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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.5.2011.tde-24052011-120039
Documento
Autor
Nome completo
Marina de Castro Nascimento Gonçalves
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2011
Orientador
Banca examinadora
Bellodi, Patrícia Lacerda (Presidente)
Freitas, Laura Villares de
Vargas, Nairo de Souza
Título em português
Vivências de tutor: estudo qualitativo na abordagem da psicologia analítica
Palavras-chave em português
Educação médica
Mentores
Pesquisa qualitativa
Psicologia analítica
Tutoria
Resumo em português
INTRODUÇÃO: O Mentoring, relação em que uma pessoa mais experiente acompanha e orienta um jovem iniciante em seu percurso, tem sido adotado nas escolas médicas como estratégia para oferecer suporte pessoal e estimular o desenvolvimento profissional do futuro médico. Estudos da área assinalam que também os mentores referem mudanças e benefícios ao longo do tempo, mas não aprofundam a dinâmica e o significado dessas transformações. A partir da consideração de que aspectos inconscientes estão presentes na relação de Mentoring, este estudo aborda o tema segundo alguns conceitos da Psicologia Analítica, com destaque para o arquétipo do Herói, articulando-os ao campo da Educação Médica. OBJETIVOS: Explorar as percepções e o significado atribuído por tutores, com papel de mentores, às suas vivências, buscando compreender suas motivações, vicissitudes, recursos e transformações percebidas ao longo do tempo. MÉTODO: A investigação consiste em um estudo qualitativo junto a catorze tutores do Programa de Tutoria da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Procurou-se, intencionalmente, a heterogeneidade do grupo investigado. Os dados foram coletados ao longo do segundo semestre de 2008 e janeiro de 2009, por meio de entrevista semidirigida. O material foi analisado segundo a técnica de análise de conteúdo, com o estabelecimento de núcleos temáticos articulados aos objetivos do estudo. RESULTADOS: Os tutores entrevistados revelaram motivações relativas ao aluno (seja o aluno de hoje, seja o tutor quando aluno no passado) e à instituição (oficializar a função, colaborar com a formação, atualizar-se sobre a faculdade, retribuir oportunidades recebidas). Parte importante dos tutores reconheceu dificuldades ao longo do caminho envolvendo dúvidas iniciais, frustração com a adesão dos alunos e sobrecarga derivada do cotidiano acadêmico-profissional. Para lidar com as dificuldades, os tutores destacaram recursos externos, como a Coordenação do Programa, os supervisores e outros colegas tutores, e internos, especialmente sua experiência de vida. Muitos dos tutores entrevistados relataram mudanças: houve revisão de si mesmos e do contexto em que estão inseridos, aprendizado e recompensas, especialmente o estar em contato com a juventude atual. Há tutores, entretanto, que não identificaram transformações derivadas da experiência: justificaram que este tipo de relação com os alunos já estava presente em seu cotidiano, observaram mudanças apenas nos alunos ou, ainda, referiram não desejar ou não haver o que ser transformado. CONCLUSÕES: Há entre os tutores um desejo de restabelecer a antiga, significativa e próxima relação do mestre com o seu discípulo, da qual os professores de hoje referem sentir falta; eles valorizam o ser docente e a oportunidade de reafirmar seu vínculo com a Instituição, da qual são especialmente gratos: a FMUSP. Simbolicamente, buscam estar em contato com o seu aluno interno ferido, e dele cuidar. A relação permite ao tutor um encontro e um reencontro: reparador do passado e, ao mesmo tempo, rejuvenescedor e que o atualiza quanto ao presente. Encontram dificuldades no caminho da realização desse encontro e, nessa jornada, podem (mas não necessariamente isso acontece) transformar e ser transformados pelo outro
Título em inglês
Mentors experiences: a qualitative study in an analytical psychology approach
Palavras-chave em inglês
Analytical psychology
Education medical
Mentors
Mentorship
Qualitative research
Resumo em inglês
Background: Mentoring, a kind of relationship in which a more experienced person guides a young beginner in his development, has been adopted in Medical schools as a strategy to offer personal support and to promote the professional development of future physicians. Studies show that mentors also report changes and benefits over time, but do not explore the dynamics and meaning of these transformations. Considering that unconscious aspects are present in mentoring relationships, this study addresses the mentors development according to some concepts of Analytical Psychology, especially the archetypes and myths, emphasizing the Heros Journey, also linking them to the Medical Education field. Objectives: This study explores the perceptions and the meaning attributed by mentors to their experiences, aiming to understand their motivations, difficulties, resources and changes perceived over time. Method: The research is a qualitative study with fourteen mentors of the FMUSP Mentoring Program. The heterogeneity of the investigated group was intentional. Data were collected during the second half of 2008 and January 2009, by semi-structured interviews. Mentors answers were analyzed using content analysis technique and thematic categories linked to the study objectives were developed. Results: Mentors presented motivations related to the student (the today student and the mentor when student in the past) and to the institution (making the function official, collaborating with medical education, updating themselves about the medical course, returning the received opportunities). Most of mentors recognized difficulties along the way, which involved initial doubts, frustration with the students adhesion and overload of daily academic and professional work. To cope with difficulties, mentors highlighted external resources such as the Program Coordination, supervisors and other mentors, and internal resources, especially their own life experience. Many mentors reported changes: a reviewing of themselves and of the context in which they live, learning and rewards, especially being in contact with the youth. There are mentors, however, that did not identify changes: they justified that this kind of relationship was already present in their daily lives; others just observed changes in students, and others reported having nothing to be transformed. Conclusion: There is a desire among mentors of recovering the old, meaningful and close masterapprentice relationship; they value being a teacher and are grateful to the Institution. Symbolically, they aim to keep in touch with their "inside wounded student" and take care of him. Mentoring allows mentors to recover the past and to rejuvenate themselves with the present. In this journey mentors face difficulties and they may, although not all of them, transform and be transformed by other
 
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Data de Publicação
2011-05-25
 
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