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Dissertação de Mestrado
DOI
10.11606/D.44.2000.tde-29092015-095232
Documento
Autor
Nome completo
Heloisa Rodrigues de Souza Dehler
E-mail
Unidade da USP
Área do Conhecimento
Data de Defesa
Imprenta
São Paulo, 2000
Orientador
Banca examinadora
Machado, Rômulo (Presidente)
Godoy, Antonio Misson
Schorscher, Johann Hans Daniel
Título em português
Química mineral e petrografia do Maciço Granítico Rapakivi São Francisco, sul do estado de São Paulo
Palavras-chave em português
Geoquímica
Mineralogia
Petrografia
Resumo em português
O Maciço Granítico Rapakivi São Francisco intrude rochas metassedimentares do Grupo São Roque, possui forma aproximadamente elipsoidal, com eixo maior de direção /N65E e "trend" subparalelo às zonas de cisalhamento que o limitam a norte (Moreiras) e sul (Pirapora). É composto por cinco faciologias: SF1 - biotita - homblenda - quartzo - monzonito fino; SF2 - biotita - granito porfiróide fino a médio (mosqueado); SF3 - biotita - granito porfiróide grosso (pyterlítico); SF4 - biotita - granitoporfirítico grosso (pyterlítico a viborgítico) e SF5 - diques de granito equigranular fino. Os estudos de química mineral permitiram caracterizar os seguintes minerais constituintes do MGRSF: minerais félsicos - feldspato alcalino de composição 'Or IND. 56-74', com aumento do núcleo para a borda de K, e diminuição de Al, Na e BA; plagioclásio da matriz e megacristais com núcleos de composição albítica e bordas de oligoclásio; manto dos ovóides rapakivi de composição oligoclásio; minerais máficos - biotita annítica e anfibólio edenítica; - minerais acessórios - fluorapatita, com teor de F anômalo, entre 4,9 e 6,1%, zircão, ilmenita e hematita. As análises químicas de biotita permitiram separar, com base nos teores de Al203 e MgO, dois grupos de biotitas: biotitas magmáticas (BM) que preservam a composição química primária e, provavelmente refletem as condições magmáticas, traduzindo assim a evolução da composição do líquido e biotitas secundárias (BA), que mostram evidências de alteração da composição química original, decorrente da ação de uma fase fluida que provocou reequilíbrio dos mesmos no período tardi a pós-magmático. As biotitas magmáticas exibem boas correlações lineares em vários diagramas tipo Harker: R2+ versus R3+, com 'Al POT. VI' e 'Fe POT. 2+' sendo os principais responsáveis por este tipo de substituição, Si versus 'Al POT. IV', clitonita, talco e Ti versus 'Al POT. VI'+Cr+'Fe POT.2+'+Mg+Mn. As biotitas ) secundárias são caracterizadas pelas seguintes substituições: 'R POT. 2+' versus 'R POT. 3+', Si versus SV; Ti versus 'Al POT. IV' e talco. Nos diagramas discriminantes das séries magmáticas, baseados na química das biotitas, as amostras do MGRSF caem, preferencialmente, no campo das associações subalcalinas ou alcalinas. Estudos geobarométricos efetuados a partir de análises químicas de anfibólios do MGRSF, permitiram definir pressões entre 0,8 e 1,8 kbar, os quais refletem as prováveis condições de pressão vigentes durante o período tardi a pós-magmático, ocasião em que a circulação de fluidos promoveu reações de reequilíbrio dos minerais, sobretudo das biotitas. O maciço granítico aqui estudado é caracterizado como rapakivi neste trabalho, enquadrando-se perfeitamente na redefinição da Haapala & Rämö (1992): como granito tipo "A" (neste caso como subtipo aluminoso), que contém textura rapakivi. A textura rapakivi no MGRSF ocorre segundo a definição "strictu sensu" de Vorma (1976), quedeve abranger: a) forma ovoidal dos megacristais de ortoclásio; b) manteamento dos ovóides por plagioclásio de composição oligoclásio-andesina, com alguns deles podendo ser isentos; c) ocorrência de duas gerações de feldspato alcalino e quartzo. A textura rapakivi, para o maciço estudado, é interpretada como magmática pelas seguintes características texturais e químicas: (a) ausência de feldspatos alcalinos na matriz manteados poroligoclásio; (b) composições idênticas entre as bordas dos plagioclásios da matriz e os plagioclásios que compõem os mantos dos ovóides de feldspato alcalino; (c) presença de composição química primária em biotitas de amostras com textura viborgítica, indicando que os processos de alteração metassomáticos/hidrotermais foram mínimos ou ausentes nestas porções do maciço. A coexistência de texturas rapakivi com feições orto a mesocumulática, sugere que os processos de acumulação mecânica de feldspatos alcalinos em estágios magmáticos iniciais estejam relacionados com a formação de textura rapakivi.
