard technique. Minimal F wave latencies were obtained from ulnar and tibial nerves. A few tests could not be done in every patient due to severe deformities. We calculated Pearson's correlation coefficients between age and nerve conduction parameters, including velocities, latencies and amplitudes. P values <0.05 were considered statistically significant. Results: Clinical data: Neuropathic symptoms such as pain and paresthesias were rare. All patients had signs of severe neuropathy. All subjects demonstrated weakness and atrophy that were more significant distally than proximally. Foot deformities were present in all patients and spine deformities were seen in 58%. Upper limb deep tendon reflexes were exalted in 92% and patelar reflex in 63%. Ankle reflex was absent in all patients. In one patient, who was 4 years-old, sensory evaluation was inconsistent and the results were not considered. In all the other ones, sensory modalities were affected and occurred predominantly in the lower limbs. Electrodiagnostic data: Sensory nerve conduction: Median nerve SNAP was absent in all 27 patients. Ulnar nerve SNAPs were absent in 96%, whereas radial nerve SNPAs were absent in 80%. Superficial fibular and sural SNAPs were absent in all patients. Motor nerve conduction: The motor latencies of axillary and femoral nerves were normal in all patients. CMAP amplitudes were reduced in 15% of the median nerves and in 52% of the ulnar nerves. Conduction velocities (CV) were reduced in 50% of the median nerves and in 41% of the ulnar nerves. CV was above 80% of the lower normal limit for all nerves, except for one patient who showed a 27% reduction of ulnar CV, but had also a CMAP amplitude of less than 2 mV. F waves were prolonged according to the height in 100%. Only one patient who presented significant motor CV reduction of the ulnar nerve. CMAPs were absent in 93% of the fibular nerves and in 84% of the tibial nerves. A single fibular nerve showed more than 20% of CV reduction, but also had severely reduced CMAP amplitude. H reflex was absent in 88% of the patients. There was no correlation between age and neurophysiological parameters, such as median or ulnar CV, latencies or CMAP amplitudes. Discussion: Nerve conduction studies in this group fulfill criteria for primary axonal neuropathy. No patient showed conduction block or temporal dispersion. Abnormalities seen in CV and F waves are probably related to loss of fast conduction fiber nerves. We could not demonstrate correlation between age and nerve conduction parameters, including velocities, latencies and amplitudes. SPOAN-like phenotype has been found in families with mutations in C12orf65, TFG and OPA1 genes, however there is no detailed report on nerve conduction studies in these conditions. Axonal neuropathy is also described in SPG55 and DOA plus, but usually with a later onset than on SPOAN syndrome. Peripheral neuropathy is also described in the family with mutation in TFG gene, but this presents a different pattern characterized as a mixed axonal demyelinating neuropathy with mild sensory involvement. Although the nerve conduction abnormalities seen in SPOAN syndrome are not specific, normal results seem to rule out this condition, at least in adult patients. The younger patient in our series was 4-years-old, and her neurophysiological study was severely abnormal, suggesting an early-onset neuropathy. However, we do not have a comprehensive study of several young patients to support that this feature is
 
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Data de Publicação
2013-11-06
 
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