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Tese de Doutorado
DOI
10.11606/T.48.2015.tde-17112015-130743
Documento
Autor
Nome completo
Sueli Fanizzi
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2015
Orientador
Banca examinadora
Santos, Vinicio de Macedo (Presidente)
Andre, Marli Eliza Dalmazo Afonso de
Ferreira, Ana Cristina
Passos, Carmen Lucia Brancaglion
Schilling, Flavia Ines
Título em português
Políticas públicas de formação continuada de professores dos anos iniciais em matemática: uma experiência da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Palavras-chave em português
Anos iniciais do ensino fundamental
Ciclo contínuo de políticas públicas
Ensino de matemática
Formação continuada de professores
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Resumo em português
O objetivo deste estudo é investigar de que modo a Secretaria Municipal de Educação de São Paulo (SME-SP) concebe e implementa as políticas públicas de formação continuada de professores ao longo da gestão de 2005 a 2012 com a meta de melhorar a aprendizagem dos alunos e, assim, elevar os índices de desempenho das avaliações externas. Neste trabalho, é focalizado o ensino de Matemática nos anos iniciais do ensino fundamental. Por meio da análise de documentos oficiais, da observação de encontros de formação continuada de professores e do depoimento de duas professoras, busca-se compreender como essas três vozes da SME-SP (elaborador do texto oficial, formador e professor) se relacionam no intuito de oferecer um ensino de melhor qualidade aos alunos da rede municipal. O conjunto de documentos analisados revela uma concepção de professor como um profissional de formação inicial deficitária, que necessita de orientações detalhadas sobre como ministrar suas aulas. Os encontros de formação continuada observados, por sua vez, consideram os professores como receptores ativos do texto dos documentos. Desta forma, a concepção de formação continuada de professores presente tanto nos documentos analisados como na prática formativa observada parte do meio externo, isto é, de contextos que não correspondem à vida da sala de aula, como é o caso das diretrizes curriculares definidas pela equipe da SME-SP. Com base nas ideias do ciclo contínuo de políticas públicas de Stephen Ball, é possível inferir que não há uma aplicação prática e imediata daquilo que é apresentado nos textos oficiais, seja pelo formador ou pelas escolas; e nem mesmo que ocorre, por parte do professor, apropriação e uso direto, em sala de aula, das orientações recebidas em encontros de formação continuada. Entre uma intenção de ensino, seja ela do contexto do currículo oficial ou das ações de formação continuada de professores, e a aprendizagem do aluno há diferentes interpretações dos textos e das ações oficiais e, consequentemente, descontinuidades. Pode-se afirmar que a formação continuada de professores realizada na gestão de 2005 a 2012 pela SME-SP é fragmentada e descontínua, já que é concebida apenas atrelada a outras ações consideradas centrais, como a implantação do currículo e a prática das avaliações externas. O foco das políticas públicas não é, portanto, a formação continuada de professores, uma vez que ela é definida como uma ação condicionada a outros projetos principais. Conclui-se que a modalidade de formação continuada mais adequada é aquela que oferece ao docente um espaço para ele se colocar com liberdade, segurança e confiança, um espaço onde sua voz constituída por suas condições de trabalho e necessidades e pelas recontextualizações que ele faz do currículo, do ensino da Matemática e do aluno dos anos iniciais de escolaridade seja de fato ouvida e considerada.
Título em inglês
Public policy continuing education of teachers in the early years in mathematics: an experience of the São Paulo City Department of Education
Palavras-chave em inglês
Continuous cycle of public policies
Early years of elementary school
Mathematics teaching
Secretaria Municipal de Educação de São Paulo
Teachers continuing formation
Resumo em inglês
The objective of this study is to investigate how the São Paulo City Department of Education (Secretaria Municipal de Educação de São Paulo, SME-SP) develops and implements public policies for teachers continuing formation from 2005 to 2012 with the goal of improving students learning and thus raise the performance indices in external evaluations. In this paper, we focused the teaching of Mathematics in the early years of elementary school. Through the analysis on official documents, observation of teachers continuing formation meetings and the testimony of two regular teachers, we seek to understand how these three voices of SME-SP (the official document writer, the trainer and the teacher) relate to each other to offer a better quality teaching to students in the citys educational network. The set of documents analyzed reveals the regular teacher as a professional with a deficit in initial training, who needs detailed guidance on how to teach to their classes. The continuing formation meetings observed, in turn, consider teachers as active receivers of official documents. Thus, the conception of teachers continuing formation presented in the documents analyzed, as well in the training practice, mainly refer to an external view, ie contexts that do not match the daily life into the classroom, such as the curriculum guidelines set by SME-SP team. Based on Stephen Ball ideas on continuous cycle of public policies, one can infer that there is no immediate and practical application of what is shown in the official documents, either by the trainer or by scholar practice; neither the teachers in classroom make any direct use of the guidance received in continuing education meetings. Between the intention of teaching in the context of the official curriculum or teachers continuing formation actions , and student learning there are different interpretations of official documents and practices and hence discontinuities. One can say that teachers continuing formation carried out from 2005 to 2012 by SME-SP is fragmented and discontinuous, as its conception only linked to other actions known as central, such as the implementation of the curriculum and the practice of external evaluations. So, the focus of this public policy is not, therefore, teachers continuing formation, since its definition is subordinated to other major projects. The conclusion is that the most suitable form of teachers continuing formation is the one that offers a space for teachers to put on freedom, security and trust, a space where his/her voice made up of teachers working conditions and recontextualizations on the curriculum, on the teaching of Mathematics and on the student in the early years at school is indeed heard and taken in account.
 
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SUELI_FANIZZI_rev.pdf (3.53 Mbytes)
Data de Publicação
2015-12-17
 
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