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Dissertação de Mestrado
DOI
https://doi.org/10.11606/D.48.2020.tde-05102020-155037
Documento
Autor
Nome completo
Flavio Nunes dos Santos Junior
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2020
Orientador
Banca examinadora
Neira, Marcos Garcia (Presidente)
Marcelino, Jonathan da Silva
Santos, Ana Paula da Silva
Título em português
Subvertendo as colonialidades: o currículo cultural da educação física e a enunciação dos saberes discentes
Palavras-chave em português
Conhecimento
Cultura
Cultura corporal
Currículo
Educação física
Resumo em português
Em meio à Modernidade, um pensamento universalista tentou firmar-se em todo o mundo mediante relações desiguais entre sujeitos, grupos e territórios geográficos. Uma única forma de viver foi alçada como legítima e verdadeira, representando os efeitos do curso civilizatório. Essa dinâmica levou à consumação de inúmeras vidas, experiências foram dispersadas, conhecimentos exterminados e determinados modos de ser apagados. A educação institucional e a ciência serviram a esse programa de caráter colonial, patriarcal e capitalista, de tal modo que é impossível não reconhecer suas marcas no cotidiano. A pedagogia moderna é herdeira desse legado pautado na ideia de progresso por meio da razão e do desenvolvimento científico com a promessa da formação de um suposto sujeito autônomo, consciente e, sobretudo, livre. Por fazer defesa às diferenças, esta pesquisa se propôs a emperrar, a subverter, a fissurar, mesmo que provisoriamente, esse sistema. Para isso, apropria-se de debates, como os promovidos pelo grupo latino-americano Modernidade/Colonialidade a respeito do pensamento decolonial, por Boaventura Sousa Santos e as epistemologias do Sul, e pelo indiano Homi Bhabha sobre o pós-colonialismo, para identificar se e como o repertório discente é abordado e valorizado no currículo cultural da Educação Física. Sabendo que tal perspectiva assume como princípio ético- político o reconhecimento da cultura corporal da comunidade, o trabalho promovido por dois docentes, atuantes em escolas públicas da zona sul da cidade de São Paulo e que declaram colocá-la em ação, foi observado e transformado em objeto de discussão com os próprios regentes e também com os estudantes, para identificarmos como se dava esse processo de valorização e legitimação dos saberes discentes. As observações foram registradas em diário de campo e as conversas gravadas em áudio e transcritas. Os materiais produzidos, quando submetidos à análise cultural e confrontados com os referenciais supracitados, indicam que as ações pedagógicas que caracterizam a Educação Física cultural se aproximam do pluriversalismo e estão em semelhança ao lema andar perguntando do Movimento Zapatista, dado que, ao longo de toda a tematização, garantem as condições necessárias à negociação e ao diálogo. Os estudantes percebem o ambiente aberto para a escuta, o que os motivam a expor com mais intensidade suas gestualidades e saberes. Tal constatação permitiu inferir mais um princípio que agencia os professores favorecer a enunciação dos saberes discentes pois, além de prestigiarem nas diversas cenas pedagógicas os conhecimentos de sujeitos e grupos alvos do fascismo epistemológico, das colonialidades, fazem uso de problematizações para provocar abalos, desfamiliarização, em concepções ligadas a esses processos. Assim, os saberes tecidos na luta diária a favor das diferenças se aquecem de variados afetos, emoções, ou seja, ficam tomados pelo corazonar, permitindo a criatividade, a disposição para correr riscos, a poética da existência.
Título em inglês
Subverting colonialities: the cultural curriculum of physical education and the enunciation of student knowledge
Palavras-chave em inglês
Body culture
Culture
Curriculum
Knowledge
Physical education
Resumo em inglês
In the midst of Modernity, Universalist thinking has tried to be established around the world through unequal relations between subjects, groups, and geographical territories. Only one way of living was considered legitimate and true, representing the effects of the civilizing course. This dynamic led to the consummation of countless lives, experiences were dispersed, knowledge exterminated and certain ways of being erased. Institutional education and science have served this colonial, patriarchal, and capitalist program in such a way that it is impossible not to recognize its markings in daily life. Modern pedagogy inherits this legacy based on the idea of progress through reason and scientific development with the promise of the formation of a supposed autonomous, conscious and, specially, free subject. By defending differences, this research set out to jam, subvert, and crack, even provisionally, this system. For this, it appropriates debates, such as those promoted by the Latin American group Modernity/Coloniality regarding decolonial thinking, by Boaventura Sousa Santos and Southern epistemologies, and the Indian Homi Bhabha on postcolonialism, to identify whether and how the student repertoire is approached and valued in the cultural curriculum of Physical Education. Knowing that this perspective assumes as an ethical-political principle the recognition of the body culture of the community, the work promoted by two teachers, working in public schools in the south of the city of São Paulo, who claim to put it into action, we observe and make it a topic of discussion with the teachers and also with the students, to identify how this process of valorization and legitimation of the dissident knowledge. Entries were recorded in the field diary and conversations recorded in audio and transcribed. The materials produced, when subjected to cultural analysis and confronted with those referential, indicate that the pedagogical actions that characterize cultural Physical Education are close to pluriversalism and are similar to the motto 'asking questions' of the Zapatista Movement, since, throughout of all thematization, guarantee the necessary conditions for negotiation and dialogue. Students see the open environment for listening, which motivates them to expose their gestures and knowledge more intensely. This finding allowed us to infer one more principle that guides teachers favoring the enunciation of student knowledge because, in the course of the process, besides honoring in the pedagogical scene the knowledge of subjects and target groups of epistemological fascism, of colonialities, make use of problematizations to provoke shaking, defamiliarization, in conceptions related to these processes. Thus, the knowledge woven in the daily struggle for differences is warmed by various affects, emotions, that is, they are seized by the corazonar, allowing creativity, the willingness to take risks, the poetics of existence.
 
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Data de Publicação
2021-01-06
 
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