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Mémoire de Maîtrise
DOI
https://doi.org/10.11606/D.5.2020.tde-14012020-093618
Document
Auteur
Nom complet
Isa da Silva Sorrentino
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2019
Directeur
Jury
Falcão, Marcia Thereza Couto (Président)
Nascimento, Silvana de Souza
Oliveira, Ana Flavia Pires Lucas D
Silva, Cristiane Gonçalves da
Titre en portugais
Territorialidade e vulnerabilidade ao HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis: etnografia entre mulheres profissionais do sexo no bairro da Luz, São Paulo
Mots-clés en portugais
Infecções por HIV
Interseccionalidade
Marcadores sociais da diferença
Territorialidade
Trabalho sexual
Vulnerabilidade em saúde
Resumé en portugais
Introdução: O paradigma da vulnerabilidade redirecionou os estudos sobre a epidemia de HIV/aids a partir do final da década de 1990, ao destacar que os fatores sociais, individuais e programáticos atravessam os contextos em que os sujeitos podem contrair a infecção. Entretanto, alguns autores apontam que as pesquisas sobre a vulnerabilidade das trabalhadoras sexuais precisam ser aprofundadas para abarcar a complexidade dos cenários em que se dão suas vivências afetivo-sexuais. Objetivo: Compreender, desde a perspectiva interseccional, a produção de territorialidades e vulnerabilidade ao HIV/aids e outras IST, no contexto da prostituição de mulheres no bairro da Luz, no centro de São Paulo. Referenciais teóricos e metodologia: A pesquisa se apoia em referenciais da Antropologia em diálogo com a Geografia e Saúde Coletiva. Os dados empíricos foram produzidos entre maio de 2016 e fevereiro de 2017 por meio de observações diretas na área de estudo e entrevistas em profundidade com 16 trabalhadoras sexuais de quatro diferentes pontos de rua e dois prédios de prostituição. O material foi codificado no software N-Vivo e submetido à análise de conteúdo. Os "códigos-territórios" vividos pelas trabalhadoras sexuais foram analisados segundo o referencial da interseccionalidade, para articular as desigualdades de poder relativas a gênero, classe, geração, origem geográfica e raça/cor. Resultados e discussão: O cotidiano de trabalho mostrou-se como dimensão fundamental na qual se expressam diferentes "códigos-territórios", distinguindo os pontos de rua entre si e em relação aos prédios de prostituição. Os marcadores geração, raça/cor e escolaridade, nessa ordem de importância, demarcam as escalas dos códigos, assim como o grau de fluidez com que as mulheres circulam entre eles. Com relação à vulnerabilidade ao HIV/aids e outras IST, a forma como as entrevistadas percebem sua condição contradiz a ideia de fragilidade. Por outro lado, a violência e os estigmas são dimensões que realmente as preocupam no trabalho, na vida afetivo-sexual e na saúde. As recentes conquistas de alguns direitos pelas trabalhadoras sexuais no Brasil ainda são insuficientes para mudar esse cenário, dado que os processos históricos são uma constante disputa entre as forças de inércia e disrupção contidas nas experiências acumuladas ao longo do tempo. A gestão atual da Prefeitura (2016-2020) atua em projeto para o bairro da Luz que envolve a repressão violenta aos usuários e usuárias de crack do local, e a concessão do Parque da Luz à iniciativa privada. Lembrando outros processos ocorridos na história da cidade (intervenção urbana de 1911 e fechamento da Zona de Baixo Meretrício do Bom Retiro, em 1954), é de se esperar que as atuais intervenções impliquem em ações de expulsão das prostitutas de seus locais de trabalho. Além disso, o cenário político é também favorável para a aprovação do projeto de lei federal (PL377/2011) que proíbe o pagamento por serviços sexuais, tornando-se um instrumento jurídico que acarreta a criminalização indireta da prostituição
Titre en anglais
Territorialities and vulnerability to HIV and other sexually transmitted infections: etnography among female sex workers in the Luz neighborhood, São Paulo
Mots-clés en anglais
Health vulnerability
HIV infection
Intersectionality
Sex work
Social markers of difference
Territoriality
Resumé en anglais
Introduction: The vulnerability paradigm redirected the studies on the HIV/aids epidemic from the end of the 1990s, highlighting that social, individual and programmatic factors cross the contexts in which subjects can become infected. However, some authors point out that researchs on the vulnerability to HIV among female sex workers needs to be deepened to encompass the complexity of the scenarios in which their affective-sexual experiences occur. Objective: It is intended to understand, from an intersectional approach, the production of territorialities and vulnerability to HIV/AIDS and other STIs, in the context of prostitution of women in the area of Luz, in downtown São Paulo. Theoretical references and methodology: The research is based on anthropology references in dialogue with Geography and Public Health. Empirical data were produced between May 2016 and February 2017 through direct observations in the study area and in-depth interviews with 16 female sex workers from four different street points and two prostitution buildings. The material was coded in the N-Vivo software and submitted to analysis of content. The "code-territories" experienced by sex workers were analyzed according to the reference of intersectionality, to articulate power inequalities related to gender, class, generation, geographical origin and race/color. Results and discussion: Everyday work proved to be a fundamental dimension in which "code- territories" are expressed, distinguishing between street points and prostitution buildings. The social markers of generation, race/color and level of schooling, in this order of importance, demarcate the scales of the codes, as well as the fluidity with which women circulate among them. Regarding vulnerability to HIV/AIDS and other STIs, the way the interviewees perceive their condition contradicts the idea of fragility. Despite of this, violence and stigma are dimensions that really concern them at work, in affective-sexual life and in health. The conquests of some rights by sex workers in Brazil are still insufficient to change this scenario and need to be consolidated, given that historical processes are a constant struggle between the forces of inertia and disruption contained in the experiences accumulated over time. The current administration of the municipality (2016-2020) is working on a project for the Luz neighborhood that involves the violent repression of crack users and the concession of the Parque da Luz to the private sector. According to other processes in the history of the city (urban intervention of 1911 and closure of the "Zona de Baixo Meretrício of Bom Retiro", in 1954), it is expected that the current interventions involve actions to expel prostitutes from their places of work. In addition, the political scenario is also favorable for the approval of the federal law nº 377/2011 that prohibits payment for sexual services, becoming a legal instrument that entails the indirect criminalization of prostitution
 
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Date de Publication
2020-01-14
 
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