Título em inglês
Not available.
Palavras-chave em inglês
Not available.
Resumo em inglês
The São Francisco repakivi granitic massif (MGRSF) intrudes metassedimentary rocks of São Roque Group. The pluton presentes na approximately elipsoidal shape and it is limited by high-angle shear zones (Moreiras to the north and Pirapora to the South). It is composed by five faciologies: SF1 - fine-grained biotite-hornblende-quartz monzonite; SF2 - fine to medium grained biotite-porfiroid granite; SF3 - coarsed biotite-porfiroid granite (pyterlitic); SF4 - coarsed biotite porfiritic granite (pyterlitic to wiborgitic) and SF5, fine equigranular granite dikes. The mineral chemistry studies provided the characterization of the mineral components of the MGRSF: felsic minerals - alkaline feldspar with composition 'Or IND. 56-74', with increase of K content from the core to the rim, and decrease of Al, Na and Ba; matrix plagioclase and megacrystals with albitic composition in the core and oligoclase composition in the rim, and rapakivi ovoids mantle with oligoclase composition; mafic minerals - fluorapatite, with anomalous high fluor content (between 4.9 and 6.1 %), zircon, ilmenite and hematite. The chemical analysis of biotite provided the separation of two groups, based on Al2O3 and MgO content: magmatic biotites (BM), preserving the primary chemical composition and, probably reflecting the magmatic conditions, implying this way, the evolution of the liquid composition; and secondary biotites (BA), showing alteration and departure of the original chemical composition, due to the action of a fluid phase that provoked a reequilibrium in a tardi to post-magmatic period. The magmatic biotites exhibits good linear correlations in several Harker diagrams: R2+ versus R3+, with 'Al POT. IV', clitonite, talc and Ti versus 'Al POT. IV' + Cr + 'Fe POT. 2+' + Mg + Mn. The secondary biotites are characterized by the following substitutions: R2+ versus R3+, Si versus SV, Ti versus 'Al POT. IV' and talc. In this discriminative diagrams of magmatic series, based on the biotite chemistry, the samples from MGRSF fall preferentially in the field of subalkaline and alkaline associations. The geobarometric study based on the chemical analysis of the MGRSF amphiboles, allows the consideration of pressures between 0.8 and 1.8 Kb, reflecting pressures conditions during the tardi to post magmatic period, time that the circulation and fluids promoted reequilibrium reactions of the minerals, notably biotites. The MGRSF is characterized as a rapakivi in this work. The rapakivi texture in the MGRSF, is interpreted as magmatic, due to the following textural and chemical features: a) absence of alkaline feldspar in the matrix mantle by oligoclase; b) identical compositions between the rims of plagioclase of the matrix and plagioclase that composes the ovoid mantles of the alkaline feldspar; c) presence of primary chemical composition of the biotites in the wiborgitic samples, suggesting that the metasomatic/hidrothermal alteration processes were absent or at least relatively less important in this samples. The coexistence of rapakivi textures and orto to mesocumulatic features, suggest that the mechanical accumulation processes of alkaline feldspar in initial magmatic stages shoukd be related to the formation of rapakivi textures.
 
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Data de Publicação
2015-09-29
 
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