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Tese de Doutorado
DOI
Documento
Autor
Nome completo
Francisco Rodrigues Alves de Moura
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2019
Orientador
Banca examinadora
Lehman, Yvette Piha (Presidente)
Casado, Tania
Malvezzi, Sigmar
Nascimento, Regina Sonia Gattas Fernandes do
Silva Junior, Nelson da
Sznelwar, Laerte Idal
Título em português
Mal estar no trabalho da hipermodernidade: seis dimensões observadas na clínica e suas consequências
Palavras-chave em português
Assédio
Autonomia
Estresse
Hipermodernidade
Propósito
Psicanálise
Psicologia social
público/privado
reconhecimento
Trabalho
Violência
Resumo em português
Desde a origem da coletividade humana, o trabalho tem um papel potencialmente estruturador ou, por vezes, patológico na integração do indivíduo na sociedade e cultura. Nas últimas décadas, o aspecto do mal estar faz-se mais e mais evidente para os profissionais da saúde mental. O objetivo desta pesquisa é apontar como o mal estar no trabalho na contemporaneidade estaria intimamente ligado a três elementos essências e, inevitavelmente, conectados entre si. O componente inicial é o intrasubjetivo, relativo à formação e desenvolvimento do psiquismo na esfera do indivíduo, ou da sua psicopatologia. Nesta esfera seriam centrais os temas do reconhecimento e a autonomia (ou relação do sujeito com o tempo aliado à latitude em decidir por si). Em torno - e complementar a esta dimensão - existem as relações de trabalho, nas quais predominam os temas da violência no ambiente de trabalho e do desequilíbrio da dinâmica entre espaço privado e espaço compartilhado (ou público). No entanto, a análise do mal estar no trabalho seria incompleta se não envolvesse uma terceira dimensão: a do funcionamento social e cultural da contemporaneidade, molde e prensa para concepções pré-formadas e compartilhadas sobre o trabalho e seu valor na sociedade e na cultura. É neste campo que influiriam não somente promessas irreais em relação ao trabalho, traduzidas como sentido ou propósito, e, por fim, o efeito das personalidades hipermodernas e do mercado de consumo. Psicanálise, Psicopatologia e Psicodinâmica do Trabalho, Filosofia e Sociologia propõem soluções importantes, que teriam maior impacto se considerassem um entrelaçamento essencial entre estas dimensões da relação do eu com o outro, os direitos individuais e coletivos, e uma perspectiva social e compartilhada de coletividade. A Psicologia Social e do Trabalho, em sua transmissão e prática, deve adotar uma leitura multidimensional para compreender, ensinar, prevenir e tratar o mal estar contemporâneo em relação ao trabalho
Título em inglês
Not informed by the author
Palavras-chave em inglês
Autonomy
Harassment
Hypermodernity
Psychoanalysis
Public/private
Purpose
Recognition
Social psychology
Stress
Violence
Work
Resumo em inglês
From the dawn of human collectiveness, work has had a potentially structuring role, or, at times, a pathological influence in the subjects selfness in Society and Culture. Over the past six decades, the aspect of discontent is increasingly conspicuous for mental health professionals. The purpose of this research is to analyze how this discontent is closely related to three essential elements, that are, inevitably, interconnected amongst themselves. One is imminently intersubjective and relates to the structuring of subjectivity and the development of the psyche in an individual sphere; in other words, its psychopathology. In this sphere, the core themes would be connected to a lack of recognition and autonomy (regarding the relationship with time management and/or latitude to make decisions). Encompassing this dimension - and interdependent - are the workplace relationships, in which themes such as violence in the workplace and an unbalance between private and shared space dynamics are predominant. However, analyzing stress and work-related discontent would be incomplete without a third dimension, corresponding to social and cultural motions of current times. Workplace culture and our shared social values are both mold and shape for pre-formed notions amongst individuals, and these elements contribute to perceptions that lead to unreal expectations towards work and are showcased as purpose or meaning at work. The final dimension relates to the effect of what is called hypermodern personalities in a consumeoriented and neo liberal market. Psychoanalysis, Psychopathology and Work Psychodynamics, Philosophy and Sociology propose essential solutions, but would benefit from a proper interrelation amongst these dimensions of the relationship between the self and the other, individual rights and collective ones, as well as a social and shared perspectives of collectiveness. Organizational and Social Psychology, in its teaching and practices, should adhere to a multidimensional perspective to understand, foster, prevent and intervene in our current times discontent towards work and its vicissitudes
 
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moura_corrigida.pdf (1.10 Mbytes)
Data de Publicação
2019-09-20
 
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