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Thèse de Doctorat
DOI
Document
Auteur
Nom complet
Rubia Aparecida Pereira de Carvalho Mendes
Adresse Mail
Unité de l'USP
Domain de Connaissance
Date de Soutenance
Editeur
São Paulo, 2019
Directeur
Jury
Barreto, Luiz Silveira Menna (Président)
Louzada, Fernando Mazzilli
Araújo, John Fontenele
Freitas, Marcos Cezar de
Nogueira, Maria Ines
Paula, Fraulein Vidigal de
Titre en portugais
Análise dos parâmetros rítmicos e de sono, cronotipo e jetlag social em adolescentes: relações com o gênero, turno escolar, atividades noturnas e desempenho cognitivo
Mots-clés en portugais
Adolescência
Atividades noturnas
Desempenho cognitivo
Horário de início da aula
Jetlag social
Resumé en portugais
INTRODUÇÃO As pressões biológicas e psicosociais que ocorrem durante a adolescência vêm promovendo um atraso na fase de sono que cria um conflito com os horários escolares e pode levar a diferenças na duração de sono entre os dias letivos (DL) e finais de semana (FS), conhecido como jetlag social (JLS). OBJETIVO Fase 1: Verificar a relação de algumas variáveis com o cronotipo de adolescentes. Fase 2: Avaliar a influência do turno escolar nos parâmetros rítmicos e de sono, JLS, nas atividades noturnas e desempenho cognitivo de adolescentes. MÉTODOS Fase 1: 435 estudantes (12-17 anos) responderam o questionário de cronotipo e de identificação do sujeito e do seu sono. Fase 2: Nós usamos actimetria e o diário de atividades por 9 dias consecutivos, sendo 2 finais de semana, em 51 adolescentes (12-14 anos) que estudavam de manhã (7:00h às 12:00h) ou à tarde (12:30h às 17:30h). A sessão de testes cognitivos ocorreu duas vezes ao dia (7:15h ou 16:45h). RESULTADOS Fase1: Meninas relataram maior vespertinidade que os meninos. Nós observamos que uso de substâncias químicas, duração e queixas de sono foram variáveis relacionadas a maior vespertinidade nas meninas e queixas de sono nos meninos. Fase 2: Estudantes de cada turno relataram dormir em horários similares, mas apenas os estudantes da manhã declararam acordar mais cedo nos DL. Consequentemente, nesses dias a duração do sono deles foi 1h45 mais curta e os cochilos depois da escola não foram suficientes para compensar a privação de sono. Os estudantes da tarde não apresentaram JLS. Nos estudantes da manhã observamos um adiantamento da acrofase da atividade motora nos DL (13:20h) comparado ao FS (15:41h) e aos estudantes da tarde (DL:15:10h; FS: 15:38h). Os estudantes da manhã também apresentaram um achamento na oscilação desse ritmo (elevação do mesor e diminuição da amplitude) nos DL. A acrofase da temperatura do punho não foi diferente entre os quatro grupos (~4:45h). A maioria dos estudantes da manhã relatou necessidade de usar o despertador para acordar nos dias letivos. Adolescentes de ambos os turnos usaram mídias à noite, sendo a duração maior no FS (3h22) que nos DL (2h56). O mesmo ocorreu para as atividades de lazer (DL: 2h01; FS: 2h44). Enquanto todos os adolescentes da tarde relataram estudar à noite apenas 10 da manhã realizaram esta atividade, porém a duração do estudo dos 10 adolescentes da manhã foi maior (1h06) em relação aos da tarde (0h31). Observamos um melhor desempenho dos estudantes no teste de memória operacional verbal e marginalmente da compreensão de leitura quando os testes foram realizados à tarde. CONCLUSÃO Os estudantes do turno da tarde mostraram superação da privação crônica de sono, parâmetros rítmicos mais regulares ao longo da semana e melhor desempenho cognitivo em alguns padrões de memória. O uso excessivo de mídias por estudantes à noite muito provavelmente está reduzindo o tempo de sono, laser e estudo desses adolescentes. Com este trabalho podemos contribuir com políticas públicas em educação
Titre en anglais
Analysis of rhythmic and sleep parameters, chronotype and social jetlag in adolescents: relationships with gender, school shift, night activities and cognitive performance
Mots-clés en anglais
Actimetry
Adolescence
Cognitive performance
Night activities
School start time
sleep
Social jetlag
Resumé en anglais
INTRODUCTION The biological and psychosocial pressures that occur during adolescence result from a delay in the sleep phase that creates a conflict with school schedules and may lead to differences in sleep duration between school days (SD) and weekends (WE), known as social jetlag (SJL). OBJECTIVE Phase 1: We tested possible association of students' chronotypes with some variables. Phase 2: We evaluated the influence of the school shift on sleep and rhythm parameters, SJL, night activities and cognitive performance of adolescents. METHODS Phase 1: 435 students (ages 12-17) answered the chronotype questionnaire and a form for identification of the subjects and their sleep. Phase 2: We used actimetry and activity diaries for 9 consecutive days, including 2 weekends, in 51 adolescents (ages 12-14) that attended a morning (7h to 12h) or an afternoon (12h30 to 17h30) school schedule. The cognitive testing session occurred twice a day (7h15 am or 4h45 pm). RESULTS Phase 1: Girls showed later chronotypes than boys. While the evening type in girls was related to the use of chemical substance, sleep duration and complaints, in boys was only to sleep complaints. Phase 2: Students from each shift went to bed at similar times, but only the morning-shift students woke up earlier on SD. Consequently, on these days their sleep duration was 1h45 shorter and the after-school naps were not sufficient to compensate sleep deprivation. Only the afternoon-shift students showed no SJL. The acrophase of motor activity the morning-shift students occurred earlier in the SD (13h20) than both WE (15h41) and the students of the afternoon-shift (SD: 15h10; WE: 15h38). Morning-shift students also showed a flattening oscillation of this rhythm (high mesor and low amplitude) on SD. On the other hand, the wrist temperature acrophase was not different between the four groups (~ 4: 45 h). Alarm clock use on SD was greater among morning-shift students. While all afternoon-shift students reported studing at night only ten in the morning-shift performed this activity, however the study duration of this 10 morning-shift adolescents (1h06) was greater than in the afternoon-shift peers (0h31). Adolescents from both shifts used electronic media at night and the duration of use was higher on WE (3h22) than on SD (2h56). The same occurred for leisure activities (SD: 2h01; WE: 2h44). Cognitive testing during the afternoon increased verbal working memory and marginally increased reading comprehension. CONCLUSION The afternoon school shift students showed compensation of their chronic sleep deprivation, rhythmic parameters more regular throughout the week and improved the cognitive performance in specific memory patterns. Excessive use of electronic media at night is probably reducing sleep, laser and study time for these adolescents. With this work we can contribute with public education policies
 
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mendes_do.pdf (7.22 Mbytes)
Date de Publication
2019-11-18
 
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