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Mémoire de Maîtrise
DOI
https://doi.org/10.11606/D.48.2020.tde-11122019-154121
Document
Auteur
Nom complet
Ronnie de Almeida Alves da Silva
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2019
Directeur
Jury
Saura, Soraia Chung (Président)
Umeda, Guilherme Mirage
Willms, Elni Elisa
Titre en portugais
Viola caipira e seus ponteios no imaginário popular
Mots-clés en portugais
Cultura tradicional
Fenomenologia da imagem
Imaginário
Resistência cultural
Viola caipira
Resumé en portugais
A viola caipira chegou ao Brasil há mais de cinco séculos. A feitura do instrumento permeou os tempos em multiplicidade, assumiu brasilidade por meio do corpo nativo que, imaginando, desafiou-se nas formas materiais, expressando-se em gestos e desaguando em sons. A experiência estética do tocar e suas transcendências geram questões: quais seriam os motivadores das práticas violeiras? Como se dá a relação corpo instrumental? Sabendo que a prática da viola resistiu ao decorrer dos séculos nas mãos caipiras, quais as contribuições que a cultura iletrada teria para a estirpe escolar? No presente trabalho, objetivei, de forma filosófica e hermenêutica, abordar essas questões. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou entrevistas semiestruturadas, observações em campo e inserções do próprio pesquisador na prática da viola como vias metodológicas. Dentre essas adições, as principais foram as aulas de viola e os trabalhos realizados junto ao grupo tradicional de Folia de Reis Mensageiros do Santos Reis, em giro cultural pelos municípios de Cotia - SP, Nazaré Paulista - SP e Itapevi - SP. Para a interpretação dos materiais coletados, destaco a fenomenologia da imagem bachelardiana, que persegue imagens devaneantes ancoradas no nosso ser. As recorrências fornecem subsídios para a análise dos processos simbólicos e do imaginário individual, o qual reverbera o coletivo mais amplo. A transmissão de conhecimentos da viola caipira é calcada na experiência, no afeto, no fazer-junto, tendo por bases a corporalidade que nos atravessa. Depreende-se das observações de campo e dos discursos dos entrevistados que o imaginário da viola caipira, por meio do seu aprendizado técnico, desperta um imaginário social mais amplo. Para além do aprendizado instrumental da viola caipira em si, esse se reflete sobre a cultura caipira, o homem do campo, as relações com a cidade e a cultura do interior.
Titre en anglais
Viola caipira and its ponteios in the popular imaginary
Mots-clés en anglais
Cultural resistence
Image phenomenology
Imaginary
Traditional culture
Viola caipira
Resumé en anglais
The viola caipira arrived in Brazil over 5 centuries ago. The instrument making has permeated time in multiple ways, assuming the native Brazilian lifestyle, which challenged material shapes, expressed itself through gestures, and flew into sounds. The aesthetic experience of playing the instrument, and its transcendence, may raise some questions: What are the motivations for playing the viola caipira? How does the instrumental body relation happen? Knowing that viola caipira practice has resisted over the centuries in countrified hands, what are the illiterate culture contributions to the academy? The present study aims to approach these questions from a philosophical and a hermeneutical perspective. This qualitative research has used the following methods: semi-structured interviews, field observation, and the researchers own viola caipira practice. His experience includes viola caipira classes, and other performing with a traditional Folia de Reis group, called Mensageiros do Santos Reis, during a cultural tour to the cities of Cotia, Nazaré Paulista and Itapevi, all of them in the State of São Paulo. The data gathered has been analyzed using Bachelard idea of phenomenology, which pursues daydreaming images that are anchored in our being. The recurrences provide support for the symbolic processes and the individual imaginary analysis, which reverberate the larger collective. The viola caipira knowledge transmission is based on experience, affection, and doing together, which is based on the corporality that crosses us. We may deduce from the field observations and the interviewees speeches that the viola caipira imaginary, through its practice, awakens a broader social imaginary. In addition to the instrument practice, the learning itself reflects on the countrified culture, the countrymen, the relationship with the city, and the countryside culture.
 
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ANEXOS.zip (50.29 Mbytes)
Date de Publication
2020-01-31
 
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