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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.5.2020.tde-08072020-164020
Documento
Autor
Nome completo
Leonardo Weissmann
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2018
Orientador
Banca examinadora
Segurado, Aluisio Augusto Cotrim (Presidente)
Figueiredo, Gerusa Maria
Stucchi, Raquel Silveira Bello
Ibrahim, Karim Yaqub
Título em português
Detecção plasmática do DNA viral em indivíduos com infecção crônica pelo vírus da hepatite B coinfectados pelo vírus da imunodeficiência humana e em uso de antirretrovirais: frequência e fatores associados
Palavras-chave em português
Antirretrovirais
Coinfecção
DNA viral
Hepatite B
Infecções por HIV
Viremia
Resumo em português
INTRODUÇÃO: A terapia antirretroviral (TARV) determinou diminuição da incidência de aids e da mortalidade em pessoas vivendo com o vírus da imunodeficiência humana (HIV). Outras comorbidades assumiram, consequentemente, maior relevância no cuidado integral a esses indivíduos. Destaca-se, nesse contexto, a infecção crônica pelo vírus da hepatite B (VHB), dada a influência negativa que a infecção pelo HIV tem sobre a história natural da infecção pelo VHB nos coinfectados. Sabendo-se que medicamentos antirretrovirais podem também inibir a replicação do VHB, justifica-se analisar o impacto da TARV no manejo da hepatite B nessa população. OBJETIVOS: Verificar a frequência de detecção do ácido desoxirribonucleico (DNA) do VHB entre indivíduos coinfectados pelo HIV em uso de antirretrovirais e fatores associados. MÉTODOS: Em estudo transversal de uma série de casos, acompanhada no Serviço de Extensão ao Atendimento de Pacientes HIV/Aids da Divisão de Moléstias Infecciosas e Parasitárias do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, avaliaram-se pacientes com coinfecção HIV/VHB, idade acima de 18 anos e em uso de TARV por mais de seis meses, que passaram em consulta no ano de 2015. Não houve critério de exclusão. Coletaram-se dados sociodemográficos, de exposição ao HIV e VHB, clínico-laboratoriais e de avaliação da fibrose hepática por meio de entrevistas, revisão de prontuários e exames complementares. A viremia pelo VHB foi aferida por reação em cadeia pela polimerase quantitativa em tempo real. Nos casos em que se detectou DNA do VHB em concentração superior a 900 UI/mL, realizou-se sequenciamento para genotipagem viral e identificação de mutações conferidoras de resistência aos antivirais. RESULTADOS: Em 2015, 2 946 pessoas vivendo com HIV foram atendidas no serviço, sendo 83 elegíveis para o estudo, das quais 56 puderam ser avaliadas. Viremia pelo VHB foi identificada em 16 (28,6%) delas (IC 95%: 18,0-41,3%), sendo que todas faziam uso de lamivudina e tenofovir no momento da inclusão no estudo. Mostraram-se diretamente associadas à viremia pelo VHB: escolaridade mais baixa (p = 0,015), valores mais elevados da relação normalizada internacional (RNI) (p = 0,045), antecedente de doença definidora de aids [OR: 3,43 (IC 95%: 1,10-11,50); p = 0,040] e detecção sérica de AgHBe [OR: 6,60 (IC 95%: 1,84-23,6); p = 0,003]. Em contraste, a última contagem de linfócitos T CD4+ acima de 500 células/mm3 nos 365 dias prévios à inclusão no estudo [OR: 0,18 (IC 95%: 0,04-0,71); p = 0,016] e a detecção sérica de anti-HBe [OR: 0,21 (IC 95%: 0,04-0,99); p = 0,043] mostraram-se inversamente associados à ocorrência de viremia pelo VHB. Nos quatro pacientes que apresentaram carga plasmática do VHB superior a 900 UI/mL, verificou-se predominantemente infecção pelo genótipo A1 (75%). Nesses indivíduos foram identificadas mutações capazes de conferir resistência total à lamivudina e parcial ao entecavir. CONCLUSÕES: Mesmo em uso de TARV, porcentagem significativa dos pacientes coinfectados pelo HIV permanece com viremia do VHB. A caracterização dos fatores associados a esse desfecho pode orientar os profissionais no manejo mais apropriado desses indivíduos
Título em inglês
Detection of plasma viral DNA in individuals with chronic hepatitis B virus infection coinfected with human immunodeficiency virus and under antiretroviral therapy: frequency and associated factors
Palavras-chave em inglês
Anti-retroviral agents
Coinfection
DNA viral
Hepatitis B
HIV Infections
Viremia
Resumo em inglês
INTRODUCTION: Antiretroviral therapy (ART) has decreased the incidence of acquired immunodeficiency syndrome (AIDS) and mortality rate of people infected with human immunodeficiency virus (HIV). Other comorbidities have, therefore, gained more relevance in the comprehensive care provided to these individuals. In this context, we highlight chronic infection with hepatitis B virus (HBV) because HIV coinfection is known to have a negative influence on the natural history of HBV infection. Given that antiretroviral drugs may also inhibit HBV replication, it is important to analyze the impact of ART on the management of hepatitis B in this population. OBJECTIVES: To verify the frequency of HBV-DNA among HIV-coinfected individuals under ART and its associated factors. METHODS: In this cross-sectional study, we evaluated a series of HIV/HBV-coinfected cases, followed up at the HIV outpatient clinic affiliated to Hospital das Clínicas University of São Paulo Medical School. Patients aged over 18, who were under ART for more than 6 months and had a medical consultation at the clinic in 2015 were included in the study. There was no exclusion criterion. We collected socio-demographic data, information about exposure to HIV and HBV and findings of clinical assessment, laboratory tests and evaluation of liver fibrosis by means of interviews and chart reviews. HBVDNA was measured by quantitative real-time polymerase chain reaction. In cases who had HBV-DNA detected in concentrations above 900 IU/mL, additional HBV genome sequencing for viral genotyping and identification of drug resistance-conferring mutations was conducted. RESULTS: In 2015, 2946 people living with HIV attended medical consultations at the clinic. Out of 83 who were eligible for the study, 56 could be evaluated. HBV-DNA was detected in 16 (28.6%) (95% CI: 18.0-41.3%), all of whom were receiving lamivudine and tenofovir treatment. In bivariate analysis, HBV-DNA was associated with lower education (p = 0.015), higher international normalized ratios (INR) (p = 0.045), history of an AIDS-defining illness [OR: 3.43 (95% CI: 1.10-11.50); p = 0.040] and HBeAg detection in serum [OR: 6.60 (95% CI: 1.84-23.6); p = 0.003]. In contrast, the last CD4+ T-lymphocyte count above 500 cells/mm3 in the 365 days prior to inclusion in the study [OR: 0.18 (95% CI: 0.04-0.71); p = 0.016] and detection of anti-HBe in serum [OR: 0.21 (95% CI: 0.04-0.99); p = 0.043] were negatively associated with the occurrence of HBV viremia. In the 4 patients with HBV-DNA concentrations above 900 IU/mL, HBV subgenotype A1 was predominant (75%). In these individuals we detected drug resistanceconferring mutations associated with total resistance to lamivudine and partial resistance to entecavir. CONCLUSIONS: Though under ART, a significant proportion of HIV/HBV-coinfected individuals present HBV viremia. The characterization of factors that are associated with this finding may guide professionals to provide the most appropriate management to these individuals
 
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LeonardoWeismann.pdf (1.05 Mbytes)
Data de Publicação
2020-07-09
 
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