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Disertación de Maestría
DOI
10.11606/D.47.2018.tde-26102018-193922
Documento
Autor
Nombre completo
Cecilia Galvão de Britto
Dirección Electrónica
Instituto/Escuela/Facultad
Área de Conocimiento
Fecha de Defensa
Publicación
São Paulo, 2018
Director
Tribunal
Castanho, Pablo de Carvalho Godoy (Presidente)
Bialer, Marina Martins
Silva Junior, Nelson da
Vorcaro, Angela Maria Resende
Título en portugués
Grupo e criação na clínica do autismo
Palabras clave en portugués
Autismo
Criação
Grupo
Infância
Intervenção triangular
Psicanálise
Resumen en portugués
O presente trabalho parte das questões da pesquisadora diante da clínica do autismo, em especial ao dispositivo clínico de grupos com crianças autistas, psicóticas e neuróticas, tendo a criação como ferramenta de intervenção. A experiência com esse tipo de clínica levou a autora a buscar um entendimento da criação como ferramenta clínica do tratamento do autismo em grupos heterogêneos, sendo esse o objetivo geral da pesquisa em questão. Ainda, como objetivos específicos, busca-se: contribuir para a construção de operadores teóricosclínicos para a clínica do autismo; contribuir para pensar a clínica de grupos sob um olhar lacaniano a partir de um diálogo com Kaës. Para tal, foi realizada uma articulação entre o que os psicanalistas lacanianos formulam acerca do autismo e o que Kaës propõe acerca dos grupos, valendo-nos especialmente de suas formulações acerca das alianças inconscientes, nelas introduzindo considerações lacanianas sobre a identificação da própria marca subjetiva. A sustentação metodológica dessa articulação se dá a partir da teorização de Luis Claudio Figueiredo do atravessamento de paradigmas. A partir da leitura feita no desenvolvimento do trabalho, concluímos que a criação tem efeitos numa dupla vertente: enquanto ferramenta da qual o tratamento junto a essas crianças pode se valer, abrangendo aí brincadeira, os jogos, a contação de histórias, a arte e demais formas de expressão da cultura e da linguagem (ou seja, uma forma de articulação do sujeito com o Outro). A segunda vertente seria a da criação como aquilo que o sujeito consegue produzir. No caso do autista, o que propomos é que a criação enquanto produção se dá por meio de uma ordenação do mundo interno, da construção de uma imagem corporal, de um modo de estar no laço e de um dizer que possa ser singular, ou seja, que ultrapasse o anonimato por meio de sua articulação na trama da cultura, da linguagem, do Outro justamente a partir do que há de mais próprio nele: sua singularidade. Considerando o fechamento desses sujeitos ao outro, propomos como estratégia a chamada intervenção triangular. Novamente, nessa clínica específica pensamos que há uma dupla vertente: no grupo e pela criação. No grupo, esta se dá pela mediatização do analista, que direciona uma criança à outra, que empresta a voz àquilo que não está conseguindo ser dito. Ainda, as próprias crianças podem, por vezes, fazer esse papel. Na criação, a intervenção triangular se dá quando a criação pode operar como um terceiro, quando pode ter efeito de intermédio para as trocas. A partir dela, os sujeitos podem ir se apropriando do que é da cultura do Outro , bem como podem ir fazendo trocas simbólicas e construções do seu Eu, por meio das identificações
Título en inglés
Group and creation in the autisms clinics
Palabras clave en inglés
Autism
Childhood
Creation
Group
Psychoanalysis
Triangular intervention
Resumen en inglés
The present work is based on the researcher's experience with the treatment of autist and psychotic children in group led the author to seek an understanding of the creation as a clinical tool in the treatment of the autism in heterogeneous groups, which is the general objective of the research in question. Also, as specific objectives, it is sought: to contribute to the construction of theoretical-clinical operators for the autism clinic; to contribute to think the clinic of groups under a Lacanian perspective having a dialogue with Kaës contributions. To be able to do that, a link was made between what Lacan psychoanalysts formulate about autism and what Kaës proposes about groups, using especially his formulation about unconscious alliances, and introducing Lacanian considerations about the identification of the subjective mark. The methodological support of this articulation comes from Luis Claudio Figueiredos theorization of the crossing of paradigms. In the development of the present research, we conclude that the creation has effects in a double aspect: as a tool of which the treatment with these children can be used, such as the playing, the games, the storytelling, the art and other forms of expression from the culture and the language (a form of articulation between the subject and the Other). The second strand would be the creation as that which the subject can produce. In the autism, what we propose is that creation as production takes place by means of an ordering of the inner world, the construction of a bodily image, and a saying that may be singular, that surpasses anonymity through its articulation in the culture, the language, with the Other precisely from what is most proper in it: its uniqueness. Considering the closure of these subjects to the other, we propose as strategy the so-called triangular intervention. Again, in this specific clinic we think that there is a double aspect: about group and about the creation. In the group, this occurs through the mediation of the analyst, who directs a child to the other, who lends his voice to what is not being said. Yet, children themselves can sometimes play this role. In creation, triangular intervention takes place when creation can operate as a third, when it can have an intermediate effect for the exchanges. From it, the subjects can take ownership of what is of the culture - of the Other - as well as they can go making symbolic exchanges and constructions of their Self, through identifications
 
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britto_me.pdf (805.87 Kbytes)
Fecha de Publicación
2018-11-07
 
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